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Educação no campo

MST promove seminário sobre educação

  • Sexta-feira, 09 de setembro de 2005, 15h08

O ministro Fernando Haddad vai participar nesta segunda-feira, 12, às 9h, do Seminário Nacional de Educação Básica nas Áreas de Reforma Agrária, promovido pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).  O evento, que será realizado no Centro de Treinamento Educacional da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria (CNTI), em Luziânia (GO), começa com a palestra A Realidade Brasileira e a Construção de Alternativas, a ser proferida por João Pedro Stédile, um dos diretores nacionais do MST.

Cerca de 500 educadores do movimento de vários assentamentos e acampamentos também participarão do seminário. Haverá palestras e grupos de trabalho sobre educação infantil, educação fundamental, educação média e educação de jovens e adultos, tendo como foco o acesso, a permanência e a qualidade. Na segunda-feira, 12, às 14h, o professor Bernardo Mançano Fernandes, da Unesp, e Mônica Molina, do Pronera, apresentarão e analisarão os resultados da Pesquisa Nacional da Educação na Reforma Agrária (Pnera), realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep/MEC).

“Esta pesquisa trouxe dados gravíssimos, como altos índices de analfabetismo, escolas sem água, sem luz e sem biblioteca e inexistência de creches na área rural”, comenta Tiago Manggini, do setor de educação do MST. A seu ver, o seminário é um momento privilegiado para pensar a educação básica, a profissionalizante e a de jovens e adultos no campo. “Os 500 educadores e educadoras do movimento vão nos trazer a realidade de quem está lá nessas escolas.”

O objetivo do seminário é fazer um balanço da educação básica nas áreas de reforma agrária e definir políticas para a continuidade do trabalho do MST, realizado nas escolas de assentamentos e acampamentos. Será uma oportunidade para refletir sobre propostas específicas de trabalho e objetivos da escola em cada etapa e modalidade da educação básica.

Na avaliação do MST, a escola não pode ser pensada sem considerar a especificidade dos seus sujeitos: relações de trabalho em que se inserem; sua cultura, sua história, sua idade. Com o seminário, o movimento espera realizar ações para melhorar o acesso, a permanência e a qualidade da educação básica nas áreas de reforma agrária.

Com 21 anos de existência, o MST está presente em 23 estados da Federação. O movimento luta não só pela reforma agrária, mas pela construção de um projeto popular para o Brasil, baseado na justiça social e na dignidade humana. Atualmente, possui 1.800 escolas de ensino fundamental em acampamentos e assentamentos, onde estão matriculadas 160 mil crianças e adolescentes e trabalham 3.900 educadores. Mas ainda é grande o número de crianças e adolescentes fora da escola.

Um total de 250 educadores trabalha nas Cirandas Infantis, na educação de crianças até seis anos. Outros três mil professores alfabetizam 30 mil jovens e adultos. Alguns fazem trabalhos voluntários, outros são mobilizados pelos projetos em parcerias.

O MST já ganhou vários prêmios na área de educação, como o Prêmio Educação e Participação do Itaú&Unicef – Por uma Escola de Qualidade no Meio Rural –, em dezembro 1995, concedido pelo Unicef; Prêmio Alceu Amoroso Lima de Direitos Humanos, em agosto de 1999, concedido pela Fundação Alceu Amoroso Lima; Prêmio Pena Libertária pela Escola Itinerante, em outubro de 1999, concedido pelo Sinpro (RS); Prêmio Itaú&Unicef – Por uma Educação Básica do Campo –, em novembro 1999, concedido pelo Unicef; Prêmio Pena Libertária – Educação no RS 2000 –, em outubro de 2000, concedido para a Escola Josué de Castro, do Instituto Técnico de Capacitação e Pesquisa da Reforma Agrária (Iterra).

Mais informações pelos telefones (61) 3322-5035 e 9272-8038 ou na página eletrônica do MST.

Repórter: Susan Faria

Veja a programação completa do seminário

 

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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