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Premiação

Estudantes brasileiros ganham oito prêmios na maior feira escolar de ciências do mundo

  • Terça-feira, 04 de junho de 2019, 17h08
  • Última atualização em Terça-feira, 04 de junho de 2019, 17h17

Luciano Marques, do Portal do MEC

O Brasil foi o destaque da América do Sul na Intel International Science and Engineering Fair (Intel ISEF), maior feira internacional de Ciências e Engenharia para quem ainda não chegou ao ensino superior. Na edição deste ano, realizada de 12 a 17 de maio, jovens estudantes brasileiros trouxeram oito prêmios para o Brasil, país mais premiado da América Latina e o décimo mais premiado do mundo.

Participaram da feira 1.800 estudantes de 81 países com projetos inovadores nas áreas das ciências, tecnologia, engenharia e matemática. As propostas sempre buscam soluções para melhorar a qualidade de vida em suas localidades e em todo o mundo.

Foi o que fez Juliana Davoglio Estradioto, 18 anos, estudante que desenvolveu seu projeto no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS). Juliana tirou o 1º lugar na categoria Materials Science (Ciência dos Materiais) com um projeto que prevê o aproveitamento de resíduos da noz de macadâmia para a biossíntese de celulose e confecção de embalagens.

Juliana é veterana da ISEF, que é realizada desde 1950, e conta com avaliadores cientistas Ph.D. e com prêmios Nobel. Em outra edição, a estudante de Osório (RS) ficou com o 4º lugar na categoria Environmental Engineering, com o projeto de transformação dos resíduos agroindustriais do maracujá em filmes plásticos biodegradáveis, o que lhe rendeu uma bolsa de estudos na Universidade do Arizona, nos Estados Unidos.

“Sempre foquei alternativas sustentáveis para o meio ambiente que utilizem resíduos e ajudem o mundo a ser um lugar melhor para todos”, conta Juliana, que além do prêmio de US$ 3 mil, terá a honra de batizar um asteroide com o seu sobrenome. “Espero ser professora para poder incentivar outros estudantes a fazerem ciência e descobrirem o incrível mundo da pesquisa, bem como vivenciar essas feiras de ciências. Elas mudaram minha vida e me transformaram em uma pessoa muito mais persistente, com olhos abertos e atenta aos problemas que podem ser resolvidos.

”A delegação brasileira contou com 29 estudantes, sendo 14 deles selecionados na 17ª Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace), realizada entre os dias 19 e 21 de março, na Cidade Universitária, em São Paulo. A feira, organizada pelo Escola Politécnica (Poli) da Universidade de São Paulo (USP), é a maior do tipo no país e abre espaço para que estudantes do ensino fundamental (8º e 9º anos), médio e técnico de escolas públicas e particulares apresentem projetos com fundamento científico nas diferentes áreas das ciências e da engenharia.

Os melhores projetos da Febrace, em diversas categorias, ganham troféus, medalhas, bolsas e estágios. Os finalistas também concorrem a vagas de projetos para representar o Brasil na Intel ISEF.

Assunto(s): Febrace
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