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Pós-graduação

Entidade internacional premia trabalho de docente brasileiro

  • Terça-feira, 29 de setembro de 2015, 19h10
  • Última atualização em Terça-feira, 29 de setembro de 2015, 19h10

Nelson Astrath (D), ao lado do reitor da UEM, Mauro Baesso (E), e do parceiro de pesquisa professor Stephen Bialkowski, considera a premiação importante para toda a comunidade científica nacional (foto: acervo pessoal)O professor brasileiro Nelson Astrath recebeu, no início deste mês, o prêmio Cientista Júnior da Associação Internacional de Fotoacústica e Fototérmica [International Photoacoustic and Photothermal Association (IPPA)]. Professor da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Astrath é ex-bolsista de pós-doutorado da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação.

O prêmio, considerado o mais importante do mundo na área de fotoacústica e fototérmica, visa a reconhecer jovens cientistas, abaixo de 40 anos, nesse campo de pesquisa. A cerimônia de premiação foi realizada durante a 18ª Conferência Internacional de Fotoacústica e Fenômenos Fototermais, em Novi Sad, Sérvia, no dia 9 último.

Entre os trabalhos realizados pelo professor Astrath, a IPPA destacou a técnica de espelho térmico, que permite desenvolvimento substancial na caracterização de materiais em geral. A pesquisa do professor brasileiro foi definida pela organização internacional como contribuição excepcional no desenvolvimento teórico e experimental de diferentes métodos fototérmicos.

“A premiação é muito valiosa para nossas agências de fomento e para a comunidade científica nacional”, disse Astrath. “Não só para a área de fototérmica, mas para várias áreas correlatas, um reconhecimento de muito trabalho e amadurecimento científico.” De acordo com o professor, o prêmio foi dado pelo conjunto da obra e se estende a todos os envolvidos, não apenas da UEM, mas de várias outras instituições parceiras, do Brasil e do exterior.

Astrath atuou como professor-pesquisador visitante com bolsa de estágio pós-doutoral da Capes na Utah State University, Estados Unidos, em 2013. “A pesquisa sobre parte dos efeitos da pressão de radiação, feita com meu colega Stephen Bialkowski, foi iniciada lá, durante o estágio”, observou. “Acabou virando uma linha muito forte em nosso grupo na UEM, e os resultados obtidos aqui levaram à publicação de vários artigos de impacto.” Ele considera a experiência no exterior importante para consolidar as pontes de internacionalização das pesquisas realizadas. “Considero fundamental esse período como professor visitante nos EUA”, afirmou.

O Programa de Pesquisa Pós-Doutoral no Exterior da Capes destina-se à realização de estudos avançados posteriores à obtenção do título de doutor. O programa oferece bolsas de estudos a pesquisadores que tenham o título de doutor há menos de oito anos. Mais informações no Programa de Pesquisa Pós-doutoral no Exterior.

Assessoria de Comunicação Social, com informações da Capes

 

 

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