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Educação básica

Ensino médio ganha 75 mil computadores

  • Quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007, 16h31
  • Última atualização em Quinta-feira, 24 de maio de 2007, 09h34

Já está confirmada a entrega de 75 mil computadores, ou seja, a implantação de 7.500 laboratórios de informática nas escolas públicas de ensino médio até o final de 2007. A informação foi dada nesta quarta-feira, 13, durante o encontro de coordenadores estaduais e municipais do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo) e da TV Escola. “Haverá uma grande distribuição de computadores e de material pedagógico esse ano”, explicou Amanda Dominici, coordenadora de logística da Secretaria de Educação a Distância (Seed/MEC).

Os coordenadores também discutiram a implementação este ano, em algumas escolas, do projeto-piloto do programa Um Computador por Aluno (UCA). Serão utilizados diferentes modelos de computadores populares portáteis, chamados laptops, como o XO e o Class Mate. A partir dessa experiência, serão definidas as diretrizes do programa UCA e também será escolhido o modelo de computador popular que o governo federal vai comprar em larga escala.

Existe ainda uma proposta de expandir o ProInfo e implantar laboratórios de informática em escolas rurais e em escolas de 5ª a 9ª série. A meta de atingir as escolas rurais é uma nova orientação do programa, que depende ainda da aprovação do orçamento de 2007. Entretanto, o ProInfo já traz modificações implantadas em 2007. Uma delas é a assinatura de um termo de cooperação técnica com os estados. O acordo formal garante a exigência de contrapartidas por parte dos estados, como, por exemplo, a garantia de infra-estrutura necessária aos laboratórios e a permissão para que os professores se ausentem para receber a capacitação oferecida pelo ministério.

O último dia do encontro contou ainda com discussões éticas a respeito do direito à educação. O filósofo Renato Janine, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), acredita que a sociedade de massa tenha trazido à tona uma série de atores sociais que antes não participavam da sociedade. “Esses atores estão exigindo sua participação, eles estão fazendo sua voz aparecer”, explicou. Isso significa, de acordo com o filósofo, que uma série de bens públicos, que ao longo da história foram oferecidos a uma pequena parcela da população, estão sendo dirigidos a um número muito maior de pessoas. “Para atender a essa solicitação de um número cada vez maior de pessoas, precisamos de instrumentos, entre os quais a educação a distância”, destacou.

Ana Guimarães Rosa

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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