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Relatório da OCDE

Brasil está entre países com maior investimento em educação

  • Terça-feira, 24 de novembro de 2015, 17h59

Luiz Cláudio Costa e Chico Soares apresentam o estudo da instituição, que que revela a evolução dos investimentos brasileiros em educação (Foto: Isabelle Araújo/MEC)O documento Education at a Glance 2015, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), teve lançamento nesta terça-feira, 24, em Brasília, destacando o Brasil entre os países que mais fizeram investimentos públicos em educação nos últimos anos. O evento foi realizado pelo Ministério da Educação e pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). “O Brasil tem muito que se orgulhar do que fez, mas tem muito para fazer ainda”, disse o secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa.

A publicação compara dados de 38 países. Em 2012, 17,2% do investimento público total brasileiro foi destinado à educação. Em 2005, esse percentual foi de 13,3%. Apenas México e Nova Zelândia tiveram maior proporção do que o Brasil.

Da educação básica à superior, o Brasil investia 2,4% do produto interno bruto (PIB) em 2000, passando para 4,7% em 2012. Enquanto a média de investimentos dos outros países é de 3,7%. E a previsão para o Brasil é de chegar a 10% do PIB a partir da implementação do Plano Nacional da Educação (PNE) na próxima década.

A qualidade dos recursos educacionais brasileiros também recebeu destaque. O índice que mede esses recursos mostra que os investimentos nesse campo são quase o dobro da média da OCDE. O crescimento no período analisado, de 2003 a 2012, foi de 0,63 pontos no Brasil, contra uma média de 0,35 pontos dos demais países.

“Recebemos o retorno dos diretores, que estão percebendo que as escolas têm mais recursos”, disse o presidente do Inep, Francisco Soares. É a primeira vez que um país do hemisfério sul participa do relatório, que apresenta dados sobre a estrutura, o financiamento e o desempenho de sistemas educacionais de 46 países: 34 países-membros da OCDE, alguns países parceiros e do Grupo dos 20 (G20).

Para o presidente do Inep, é importante estar pela primeira vez numa comparação internacional, ainda que alguns dados já tenham sido divulgados. “É importante saber como estamos relação a outras realidades”, reforçou Francisco Soares. O Brasil, em gasto com educação, é o terceiro entre os países comparados. “Ainda temos uma grande dívida com a educação, mas ela está sendo paga”, afirmou.

Para o secretário-executivo do MEC, Luiz Cláudio Costa, a análise dos dados da educação e sua comparação com outros países não devem ser entendidas como uma competição. Mesmo com os avanços vividos pelo país desde os anos 1990, Luiz Cláudio Costa reforçou a importância dos últimos vinte anos. Para ele, avançar em educação nas próximas décadas será o grande desafio da sociedade brasileira. “Educação não é corrida de cem metros, educação é maratona. Você não vai fazer uma ação agora e ter o resultado daqui a duas semanas”, concluiu.

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Assessoria de Comunicação Social

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