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Educação profissional e tecnológica

Cursos a distância abrem novos horizontes a jovens gaúchos

  • Sexta-feira, 03 de abril de 2009, 14h36

Melhorar a remuneração, trabalhar com carteira assinada, ficar no município ou na microrregião onde residem. Essas perspectivas foram registradas por jovens e adultos do curso de automação industrial do Colégio Técnico Industrial da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no primeiro mês de formação, que começou em março.


De acordo com o coordenador do curso, Paulo Roberto Colusso, a média de idade dos alunos é de 27 anos, muitos deles no mercado de trabalho há cinco, seis anos, mas sem profissão definida. O curso abre a esses jovens horizontes inimagináveis antes da criação da E-Tec Brasil, diz o coordenador.


A Escola Técnica Aberta do Brasil (E-Tec Brasil) é uma iniciativa do Ministério da Educação desenvolvida em parceria com universidades, institutos federais de educação, ciência e tecnologia, colégios técnicos e prefeituras de todo o país.


O Colégio Técnico Industrial de Santa Maria, com sede em Santa Maria (RS), abriu um curso de automação industrial para 300 alunos em cinco polos em municípios do Rio Grande do Sul – Bagé, Canguçu, Alegrete, São Borja e Santa Maria. A formação, que será ministrada em dois anos, capacita profissionais com ensino médio para atuar em atividades econômicas da região. No caso desses cinco municípios, a formação serve para trabalhar em engenhos de beneficiamento de arroz, manejo e irrigação de lavouras, além de madeireiras.


Paulo Colusso dá um exemplo: profissionais que trabalham na Usina de Carvão Presidente Médici, em Bagé, como operadores de máquinas e manutenção no turno da noite, estão no curso. “Eles já têm a prática e agora recebem a formação teórica”.


A experiência com educação profissional a distância, segundo Colusso, é boa para o colégio, para os alunos e para a economia dos municípios. Para a escola, porque rompe barreiras e experimenta novas formas de ensinar; para os jovens, porque a formação profissional chega ao local onde vivem e pode para modificar o futuro, e para os municípios, porque vai melhorar os indicadores e fortalecer a economia sem importar mão de obra.


A baixíssima evasão registrada – em média um aluno por polo –, explica o coordenador, mostra que o curso chegou na hora certa. Da parte dos prefeitos, eles solicitaram ao Colégio Técnico Industrial mais cursos, entre eles, de informática e segurança do trabalho e a abertura de novos polos.


Abrangência – A Escola Técnica Aberta do Brasil é um programa desenvolvido pelas secretarias de Educação a Distância (Seed) e de Educação Profissional e Tecnológica (Setec). A E-Tec Brasil selecionou no primeiro edital, em 2008, 193 polos, autorizados a promover vestibulares em 2008 e 2009.


Os polos selecionados estão em sete municípios do Acre; 13 do Amazonas; 23 da Bahia; nove do Ceará; um do Espírito Santo; 16 de Goiás; oito do Maranhão; nove de Minas Gerais; 17 de Mato Grosso do Sul; cinco do Pará; 16 de Pernambuco; quatro do Piauí; 34 do Paraná; cinco do Rio de Janeiro; quatro do Rio Grande do Norte; sete do Rio Grande do Sul; dois de Santa Catarina; cinco de São Paulo; cinco de Tocantins, além de três cidades do Distrito Federal.


Diversas instituições de ensino já fizeram vestibulares e estão começando os cursos de educação profissional a distância. Entre elas, estão o Colégio Técnico da Universidade Federal de Juiz de Fora, em Minas Gerais, que abriu três cursos e 900 vagas, e o Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Pará, que oferece seis cursos e mil vagas.

Ionice Lorenzoni

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