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Educação e saúde

Hospital da UFMG atua em estudo para reconhecimento de alteração em eletrocardiograma

  • Sexta-feira, 24 de abril de 2020, 16h14
  • Última atualização em Sexta-feira, 24 de abril de 2020, 16h14

Projeto liga sistemas de computação a exames para identificar risco de morte dos pacientes


Com uso de inteligência artificial, um grupo de pesquisadores, composto por cardiologistas do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) — vinculado à Rede Ebserh —, engenheiros, cientistas da computação e estatísticos, realizou uma pesquisa para desenvolvimento de ferramentas inteligentes que reconheçam automaticamente possíveis alterações em exames de eletrocardiograma.

A pesquisa tem foco em ferramentas que identificam alterações no exame de eletrocardiograma de 12 derivações e na avaliação de quais problemas essas alterações podem causar à saúde do coração dos pacientes. Trata-se de redes neurais, sistemas de computação interconectados que buscam simular os neurônios do cérebro humano. Essas redes têm se mostrado capazes de reconhecer padrões, agrupá-los e classificá-los.

O grupo organizou a base de dados de 2,4 milhões de eletrocardiogramas digitais do Centro de Telessaúde do hospital universitário vinculado à Ebserh, construída entre 2010 e 2017. Na sequência, fez a ligação desta base de exames com a base de mortalidade de Minas Gerais (Sistema de Informações de Mortalidade), de modo a permitir o reconhecimento de padrões que se associam ao risco de morte.

Os pesquisadores treinaram os sistemas de computação para classificarem automaticamente o eletrocardiograma quanto a presença de seis alterações cardíacas: bloqueio de ramo direito, bloqueio de ramo esquerdo, bloqueio atrioventricular de primeiro grau, fibrilação atrial, taquicardia sinusal e bradicardia sinusal. 

De acordo com o estudo, o modelo teve índices com alta performance no conjunto de dados de validação, que foi comparada à de médicos residentes e estudantes, e foi tão bom quanto a avaliação humana. Por isso, o método desenvolvido pode ser considerado uma alternativa aos métodos clássicos de classificação automática e pode ser implementado nos sistemas de telessaúde já em uso, resultando em economia de tempo de clínicos especialistas e prevenindo diagnósticos errados. 

Publicação – Intitulado Projeto CODE (Clinical Outcomes in Digital Electrocardiology), o estudo foi publicado no início do mês no conceituado periódico “Nature Communication”, um dos mais importantes do mundo. 

Ebserh – O HC-UFMG integra a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) desde 2013. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a Ebserh foi criada em 2011 e, atualmente, administra 40 hospitais universitários federais, apoiando e impulsionando suas atividades por meio de uma gestão de excelência.

Assessoria de Comunicação Social, com informações da UFMG

Assunto(s): UFMG , Ebserh
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