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Trilhas da Educação

Alunos do IFSC criam brinquedoteca com materiais reciclados em escola de Florianópolis

  • Sexta-feira, 24 de agosto de 2018, 09h53
  • Última atualização em Sexta-feira, 24 de agosto de 2018, 10h36


Foi depois de uma visita a um projeto na Lagoa do Peri, em Florianópolis, que alunos do curso técnico de saneamento do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) foram instigados a realizar uma ação de sustentabilidade voltada à comunidade. O que seria mais uma atividade curricular se tornou uma nova ação social e o grupo criou uma brinquedoteca com materiais reciclados e reaproveitados em uma escola municipal catarinense. Essa história você conhece na edição deste sexta-feira, 24, do
Trilhas da Educação, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC.

O reaproveitamento de matérias primas descartadas foi o ponto de partida para toda a ideia. Como seria não só falar sobre questões como recuperação e conservação de plantas, animais e microrganismos, mas motivar para ações conjuntas e que ainda tivessem um retorno para a comunidade local? Foi esse debate que acabou ganhando força entre os estudantes, com o acompanhamento do professor de ensino técnico do Campus Florianópolis do IFSC, Ricardo Clemente de Lima.

Clemente se surpreendeu com o envolvimento dos estudantes. “Me surpreendi bastante justamente por conta dessa iniciativa deles. Porque, como foi algo informal, eles não tinham obrigação nenhuma de fazer, foi só um compromisso que eles assumiram verbalmente. E alguns alunos são muito dedicados e tomaram a frente, mas a participação de todos foi bem intensa. Eles mesmos foram lá alguns dias por conta própria e isso foi o que mais me chamou a atenção, a vontade deles de fazer algo útil, de retribuir de certa forma o bem para os demais”, revelou.

Interessados em desbravar a região, os estudantes foram em busca de uma escola para colocar em prática as ações que valorizassem o ambiente natural e já bonito por natureza. Foi na praia da Armação, no sul da Ilha de Santa Catarina, que localizaram a Escola Municipal Dilma Lúcia dos Santos, como contou Mariana de Souza, uma das estudantes a frente do projeto.

“Como ficamos em dúvida em qual escola de Florianópolis trabalhar, entramos em contato com o Projeto Lontras e eles comentaram que tinha uma escola na Armação onde trabalham muito com reciclagem. Então, pensamos em unir isso, já que eles já têm esse contato. Aí eu fiz contato com o diretor e propus a ele modificar um ambiente de convívio das crianças. E ele falou que tinha uma sala que estava um pouco abandonada”, disse Mariana.

Depois, de acordo com a estudante, a equipe pensou em criar um ambiente de lazer, uma vez que a escola em que as crianças estudam tem a proposta de período integral. Mariana também esclareceu que elas não tinham um lugar com aquelas características para brincar, razão pela qual o grupo pensou em construir uma brinquedoteca cujo espaço seria dividido entre brinquedos e livros.

A iniciativa recebeu apoio de outros alunos, a exemplo do grupo que cursa a oitava fase do curso técnico de saneamento, no Instituto Federal catarinense, que se dedicou a explorar o espaço e a arrecadar material para a criação da brinquedoteca. “Conhecemos o espaço, os materiais que eles já tinham, como um sofá velho, aqueles de criança, já tinham mesas e alguns livros, uma estante também, mas todo esse material era do depósito. Então, era o que estava quebrado. Daí pensamos o que poderíamos construir com o que temos em casa, com o que produzimos de lixo, e juntar tudo isso”, declarou Mariana.

Resultado – Todo o movimento despertou a curiosidade das crianças da escola. Os pequenos acabaram botando a mão na massa, auxiliando na criação de cada novo item que ia surgindo a partir de garrafas pet, palitos de madeira e outros materiais recicláveis. Mariana lembrou que quando estavam criando os produtos as crianças quiseram participar porque sentiram que aquilo era para elas e queriam fazer parte daquela mudança.

“Daí elas viram que o pneu virou um pufe, que a gente fez brinquedo com garrafas pet, com caixas de sapato e foi bem legal. Teve até uma menina que falou ‘Ah, esse brinquedo aí é o que a menina do YouTube mostra de um personagem do filme que estava tendo’ e a gente fez ele todo em garrafa pet, em palito de churrasco, com tampinha. Então, pegar o que a gente tem em casa e transformar, para ela foi incrível poder vivenciar aquilo”, disse a estudante.

Hoje, o espaço é utilizado pelos alunos e professores do primeiro ao nono ano do curso regular e também pelo projeto de apoio pedagógico da escola, que ensina de forma lúdica crianças que têm dificuldades de aprendizagem. Para o professor Ricardo Clemente de Lima, que orientou os alunos durante todo o processo, o resultado foi excepcional. “Foi muito bacana, eles tiveram um dia lá com as crianças mesmo. E as crianças, claro, adoraram o espaço novo delas. E acho que a sensação, principalmente para eles, foi muito gratificante, eles verem o fruto do trabalho deles sendo reconhecido como algo útil para a sociedade o que eles estavam fazendo, para aquelas crianças e para aquela escola lá”, pontuou.

Assessoria de Comunicação Social

 

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