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Educação profissional

Ex-ajudante de mecânico dobra renda após curso de eletricista

  • Domingo, 25 de outubro de 2015, 18h52

O ajudante de mecânico Gilberto Fiúza Mendes, 42 anos, ficou empolgado quando um colega entrou na oficina de automóveis em que trabalhava e anunciou que o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) abrira um curso de eletricista instalador predial de baixa tensão. “Desde garoto, tenho duas paixões: uma são os carros; a outra, eletricidade”, diz Mendes.

Ao saber que o curso era oferecido pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), e totalmente de graça, Mendes não teve mais dúvidas. “Fui até lá, preenchi a inscrição e avisei ao dono da oficina que iria fazer o curso”, afirma. Como não tinha carteira assinada e ganhava de acordo com os consertos que fazia na pequena oficina de bairro em Jardim Iva, na zona leste de São Paulo, não foi difícil o acerto.

A partir de maio de 2014, e pelos dois meses seguintes, Mendes passou todas as tardes na Escola Humberto Reis Costa, do Senai, no bairro de Vila Alpina, também na zona leste paulistana, aprendendo o novo ofício. Apesar de ter deixado a escola havia muitos anos, ele gostou de voltar a estudar. “O curso era muito bom e não muito difícil”, diz.

Aluno aplicado, sempre querendo saber mais, Mendes caiu nas graças dos professores, que começaram a repassar clientes. Aos poucos, foi entrando no mercado de trabalho. Os clientes que gostavam do seu trabalho o indicavam a conhecidos, e sua rede de contatos foi aumentando.

“Saí da oficina, onde ganhava R$ 1,1 mil, R$ 1,2 mil por mês, e passei a atuar só na área elétrica, onde tenho diploma, o que tem bastante importância quando vou tratar algum trabalho”, diz. Agora, Mendes trabalha como autônomo, diz que a vida melhorou, que trabalha mais tranquilo e que chega a faturar R$ 3 mil mensalmente.

Com o curso do Pronatec, Mendes retomou o gosto pelos estudos e pretende fazer o curso técnico de eletrotécnico do Senai, que dura 18 meses. “Estou só esperando o Pronatec abrir vagas para poder prosseguir os estudos”, garante.

Programa — O Pronatec foi criado pelo governo federal em 2011 para expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos de educação profissional e tecnológica no país. O programa busca ampliar as oportunidades educacionais e de formação profissional qualificada a jovens, trabalhadores e beneficiários de programas de transferência de renda. De 2011 a 2014, foram registrados mais de oito milhões de matrículas, entre cursos técnicos e de formação inicial e continuada.

Financiados pelo governo federal, os cursos são ofertados de forma gratuita por instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica e das redes estaduais, distrital e municipais de educação profissional e tecnológica. Também são ofertantes as instituições do Sistema S, como o Senai, Senat, Senac e Senar. A partir de 2013, instituições particulares habilitadas pelo MEC também passaram a ofertar cursos do Pronatec, apresentados em duas modalidades: técnico, para quem concluiu ou está seguindo o ensino médio, com duração mínima de um ano, e de formação inicial e continuada ou qualificação profissional, para trabalhadores, estudantes de ensino médio e beneficiários de programas federais de transferência de renda, com duração mínima de dois meses.

Assessoria de Comunicação Social

 

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