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Educação especial

Congresso na Bahia discute educação de surdos

  • Quarta-feira, 01 de novembro de 2006, 11h52

Foto: Wanderley PessoaEm oito anos, o número de alunos surdos matriculados nas escolas de ensino básico cresceu 61%. O índice representa 27 mil estudantes surdos a mais, em 2006, em relação a 1998. Há no ensino básico, tanto público quanto privado, cerca de 69 mil alunos com deficiência auditiva matriculados. Já nas instituições de ensino superior, são apenas 974. Para discutir a educação de alunos com deficiência auditiva, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) promove em Salvador, a partir desta quinta-feira, dia 2, até sábado, 4, o Congresso Nacional de Educação dos Surdos.

Este salto no número de surdos matriculados no ensino básico a partir de 2000 é atribuído por Marlene Gotti, da Secretaria de Educação Especial (Seesp/MEC), à edição de uma legislação que trata da acessibilidade de pessoas com deficiência. “A partir de 2004, entraram quatro mil alunos a mais nas escolas a cada ano”, exemplificou. “Isso mostra que as escolas estão se adaptando às necessidades de todos os alunos.”

Segundo Marlene, para que as universidades também recebam mais alunos com surdez, é necessário atender as condições de acessibilidade previstas na legislação. No caso de alunos surdos, as instituições de ensino superior precisam oferecer tradutor e intérprete da língua brasileira de sinais (libras). Além disso, devem ampliar o acesso dos surdos já no vestibular, com provas adaptadas. O aluno com deficiência auditiva deve ser avaliado como aprendiz de uma segunda língua, não como falante nativo.

Dificuldades — O pedagogo Carlos Carvalho, surdo, revela que teve problemas para aprender a ler e a escrever em português. Auxiliado pela intérprete Aline Mendes, explicou que, no ensino fundamental, seus professores não sabiam a libras e não havia tradutores. No ensino médio, contou com intérpretes, mas eles não eram qualificados o suficiente para explicar em detalhes o que o professor ensinava nas aulas.

O congresso destacará a educação de surdos de acordo com o panorama de quem ouve, de quem não ouve e sob o ponto de vista do intérprete e tradutor. Organizado pela UFBA, o encontro tem o apoio do Ministério da Educação.

A partir dos debates do encontro, serão elaboradas propostas pedagógicas para a qualificação de professores formados nas instituições de ensino superior que atuarão na educação básica.

Mais informações na página eletrônica da UFBA.

Maria Clara Machado

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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