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Educação superior

Estudante mineira é aceita em doutorado em engenharia de Oxford

  • Terça-feira, 30 de maio de 2017, 17h02
  • Última atualização em Segunda-feira, 05 de junho de 2017, 16h33


Bárbara Emanuella Souza já tem meta definida para desenvolver na universidade do Reino Unido: dedicar-se a pesquisas sobre redes de metais orgânicos (Foto: Divulgação)Aos 24 anos e com um currículo formado em instituições públicas, a engenheira mecânica Bárbara Emanuella Souza é a primeira mulher brasileira aceita no doutorado da escola de engenharia de Oxford, universidade do Reino Unido. A notícia chegou a ela poucos meses antes da conclusão do curso de engenharia na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), em Diamantina (MG), que ocorreu no início deste ano. “Fiquei muito feliz porque venho de uma universidade pequena. Muitas pessoas pensam que por estar em uma universidade pequena a gente fica limitado, mas não. Isso não limita a gente de ir em busca de novos horizontes”, disse.

Para Bárbara, o curso de engenharia em si já foi um desafio, uma vez que, em sua visão, se trata de uma graduação tradicionalmente escolhida por homens. “Tinha aulas em que eu era a única mulher em sala”, conta. A recém-formada afirma que sempre teve vontade de seguir a carreira de engenheira e escolheu a UFVJM porque se situa na cidade onde nasceu e sempre viveu ao lado dos pais. O fato da família não ter recursos para custear a ida da estudante para outra cidade também pesou. “Decidi estudar aqui por ter minha vida toda aqui e por acreditar na universidade. Meus pais não têm muito dinheiro, então eu tinha medo de ir para outra cidade e não poder arcar.”

Em Oxford, Bárbara deve fazer pesquisas sobre redes metal-orgânicas e suas associações, com o intuito de criar novas e melhores formas de tratamento contra o câncer. “O principal tratamento contra o câncer é a quimioterapia, mas a droga quando é administrada afeta todo o organismo do paciente e não só a região doente. Então, se conseguir desenvolver nanopartículas que façam o carregamento do fármaco diretamente para a região doente do corpo, essa liberação controlada significa não apenas a diminuição dos efeitos colaterais, mas também o aumento da eficácia das drogas”, explicou. Segundo ela, os desmembramentos desta pesquisa podem levar a novas formas de diagnóstico e tratamentos menos invasivos.  

Assessoria de Comunicação Social

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