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Mar profundo

Expedições de pesquisa marinha terão participação de brasileiros

  • Terça-feira, 02 de abril de 2019, 13h57
  • Última atualização em Terça-feira, 02 de abril de 2019, 16h53

As expedições realizadas pelo International Ocean Discovery Program (IODP), de pesquisas marinhas, que investiga a história e a estrutura da Terra, chegam à costa brasileira e à Amazônia pela primeira vez. O objetivo é estudar a evolução tectônica, climática e biótica do Portal Equatorial do Atlântico. As jornadas serão realizadas em 2020.

A Expedição 387 – Amazon Continental Margin, que teve as inscrições realizadas até 1º de março, ocorrerá entre os dias 26 de abril e 26 de junho do próximo ano. O objetivo é perfurar a parte superior da bacia da Foz do Amazonas, na margem equatorial do Brasil.  

Para a Expedição 387, inscreveram-se 20 pesquisadores brasileiros. O número mostra um aumento considerável em comparação às anteriores, quando a média foi de quatro candidatos por expedição. Podem se inscrever pesquisadores em nível de doutorado, pós-doutorado ou pesquisador pleno, que tenham mais de oito anos de título, em todas as especialidades relacionadas ao tema mar profundo. A Capes financia a participação do Brasil no consórcio JOIDES Resolution, desde 2013.

Professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), Cleverson Guizan atuará como co-chief na expedição 387. “A participação do Brasil no IODP é uma oportunidade ímpar para a qualificação de pesquisadores e estudantes. A Capes vem nos proporcionar essa oportunidade, financiando a associação do Brasil ao IODP”, ressaltou.

Já a Expedição 388 - Equatorial Atlantic Gateway, com inscrições realizadas até 1º de abril, estudará a evolução tectônica, climática e biótica do Portal Equatorial do Atlântico, em três locais, próximos ao Platô Pernambucano. A pesquisa acontecerá entre 26 de junho e 26 de agosto de 2020.

Programa – O International Ocean Discovery Program (IODP) é um programa internacional de pesquisas marinhas, que investiga a história e a estrutura da Terra, a partir do registro em sedimentos e rochas do fundo do mar, e monitora ambientes de subsuperfície. O programa reúne parte significativa da comunidade científica atuante nas ciências do mar em águas profundas de diversos países.

Para alcançar seus objetivos, usa avançada tecnologia em perfuração oceânica como instrumento essencial para novas descobertas, permitindo a disseminação de dados e amostras a partir de arquivos globais, particularmente para os países membros do programa.

O sistema de perfuração é apoiado por um parque analítico a bordo do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution, composto por equipamentos de última geração voltados à pesquisa geofísica, geoquímica, microbiológica e paleoclimática. Além da infraestrutura embarcada, o IODP conta com apoio de diversas instituições de pesquisa e formação de recursos humanos nos países que participam do Programa.

Simone Mantovanelli é paleomagnetista e participou, em 2016, da expedição 366, em uma jornada que coletou materiais para investigação dos processos físicos, químicos e biológicos em uma região de vulcões de lama. Para a pesquisadora, a expedição foi a chance de convívio com cientistas renomados. “Experiência maravilhosa”, classifica. “A oportunidade de ir para esses lugares coletar material é única.”

Brasil – Desde 2013, o Brasil, por meio de financiamento viabilizado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), é membro do consórcio JOIDES Resolution e colabora com o Programa IODP, tendo sua participação no programa internacional se iniciado em 2012. Para executar as atividades previstas no programa, a Capes conta ainda com o apoio de dois comitês: científico e executivo.

Atualmente, a participação do Brasil prevê uma vaga em cada expedição no Navio de Pesquisa do JOIDES Resolution (até duas vagas podem ser oferecidas, dependendo da demanda), assim como a utilização, por parte de brasileiros, de amostras previamente coletadas de programas anteriores como o Deep Sea Drilling Project (DSDP) e do Ocean Drilling Program (ODP). Esse material é atualmente coletado pelo Programa IODP, por meio da preparação da Sample Request com apoio do Comitê Cientifico do Programa no Brasil.

Há ainda vagas para um membro no Facility Board do Navio de Pesquisa JOIDES Resolution e uma vaga para representantes brasileiros no Scientific Evaluation Panel (SEP) e no Subgrupo Site Survey do SEP/IODP, respectivamente.

Interatividade – A Capes lançou uma ferramenta que permite visualizar a participação do Brasil nas expedições realizadas pelo IODP. Com o Mapa Interativo IODP/Capes-Brasil, é possível acompanhar em um mapa-múndi os lugares explorados pelos pesquisadores integrados ao programa, sinalizando onde houve participação brasileira.

É possível visualizar o mapa pelo portal da Capes. Na página as legendas coloridas indicam as expedições que já foram realizadas, as que ocorrem neste momento e as que estão agendadas. Clicando no ícone, também é possível ler um resumo do trabalho desenvolvido pelo pesquisador brasileiro em cada expedição.

A micropaleontóloga Bruna Dias seguirá na expedição 378 em janeiro de 2020. “A ação permite a ampliação da rede de colaboração internacional com outros cientistas”, planeja. Os depoimentos de Bruna e dos pesquisadores podem ser acessados pelo portal.

Acesse o Mapa Interativo IODP/Capes-Brasil

Ouça os depoimentos dos pesquisadores

Assessoria de Comunicação Social

Assunto(s): MEC , Capes , pesquisa , expedição , mar profundo
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