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Educação superior

Reitor da UFPR comemora resultados das políticas afirmativas

  • Sexta-feira, 20 de maio de 2005, 14h24
  • Última atualização em Sexta-feira, 11 de maio de 2007, 09h52

O reitor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Moreira Júnior, está satisfeito com os resultados das políticas afirmativas implementadas pela instituição. No primeiro semestre deste ano, 521 alunos negros e 875 alunos oriundos de escolas públicas, ingressaram na universidade por intermédio do vestibular, em um total de 4.144 calouros.

“Fizemos uma inclusão social e racial distribuída de maneira homogênea por todos os 69 cursos de graduação da instituição”, explica o reitor. “Equivocam-se gravemente aqueles que pensam que um sistema de cotas sociais e raciais na universidade vai gerar profissionais incapazes”, afirma o dirigente. Para ele, basta ter criatividade para implantar um teste seletivo que evite paradoxos como este.

Antes de tomar a decisão de implantar as políticas afirmativas, a UFPR estudou por mais de dois anos o perfil socioeducacional dos candidatos e acompanhou alunos das escolas públicas aprovados em vestibulares anteriores. “Aprendemos que eles são tão capazes como aqueles oriundos da escola privada e, por muitas vezes, até mais esforçados”, afirmou Carlos Moreira Júnior, contestando a tese de que as políticas afirmativas contribuem para a redução do nível educacional nas instituições federais de ensino superior.

Segundo o reitor, outro aprendizado extraído dessa experiência foi que as universidades precisam reforçar políticas de assistência. “É fundamental melhorar restaurantes universitários, ampliar o número de bolsas-auxílio, assim como aparelhar as bibliotecas e, acima de tudo, acompanhar o desempenho acadêmico de nossos alunos, independente da forma de ingresso na universidade.”

Inclusão social – Carlos Moreira Júnior ressaltou o papel das universidades públicas no sentido de diminuir desigualdades sociais. “Ao implantarmos políticas de democratização do acesso ao ensino superior, permitindo que pessoas que estão à margem do sistema possam ser incluídas social e educacionalmente, então, estamos colocando em prática um projeto de nação mais justa e solidária”, enfatizou o reitor.

Repórter: Ivone Belem

 

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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