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Pós-graduação

Avanço depende do equilíbrio regional na oferta de cursos

  • Quinta-feira, 26 de novembro de 2009, 11h20
  • Última atualização em Quinta-feira, 26 de novembro de 2009, 11h20

Um dos maiores desafios da educação superior brasileira é mudar o mapa da pós-graduação para superar as desigualdes regionais. Essa é uma das diretrizes para o avanço do setor apontadas na abertura do seminário Preparando a Avaliação, na quarta-feira, dia 25, em Brasília.


De acordo com o diretor de avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Lívio Amaral, enquanto São Paulo conta com 650 programas de pós-graduação, estados das regiões Norte e Nordeste não chegam a ter dez cursos. Isso influi diretamente na produção técnico-científica brasileira. “Mais cursos significam mais produção de conhecimento e de ciência e tecnologia”, afirmou.


Em uma exposição sobre o sistema nacional de pós-graduação, Amaral mostrou como o Poder Público ainda é o principal responsável pela pós-graduação no país. As instituições federais e estaduais são responsáveis por mais de 80% da oferta de cursos de mestrado e doutorado.


Avaliação — “A avaliação tem apenas um critério: desempenho máximo. Curso bom tem autocobrança”, afirma o presidente da Capes, Jorge Guimarães, ao definir o processo de aferição. “O curso deve formar bem os estudantes. Não adianta apenas um excelente grupo de pesquisa.”


Para Guimarães, do encontro devem ser extraídos dados e informações que fundamentem um novo plano nacional de pós-graduação.


O seminário, que se estenderá até esta sexta-feira, 27, é composto por apresentações sobre áreas como ciências exatas, linguística, letras e artes. Em cada uma das apresentações é feita uma síntese da área, com o número de programas e a expectativa de crescimento para os próximos anos. Participam do encontro os coordenadores de todas as 46 áreas do conhecimento.


O encontro é visto por Lívio Amaral como uma oportunidade para debater e atualizar vários aspectos da avaliação trienal no próximo ano. “A avaliação só continuará sendo esse patrimônio construído coletivamente se tivermos a capacidade de realizá-lo com transparência”, disse.


A cada três anos, a Capes avalia todos os cursos de pós-graduação stricto sensu do país. Em 2010, serão aferidos mais de quatro mil cursos de mestrado e doutorado. A avaliação abrange termos de proposta, corpos docente e discente, inserção social, teses, dissertações e produção intelectual.


Saiba mais sobre a avaliação trienal na página eletrônica da Capes.

Assessoria de Imprensa da Capes

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