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SEGURANÇA

MEC presta homenagem à família de professor assassinado em escola

  • Quinta-feira, 09 de maio de 2019, 14h06
  • Última atualização em Quinta-feira, 09 de maio de 2019, 14h06

Daiane Alves Sousa, viúva do professor Júlio Cesar Barroso de Sousa, segura placa em homenagem ao marido no gabinete do ministro Abraham Weintraub (Foto: Luís Fortes/MEC)O Ministério da Educação (MEC) prestou nesta quinta-feira, 9, uma homenagem aos familiares do professor Júlio Cesar Barroso de Sousa, assassinado no Colégio Estadual Céu Azul, em Valparaíso (GO), no qual lecionava e coordenava. A morte foi no fim de abril.

O ministro Abraham Weintraub recebeu familiares do docente em seu gabinete. Entregou a Daiane Alves Sousa, viúva, uma bandeira do Brasil e uma placa na qual agradece o docente “pelos relevantes serviços prestados à educação brasileira”. Propôs a troca do nome da escola — ou de alguma instituição de Santa Maria, região administrativa do Distrito Federal na qual o docente morava.

Weintraub prestou solidariedade à família. Afirmou que a morte a do docente não será esquecida. "Isso que aconteceu não foi razoável. Eu já fui professor. Ele foi um herói. Meu compromisso aqui é para que ele não seja esquecido. Queremos criar um panteão com nomes de professores que foram heróis, assim como policiais", afirmou.

Juliana Maria Lima do Carmo, professora e irmã de Júlio Cesar, lembrou do trabalho e do comportamento calmo e reservado do irmão. "Ele era calmo. Ficou órfão muito cedo. Na nossa família sempre acreditamos que só iríamos ter algo na vida através da educação. Com a morte do meu irmão, morreu também um pouco da educação como forma de transformação. Professor não tem mais respeito", lamentou.

Para o irmão do professor, Celso Fernando Barroso Lima, é necessário recuperar o respeito do professor nas escolas. "Também sou professor. É preciso restaurar a autoridade do professor em sala de aula. Não sei se volto a dar aula depois do que aconteceu", afirmou.

Em reunião posterior, também no gabinete, Weintraub recebeu os secretários de Educação do Distrito Federal, Rafael Parente, e de Relações Institucionais do Distrito Federal, Vitor Paulo. O ministro apresentou a ideia de renomear um colégio.

Como Valparaíso fica no Entorno do Distrito Federal, no estado de Goiás, surgiu a ideia de renomear uma das escolas de Santa Maria, onde Barroso morava e também dava aulas.

Visita - No início de maio, Weintraub visitou a escola onde ocorreu o crime e ouviu docentes e autoridades do município. Ele reforçou a necessidade de retomar o respeito dentro das unidades escolares. “Não se pode permitir que isso se torne uma coisa cotidiana, visto como algo normal. Policial não pode morrer. Professor não pode morrer”, enfatizou. “Quem morreu tinha 41 anos, tinha família, era pagador de impostos, trabalhador. Só construía e agregava para o País”, afirmou.

Na ocasião, o ministro ressaltou ser necessária uma mudança. Segundo ele, o plano do Ministério da Educação (MEC) é realizar uma mudança estrutural, com um maior investimento na educação básica. “Vocês aqui que estão na linha de frente, nos municípios, professores estaduais, municipais, [são] prioridade. Vocês, professores, é que têm de estar valorizados”, disse.

Rudilene Nobre, secretária de Educação do município, recebeu a visita do ministro como incentivo para continuar o trabalho educacional na comunidade. “Este é um fato que vai marcar a vida dos alunos, dos professores e servidores. Já temos uma equipe preparada para fazer um trabalho diferenciado com os professores e alunos assim que retornarem à escola”, destacou.

Assessoria de Comunicação Social

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