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Educação superior

Resultado da avaliação quadrienal da pós-graduação brasileira mostra crescimento de cursos

  • Quarta-feira, 20 de setembro de 2017, 20h34
  • Última atualização em Quarta-feira, 20 de setembro de 2017, 20h54

A quantidade de cursos de pós-graduação ofertados no Brasil cresceu na última década. Entre os anos de 2007 e 2017, o número de cursos de doutorado saltou de 2.061 para 3.398. Os mestrados acadêmicos tiveram um avanço de 65%, chegando a 2.202 em todo país, ao passo que os mestrados profissionais saíram de 156 para 703, o que demonstra o aumento do interesse dos estudantes por esse tipo de qualificação.

Os números são referentes à primeira etapa da avaliação quadrienal 2017, recém-divulgada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). “O resultado mostra que o sistema vem crescendo e ganhando qualidade. Nosso modelo avaliativo se mostra capaz não só de perceber o avanço da pós-graduação, mas também de apontar necessidades de correção para instituições e programas”, afirma o presidente da Capes, Abílio Baeta Neves. A avaliação abrange os anos de 2016, 2015, 2014 e 2013 e o comparativo se dá com as avaliações dos anos de 2012 a 2010 e 2009 a 2007, as duas últimas, ainda trienais.

A diretora de Avaliação da Capes, Rita de Cássia Barradas Barata, aponta para o peso de um título de pós-graduação no mercado de trabalho. “Fizemos um estudo de egressos para essa avaliação, com os alunos formados a partir de 1996, para saber em qual situação de emprego estão agora. Vimos que a maior parte deles está adequadamente empregada e tem um nível salarial mais alto que a média para as profissões equivalentes no mercado. Isso mostra que a pós-graduação acrescenta valor para os profissionais”, destaca.

Entre 2007 e 2017, número de cursos de doutorado saltou de 2.061 para 3.398; mestrados acadêmicos somam 2.202; e mestrados profissionais, 703 (Foto: ACS/MEC)

Qualidade – O relatório da primeira etapa da avaliação quadrienal 2017 contém ainda as notas dos cursos de pós-graduação. Entre os pontos que merecem atenção, está o crescimento do total de programas de excelência, isso é, cursos que obtiveram notas 6 ou 7 e são considerados de qualidade internacional. Nesse mesmo grupo, é possível observar uma desconcentração dos cursos, que se mostram mais espalhados pelo país. Há dez anos, apenas 12 estados contavam com programas excelentes; hoje, são 16. A região Sul é a única a possuir programas com nível de excelência em todos os seus estados.

Rita de Cássia explica que o objetivo de identificar a qualidade desses programas, ao atribuir notas a eles, é oferecer aos estudantes um panorama do que há de melhor em termos de formação. “Os programas avaliados com notas 1 e 2 são descredenciados, por se entender que não há neles condições mínimas que garantam uma boa formação. Os que obtêm nota de 3 a 5 são tidos como programas de excelência nacional”, acrescentou a diretora.

O processo de avaliação da Capes envolve uma série de etapas anteriores à atribuição de notas, que passam pelas informações recolhidas anualmente pelo órgão. “É a partir disso que vamos gerar uma série de instrumentos que nos permitem qualificar os programas, quantos alunos estão formando, qual a taxa de abandono, qual a quantidade de alunos que se desligam, a produção acadêmica”, ressalta Rita de Cássia.

Nessa última avaliação, estiveram envolvidos 1.550 consultores do Brasil todo, pertencentes a diferentes instituições e áreas de conhecimento. Eles analisaram os 4.175 programas de pós-graduação que estão em funcionamento hoje e que já tiveram pelo menos uma turma formada.

Acesse os resultados da avaliação quadrienal 2017 no portal da Capes.

Assessoria de Comunicação Social

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