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  • Feira de Matemática no Acre reúne estudantes e pesquisadores

    Estudantes e pesquisadores de mais de dez estados brasileiros participam, em Rio Branco (AC), da VI Feira Nacional de Matemática, que começa nesta quarta, 23, e segue até sexta-feira, 25. Organizado pelos institutos federais do Acre (Ifac) e Catarinense (IFC) e pelas Universidades Federal do Acre (Ufac) e Regional de Blumenau (Furb), o evento, pela primeira vez, se realiza na região Norte.

    Durante os três dias de programação, serão apresentadas cerca de 100 pesquisas, experiências e atividades matemáticas. Os trabalhos vão abordar temáticas envolvendo a matemática aplicada e/ou inter-relacionada a outras disciplinas, além de tratar sobre materiais e/ou jogos didáticos e discutir assuntos relacionados à matemática pura.

    Os estados brasileiros que mais somam trabalhos inscritos na VI Feira Nacional de Matemática são Santa Catarina, com 36, e Acre com 24. Seguem-se Rio Grande do Sul (oito), Bahia (oito), Amapá (sete), Pará (quatro), Tocantins (quatro), Minas Gerais (dois), Pernambuco (dois), Ceará (um) e Espírito Santo (um).

    O evento é gratuito e aberto a toda a comunidade.

    Clique aqui para mais informações.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Medalhas dos vencedores serão entregues por Dilma e Haddad

    A presidenta da República, Dilma Rousseff, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, entregam nesta terça-feira, 21, no Rio de Janeiro, as medalhas de ouro da 6ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A solenidade tem início às 14h30, no Teatro Municipal. Serão contemplados 504 estudantes de todo o país.

    A Obmep surgiu para estimular o estudo da matemática, revelar talentos e criar um ambiente diferente e motivador na escola. Os estudantes mantêm contato com questões interessantes e desafiadoras e são estimulados a trabalhar em grupo. As provas são dirigidas a alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio das redes municipal e estadual.

    A primeira olimpíada de matemática foi realizada em 2005, com a participação de 10,5 milhões de alunos, de 31 mil escolas. Na edição de 2010, foram reunidos 19,6 milhões de estudantes de 44,7 mil escolas públicas em 99,16% dos municípios brasileiros. Os sucessivos recordes de participação fazem da Obmep a maior competição de matemática do mundo.

    A olimpíada é realizada pelos ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia e pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa). Conta ainda com o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A cerimônia terá transmissão ao vivo pelo portal do Ministério da Educação


    Diego Costa


    Confira os ganhadores das medalhas de ouro da Obmep

    Confira os demais premiados na Obmep
  • Professor ganha motivação com conquista de escola do Acre

    Escola do Acre conquistou, no ano passado, a primeira medalha do estado na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (foto: santarosadopurus.aleac.bulbo.com.br)A conquista de medalha de ouro na sétima edição da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) pela estudante Bruna Larissa Carvalho de Sousa deixou orgulhosa toda a comunidade da Escola Municipal Antonia Fernandes de Moura, no município de Santa Rosa do Purus, no Acre. Foi a primeira medalha de ouro conquistada pelo estado na competição, que se realiza desde 2005.

    Segundo Antônio Carlos Osório do Nascimento, professor de Bruna, a conquista o estimulou a buscar novos caminhos, capazes de tornar os alunos aptos a participar de eventos semelhantes. Depois da medalha, o professor tem incentivado os estudantes não só a aprender matemática, mas a participar da competição. Ele constata que os alunos estão mais motivados e entendem ter condições de ganhar medalhas. “Acreditamos que muitos outros alunos vão se esforçar para chegar aos objetivos”, avalia.

    O professor explica que a escola não realizou um trabalho voltado especificamente para a olimpíada. “O que fizemos foi trabalhar algumas questões que exigiam raciocínio lógico dos alunos e os incentivamos a formar grupos de estudos para aperfeiçoamento”, afirma.

    De acordo com Nascimento, o conteúdo da olimpíada foi apresentado aos alunos de maneira clara e objetiva para resultar em melhor aprendizado. Também foram passados exercícios para resolução em casa. Outra iniciativa do professor foi a de estimular o debate entre os estudantes sobre as diferentes maneiras de resolver cada questão. Nascimento é licenciado em matemática e tem três anos de magistério.

    O diretor da escola, Christian Padilha, também graduado em matemática, destaca que tem procurado incentivar o aprendizado da disciplina na instituição. Para motivar os estudantes, ele aplica dinâmicas variadas e promove gincanas e debates.

    Fátima Schenini

    Confira a página da Obmep na internet

    Saiba mais no Jornal do Professor

  • Segunda fase da olimpíada de matemática terá 954 mil alunos

    Estudantes do ensino fundamental farão provas discursivas na segunda fase da Obmep (Foto: Wanderley Pessoa/Arquivo MEC) A segunda fase da 9ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) terá a participação de 954.863 estudantes do sexto ao nono anos do ensino fundamental e das três séries do ensino médio. As provas serão realizadas em 14de setembro, um sábado, às 14h30, horário de Brasília.

    Ao divulgar a relação dos concorrentes nesta quarta-feira, 14, a coordenação da olimpíada abriu um campo para consulta por estado, município, escola e o número de estudantes em cada unidade escolar. Alunos, professores, diretores, pais podem pesquisar os dados.

    Conforme o regulamento, as provas da segunda fase serão discursivas e os estudantes terão três horas para resolver os problemas. Fiscais selecionados pela coordenação da olimpíada aplicarão os testes em centros escolares a serem definidos e informados na página da Obmep.

    Os estudantes que chegaram à segunda etapa concorrem a 500 medalhas de ouro, 900 de prata, 4,6 mil de bronze e até 46,2 mil certificados de menção honrosa, além de bolsas de estudos em Programa de Iniciação Científica Jr (PIC).  Professores, escolas e secretarias de educação também recebem prêmios.

    Dados da coordenação da Obmep mostram que a primeira fase da Olimpíada de Matemática das Escolas Públicas recebeu inscrição de 47.144 escolas, 18,7 milhões de estudantes de 99,35% dos municípios. O país tem hoje 5.564 municípios.

    Ionice Lorenzoni

    Para conhecer as escolas e alunos selecionados, o calendário, a premiação consultar a página eletrônica da Obmep
  • Abertas 1,5 mil vagas gratuitas de mestrado para professor de matemática

    Estão abertas até o dia 26 próximo as inscrições para curso de mestrado profissional, gratuito, destinado à qualificação de professores de matemática. São oferecidas 1.525 vagas, em todo país, em 65 polos da Universidade Aberta do Brasil (UAB).

    Financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) do Ministério da Educação, o curso de pós-graduação destina-se a professores de matemática da educação básica, especialmente de escolas públicas. Ele será ministrado na modalidade semipresencial por uma rede de instituições de educação superior ligadas à UAB, sob a coordenação da Sociedade Brasileira de Matemática.

    Para concorrer às vagas, os candidatos terão de passar pelo Exame Nacional de Acesso, que consiste em prova única, em 26 de novembro, com questões objetivas e discursivas e duração máxima de quatro horas. Cada polo do programa destinará 80% das vagas a professores da rede pública de educação básica.

    Matrícula — Ao fazer a matrícula, como determina o edital do Exame Nacional de Acesso, os candidatos aprovados devem apresentar contracheque ou declaração da Secretaria de Educação, estadual ou municipal, ou ato de nomeação publicado no Diário Oficial do estado ou município. Além disso, devem apresentar declaração do diretor da escola, com firma reconhecida, de que estão no exercício da docência de matemática no ensino básico.

    Mais informações e inscrições na página eletrônica do curso.

    Diego Rocha


    Confira os polos que oferecem o curso
  • Aberto prazo de inscrição de estudantes para a competição deste ano

    Estão abertas, até 30 de março, as inscrições para a 8ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). A inscrição dos estudantes deve ser feita pelas escolas. Podem participar alunos do sexto ao nono ano do ensino fundamental e das três séries do ensino médio.

    Na edição deste ano serão premiados 500 estudantes com medalhas de ouro, 900 de prata, 3,1 mil de bronze, além de certificados de menção honrosa. Projeto de estímulo ao estudo da matemática, a olimpíada é voltada para as escolas públicas, estudantes e professores de todo o país.

    Para incentivar a participação, a Obmep produz e distribui materiais didáticos, oferece estágio aos professores premiados e a participação de alunos no Programa de Iniciação Científica Júnior (PIC). No PIC, medalhistas estudam matemática por um ano com bolsa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A Obmep também prepara, a cada ano, cerca de 30 medalhistas de ouro para competições internacionais.

    Calendário– O regulamento da 8ª edição da olimpíada define as datas de todas as etapas do evento: 30 de marçoencerramento das inscrições; 5 de junho, aplicação das provas da primeira fase nas escolas; 26 de junho, último prazo para as escolas enviarem os cartões-resposta dos classificados para a segunda fase; 15 de agosto, divulgação dos classificados para a segunda fase e do local de realização das provas; 15 de agosto a 14 de setembro, período para as escolas indicarem, na página eletrônica da Obmep, os professores dos alunos classificados para a segunda fase; 15 de setembro, às 14h30 (horário de Brasília), provas da segunda fase; 30 de novembro, divulgação dos premiados na página eletrônica da olimpíada.

    Promovida pelos ministérios de Ciência, Tecnologia e Inovação; e da Educação, a Obmep é realizada pelo Instituto Nacional de Matemática Pura Aplicada (Impa) com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática. Na 7ª edição, em 2011, a Obmep recebeu 18,7 milhões de inscrições de alunos de 44,6 mil escolas dos 26 estados e do Distrito Federal.

    Ionice Lorenzoni

    Confira o regulamento da 8ª edição na página eletrônica da Obmep.

    Confira a relação dos estudantes, professores, escolas e secretarias de educação premiados em 2011.
  • Alunas vão representar o Brasil pela primeira vez em olímpiada europeia de matemática

    Quatro estudantes brasileiras vão representar o país na Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas (EGMO), prevista para ocorrer em abril na cidade de Zurique, na Suíça (arte: ACS/MEC)Mulheres cada vez mais novas têm conseguido romper as barreiras de gênero e conquistam espaço em todas as áreas. É o caso das estudantes Juliana de Souza, Jamile Rebouças, Mariana Groff e Júlia Saltiel, campeãs em importantes competições nacionais, como as olimpíadas Brasileira de Matemática (OBM) e Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep). As garotas têm entre 14 e 16 anos e se preparam para representar o país na Olimpíada Europeia de Matemática para Meninas (EGMO, na sigla em inglês), que vai ocorrer em Zurique, na Suíça, no mês de abril, e terá participantes do Brasil pela primeira vez.

    Com apenas 16 anos, Juliana está no segundo ano do curso técnico em informática no Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais (Cefet-MG), em Belo Horizonte, distante 38 quilômetros de sua terra natal, Igarapé (MG). A estudante já participou das principais competições brasileiras de conhecimento e acumula medalhas desde o sexto ano do ensino fundamental.

    Apesar de reconhecer que a maior parte dos competidores são homens, Juliana nunca se deixou intimidar. “As meninas têm capacidade de ganhar os mesmos prêmios que os meninos. Têm a mesma capacidade intelectual”, ressalta. “Mas, mesmo assim, acho que é bem desestimulada a participação das meninas nessas coisas de exatas desde criança. A menina, geralmente, fica brincando de casinha e os meninos já são mais estimulados a brincar com coisas que exigem mais lógica”, reitera. A jovem conta que prefere encarar esse fato como um desafio e resolver mais este “problema”.

    A mais nova integrante do grupo que irá representar o Brasil na Suíça é Jamile Rebouças. A estudante tem 14 anos e cursa o nono ano do ensino fundamental no Colégio Farias Brito, em Fortaleza. Filha de professora de matemática, Jamile conta que o interesse pela disciplina foi despertado naturalmente em casa.

    A jovem acredita que uma competição voltada apenas para mulheres pode atrair outras estudantes. “Eu acho fantástico existir uma olimpíada só para meninas porque é como se fosse um convite claro, direto, assim: ‘garotas venham para a matemática. Aqui é o seu lugar também’”, aponta. Jamile diz que, embora nunca tenha sofrido preconceito, principalmente, por sua família não cultivar as diferenças de gênero, ela vê o que muitas garotas passam. “Então, com a EGMO vai ficar mais claro que a matemática é algo tanto para meninas quanto para meninos”.

    Mariana Groff mora em São Paulo e também vai representar o Brasil na Suíça. A gaúcha de 15 anos estudou em escola pública até o ano passado. Agora, está no segundo ano do ensino médio de uma escola particular. A adolescente, veterana em competições de matemática, contou que já foi a única representante feminina em algumas disputas. Mas entende que as vitórias têm estimulado cada vez mais outras estudantes. “Elas se uniram mais, começaram a criar um grupo para chamar mais meninas para competir. Há um movimento para que esse número aumente”, destaca.  

    Assessoria de Comunicação Social

  • Anunciada equipe brasileira da Olimpíada Mundial de Matemática

    Com idades entre 16 e 19 anos e oriundos de quatro estados – São Paulo, Ceará, Minas Gerais e Pernambuco – os estudantes que compõem a equipe brasileira na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, em inglês) foram apresentados na segunda-feira, 13, durante o anúncio oficial do Biênio da Matemática Brasil 2017-2018, no Rio de Janeiro. São eles: João César Campos Vargas (MG), Pedro Henrique Sacramento de Oliveira (SP), George Lucas Diniz Alencar (CE), André Yuji Hisatsuga (SP), Bruno Brasil Meinhart (CE) e Davi Cavalcanti Sena (PE), todos medalhistas em competições nacionais e internacionais da área.

                            Seis estudantes vão representar o Brasil na Olimpíada Internacional de Matemática, que será realizada entre 17 e 23 de julho, no Rio de Janeiro (Foto: Impa)

    Pela terceira vez em uma Olimpíada Internacional de Matemática, o paulista Pedro Henrique, 17 anos, disse que já esperava integrar a equipe e a meta para este ano é conquistar o ouro. Nas outras edições das quais participou, recebeu medalha de prata. “Venho me preparando bastante”, disse. O estudante foi selecionado para uma bolsa de graduação na Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, para onde embarca no segundo semestre de 2018.

    Pedro Henrique afirma que as participações anteriores na IMO foram essenciais para garantir o ingresso na instituição norte-americana. “As olimpíadas foram importantes porque abriram muitas portas em muitos sentidos. Além de eu ter conhecido muitas pessoas que tinham o mesmo gosto que eu por matemática, me permitiu ver que tinha algo além do que eu estudava na escola”, ressaltou.

    Também na expectativa do ouro, o pernambucano Davi Cavalcanti, 16 anos, chegou a mudar de estado para poder se preparar para a competição. Trocou Recife por Fortaleza, onde recebeu uma bolsa de estudos no terceiro ano do ensino médio, com foco nas medalhas em olimpíadas do conhecimento. Apaixonado por matemática, Davi passa grande parte do dia resolvendo questões. “A minha preparação se concentra basicamente na resolução de problemas. A olimpíada não é algo muito técnico; é mais uma esperteza de raciocínio que, se você tem, consegue resolver os problemas. Então, treinar bastante acaba sendo essencial para obter um bom resultado”, destacou.

    Internacional – É a primeira vez que o Brasil sedia uma Olimpíada Internacional de Matemática. Os estudantes da equipe brasileira foram escolhidos pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A seleção ocorreu dentro de um grupo de 30 alunos do ensino médio que vinham recebendo treinamento intensivo para a prova desde o ano passado.

    Desde 1979, quando iniciou a participação na IMO, o Brasil conquistou 122 medalhas e 29 menções honrosas, sendo a melhor colocação obtida em 2016, quando os brasileiros trouxeram cinco medalhas de prata e uma de bronze, resultando na 15ª colocação mundial. A IMO 2017, que reúne mais de 100 países, ocorrerá de 17 a 23 de julho, no Rio de Janeiro, sob a organização do Impa e da SBM.

    Biênio – Instituído por lei e com o apoio dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), o Biênio da Matemática Brasil 2017-2018 tem como meta mostrar a importância da matemática na vida de todos, a partir de uma série de atividades realizadas no país ao longo dos próximos dois anos. Como novidade, traz o lançamento do Troféu Impa Meninas Olímpicas, iniciativa inédita no Brasil para reduzir barreiras ao acesso à disciplina. “O Troféu Impa Meninas Olímpicas será atribuído em função da contribuição que as alunas deem para a pontuação das respectivas equipes”, explicou diretor-geral do instituto, Marcelo Viana.

    O secretário de Educação Superior substituto do Ministério da Educação, Mauro Luiz Rabello, ressaltou a importância do Biênio. “Serão dois anos ‘respirando’ matemática, e há duas coisas que só andam juntas: aprendizagem e motivação”, disse. O diretor de Desenvolvimento Científico e Tecnológica da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Wanderley de Souza, complementou que os eventos do Biênio são importantes “para mostrar à sociedade e às autoridades a importância da ciência para o desenvolvimento nacional”.

    A matemática será tema de eventos como a Semana Nacional da Ciência e Tecnologia, em outubro, e o 3º Simpósio Nacional da Formação do Professor de Matemática. Para o ano de 2018, são aguardados o Congresso Internacional de Matemáticos (ICM, em inglês), o Encontro Mundial de Mulheres Matemáticas e mais uma edição do Festival da Matemática, entre outros destaques.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Apoio de ex-alunos contribui para escola obter resultados

    A resolução de problemas não apena envolve estudantes mais talentosos ou apreciadores de matemática; ajuda também a estimular e a embasar aqueles que apresentam baixo rendimento (foto: cidaderiodejaneiro.olx.com.br)Professora da rede estadual de Minas Gerais há 31 anos, Maria Botelho Alves Pena é responsável pela organização da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) na Escola Estadual Messias Pedreiro, em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, desde que a competição foi criada, em 2005. Premiada em todas as fases da sétima olimpíada, realizada em 2011, em função dos resultados obtidos por seus alunos, ela leciona matemática a turmas do segundo e do terceiro anos do ensino médio.

    “Tem sido gratificante perceber que os alunos que se envolveram com a resolução de problemas e com a olimpíada não se limitaram a realizar apenas as atividades propostas em sala de aula”, salienta Maria. Os estudantes formaram grupos de estudos, buscaram conhecimento em diferentes sites na internet e inseriram os problemas em conversas nas redes sociais. Também influenciaram irmãos, colegas e até outros jovens do município. “Era e é comum ver estudantes resolvendo problemas e jogando xadrez, mas também praticando esportes e se divertindo”, destaca.

    Maria explica que a olimpíada e a resolução de problemas não apenas envolvem alunos mais talentosos ou apreciadores de matemática. Ajudam também a estimular e a embasar aqueles que apresentam baixo rendimento. Segundo a professora, até estudantes com histórico de reprovação acabaram premiados na Obmep, com medalhas ou menção honrosa.

    Até agora, alunos da Escola Messias Pedreiro conquistaram duas medalhas de ouro, seis de prata, 27 de bronze e 227 menções honrosas.

    A professora salienta que as atividades têm contribuído para promover a autoconfiança e a autoestima e democratizar o conhecimento. Além disso, proporcionam melhoria no relacionamento e maior interação entre os alunos e entre eles e os professores. “A Obmep deixou de ter forte espírito de competição e tem contribuído para a socialização dos alunos e do conhecimento”, avalia. “Estudantes tímidos, ansiosos, que não sabiam lidar com o fracasso, têm desenvolvido atitude positiva para enfrentar problemas e situações novas com mais tranquilidade e perseverança.”

    De acordo com a professora, é comum encontrar alunos que passaram a pensar de forma diferente. “Eles agora não só se surpreendem, como surpreendem os professores com soluções inéditas para os problemas propostos ou pesquisados.”

    Opções — Apesar de a maioria dos estudantes admitir que não gosta ou tem muita dificuldade em matemática, é grande a quantidade dos que acabam ingressando em cursos das diversas áreas da engenharia, de ciência da computação e até de matemática. “Temos ex-alunos que pretendiam optar por direito, medicina e publicidade, mas decidiram, após ganhar medalha na Obmep, pela engenharia civil e elétrica”, ressalta.

    A maior parte dos ex-alunos premiados costuma compartilhar experiências e conhecimentos. Assim, em 2011, foi realizado um “arrastão”, destinado a preparar os atuais estudantes para a segunda fase da olimpíada. Eles tiveram o apoio de três medalhistas das edições de 2009 e 2010 e de um premiado com menção honrosa em 2009. Esses ex-alunos, que cursam engenharia mecânica na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ministraram palestras, minicursos e aulas para resolução de problemas.

    Os alunos atuais são incentivados a navegar na internet para resolver problemas do banco de questões e das provas anteriores da Obmep, de vestibulares e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), entre outras opções. Eles participam de trabalhos individuais e em grupo para a resolução de problemas. “Novas tecnologias e metodologias, uso de internet e redes sociais são aliados nessa difícil missão de educar, mas nada substitui a interação entre os alunos e entre alunos e professores”, ressalta Maria.

    Fátima Schenini


    Confira a página da EE Messias Pedreiro na internet

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  • Aprendizado ganha interesse com versos e paródias musicais

    Ao observar alunos que cantarolavam durante as aulas, a professora de matemática Maria Lúcia Faria Barbosa teve a ideia de convencê-los a cantar temas referentes à disciplina. Como tem facilidade para fazer versos, resolveu, em 2010, inserir temas matemáticos em paródias musicais e obteve boa receptividade entre os estudantes.

     

    Com licenciatura plena em matemática e oito anos de magistério, Maria Lúcia leciona na Escola Estadual Prefeito José Maria Pereira, no município de Buritizeiro, no norte de Minas Gerais. Ela atende turmas do sexto ao nono ano do ensino fundamental e presta apoio ao ensino médio. Na época em que passou a adotar paródias musicais, trabalhava também na Escola Estadual do Bairro Cidade Jardim, no vizinho município de Pirapora.

     

    Na primeira paródia, ela adaptou Asa Branca, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, ao conteúdo da regra dos sinais. “Os alunos viviam cantando pelo pátio da escola e até em aulas de outros professores”, afirma. A professora também compôs uma música, Equação, que obteve sucesso ainda maior entre os estudantes. “Eles saiam cantando pelas ruas e em casa. Até os irmãos menores aprenderam a cantar”, revela.

     

    Maria Lúcia criou ainda canções sobre temas como tabuada, porcentagem, raiz quadrada e geometria. Ela usa temas musicais também para descontrair os alunos quando as aulas se tornam cansativas. “A música é como uma injeção de ânimo, composta de alegria e prazer, que abre horizontes e desperta, levando o aluno a fazer as atividades com vontade”, avalia. Com melodias, ela aproveita para ensinar conteúdos mais complexos e de importância no dia a dia. “Eles aprenderam a gostar de matemática. E quando gostam de um conteúdo, se esforçam para aprender”, destaca.

     

    De acordo com a professora, os estudantes ficaram mais prestativos e entusiasmados e fazem as atividades sem precisar de cobranças. “Descobriram a arte de aprender matemática com alegria e prazer. Assim, ficam felizes, e eu, mais ainda”, salienta.

     

    Os alunos que mais davam trabalho foram os primeiros a decorar as músicas e até a inventar passos de dança para acompanhar as melodias. “Com isso, têm passado de piores para os melhores no aprendizado”, acrescenta Maria Lúcia. Alguns até inventam as próprias músicas e paródias. A professora já lançou dois livros de poesias, o que tem servido de motivação para os estudantes também criarem seus versos.


    Entusiasmo — Para a diretora da escola, Sônia Queiroz Marques, a iniciativa de Maria Lúcia resultou em aumento no percentual de alunos que gostam de matemática e na melhora nas notas. “A aula da professora é prazerosa e envolvente”, destaca. “Por meio da música, ela tem entusiasmado os alunos, levando-os ao enriquecimento do aprendizado.”

     

    Sônia tem licenciatura plena em geografia, com pós-graduação em metodologia do ensino de geografia. Há 25 anos no magistério, ela atua há cinco na direção da escola.


    Fátima Schenini

     

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  • Aula dinâmica e descontraída facilita ensino de matemática

    Aulas mais atrativas, que procuram integrar atividades lúdicas com o conteúdo proposto pela disciplina, são as propostas do projeto Brincando de Matemática, idealizado pela professora Amanda Oliveira de Souza Araújo. Bem aceito pelos estudantes, o trabalho foi um dos vencedores da sétima edição do prêmio Professores do Brasil, na categoria Temas Livres, subcategoria Séries ou Anos Iniciais do Ensino Fundamental.

    O método de ensino desperta a curiosidade dos estudantes por meio de jogos que estimulam a criatividade e a capacidade de resolver problemas. Além disso, com atividades desenvolvidas em grupo, os alunos podem trocar ideias e compartilhar o conhecimento. A professora buscou inspiração ao constatar a falta de conhecimentos básicos de matemática e o desinteresse dos alunos nas aulas tradicionais. Alguns estudantes chegavam a apresentar reações de antipatia pela matéria e até de medo.

    “O objetivo geral do projeto é dinamizar as aulas de matemática, de modo que os alunos participem ativamente e construam conhecimentos de forma lúdica e prazerosa”, explica Amanda, professora da Escola Estadual de Ensino Fundamental Alexandre de Gusmão, em Nova Brasilândia d’Oeste, Rondônia.

    Na visão da professora, os jogos e as brincadeiras são importantes no desenvolvimento das atividades de matemática. Entre as razões, ela cita a possibilidade de se criar um ambiente alegre e descontraído, “essencial a uma proposta de aprendizagem significativa”, os estímulos à interação, o desenvolvimento de atitudes éticas e de respeito, de criar e seguir as regras dos jogos e de colaboração.

    De acordo com Amanda, os estudantes devem se tornar agentes ativos no processo de aprendizagem e vivenciar a construção do conhecimento. Ela salienta que cabe ao professor, como orientador dos alunos, oferecer a oportunidade para que eles formem o hábito de pensar e criar as próprias estratégias, desenvolver o raciocínio, adquirir mais segurança e fazer redescobertas. As aulas devem ser práticas e interessantes para que o aluno possa se sentir motivado e desafiado a construir o conhecimento de maneira agradável. “As aulas precisam ter sabor, despertar a curiosidade e ter significado para o educando”, ressalta.

    Recursos — Durante a execução do projeto foram usados recursos como ábaco, quebra-cabeça Tangram, bloco lógico, fita métrica, balança, computadores, jogos fabricados pelos alunos, palitos de picolé, embalagens de produtos e outros materiais reciclados. Esse material ajudou os estudantes a apreender conteúdo relativo a medidas de tempo, massa, comprimento e capacidade, área e perímetro, sólidos geométricos, adição, multiplicação e subtração e frações equivalentes, próprias e impróprias. “O projeto proporcionou notável desenvolvimento dos alunos na aprendizagem e também no interesse pelas aulas”, destaca a professora.

    Graduada em pedagogia (séries iniciais), pós-graduada em psicopedagogia e com 15 anos de experiência em sala de aula, Amanda diz que o prêmio representa um marco em sua vida, pois permitiu que levasse a sala de aula para todo o Brasil. “Conquistei a confiança da comunidade escolar e a valorização da escola”, destaca.

    Fátima Schenini

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  • Avanços em pesquisas e oferta de ensino levam Brasil a grupo de elite da matemática mundial

     

    A secretária executiva Maria Helena Guimarães de Castro, que ouviu o anúncio na sede do Impa, acredita que os jovens serão incentivados a estudar matemática (Foto: Felipe Sigollo/MEC)
    Ao ser aprovado para ingressar no Grupo 5 da União Matemática Internacional (IMU, na sigla em inglês), o Brasil passa a ser reconhecido como uma das potências mundiais dessa ciência. O país, que já integra a entidade desde o seu início, em 1954, passa a ser o 11º e único em desenvolvimento a fazer parte do Grupo 5, considerado a elite da matemática mundial.

    O anúncio foi feito nesta quinta-feira, 25, na sede do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), órgão vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), no Rio de Janeiro. Os outros 10 países que integram o grupo são Alemanha, Canadá, China, Estados Unidos, França, Israel, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia. O Brasil passou por todas as categorias até chegar à mais seleta.

    Para concorrer, um relatório elaborado pelo Impa e pela Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) foi enviada ao IMU, em 2017. O diretor do Impa, Marcelo Viana, atribui a aprovação do país, principalmente, aos avanços nas pesquisas realizadas pelo país.

    “Em 30 anos, o número de artigos de autores brasileiros foi multiplicado por 10. No mundo, passou de 0,4 a 2,4%. Em percentagem, foi multiplicado por seis. Isso dá uma ideia dos nossos avanços”, detalha.

    Ele destaca também a oferta de ensino na área, como a pós-graduação, em todo o país; a colaboração internacional com países que são referência na matemática, como Espanha, Itália e França; além de atividades realizadas internamente, como a Olimpíada Nacional de Matemática, financiada pelo MEC. Ele cita ainda discussões de inclusão, como a questão de gênero e a presença da mulher no campo da pesquisa matemática.

    Influência – A secretária executiva do MEC, Maria Helena Guimarães de Castro, acredita que o mais importante do reconhecimento, além da influência que o país terá na pesquisa mundial, é o impacto da imagem da disciplina de matemática para os jovens.

     “Esse reconhecimento vai incentivar crianças e jovens a estudar matemática, porque há uma certa prevenção com relação a matemática. Precisamos quebrar essa resistência, que inclusive faz muitos abandonarem os estudos”, reforça Maria Helena. “Há esforço no sentido de produzir pesquisa aplicada ao ensino de matemática, mestrados profissionais – para formar bons professores –, produzir materiais didáticos para serem acessados por meio de plataformas digitais.”

    O diretor do Impa concorda. “No plano interno não tenho dúvida de que nós podemos tirar proveito para termos um efeito positivo da matemática para os jovens. É algo que não é para se ter medo, pois os brasileiros são bons”, observa.

    Maria Helena destaca ainda o reconhecimento do país por meio do pesquisador do Impa, Arthur Avila, o primeiro brasileiro a ganhar a Medalha Fields, considerada o Nobel da matemática, em 2014. E lembra que o Brasil sedia, em agosto, o Congresso Internacional de Matemáticos, o mais importante da área e que pela primeira vez ocorre no Hemisfério Sul.  

    Além disso, ela ressaltou que tanto o Impa como a SBM apoiaram o desenvolvimento da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) de matemática para o ensino fundamental, para a educação infantil e também vão apoiar na do ensino médio.  

    Assessoria de Comunicação Social

  • Base busca um novo caminho para o ensino da matemática

    A proposta da Base Nacional Comum Curricular (BNC) de construção horizontal do conteúdo de matemática para a educação básica contribui para solucionar um problema histórico da área: dar mais sentido ao mundo dos números no dia a dia dos alunos.

    Equacionar essa questão é fundamental. Pois, em algum momento da vida, todo mundo passa pela experiência de ter de calcular juros, saber quanto vai pagar no supermercado, conciliar remuneração com gastos, pensar de forma lógica, precisar ler tabelas e gráficos.

    Esse é o princípio da BNC para os próximos anos. Fixar conteúdos para o ensino de maneira a assegurar formação básica comum e aprendizados nacionais e regionais. Dessa forma a BNC contribui para a equidade, ou seja, garante a todos os brasileiros o acesso a um conjunto de conhecimentos considerados essenciais para concretizar seus projetos de vida, além de organizar e dar mais coerência ao sistema educacional.

    O matemático Ruben Klein, do Movimento pela Base, defende que o componente curricular da área avance já na educação infantil. “A criança precisa conhecer números e formas geométricas, triângulo e quadrado”, opina. Para Ruben, fração e reta numérica são conteúdos que também devem ser conhecidos mais cedo pelos estudantes. “Matemática se aprende fazendo. Ao conseguir visualizar, o aluno aprende muito mais”, sugere.

    “Ler é uma questão essencial para a matemática”. Quem ensina é a estudante Eduarda Vieira Cardoso, 14 anos. Ela cursa o primeiro ano do ensino médio na Escola de Ensino Médio Augustinho Brandão, em Cocal dos Alves, Piauí, e acredita que essa é a fórmula para romper a dificuldade dos alunos com a matéria. “Leio o conteúdo antes da aula para entender melhor. Estudo um pouquinho em casa e encaro o aprendizado de matemática como um desafio que posso vencer”, explica.

    Os integrantes das sociedades científicas de matemática também estão opinando. Inclusive, já realizaram alguns debates entre seus associados, a partir do texto preliminar da Base. Cálculo foi um dos temas mais lembrados pelo grupo como elemento ausente das discussões da Base, até o momento.

    Sobre o grau de complexidade dos objetivos de aprendizagem, o secretário de Educação Básica do Ministério da Educação, Manuel Palacios, pondera a necessidade de se definir qual o perfil pretendido do estudante que conclui a trajetória escolar. “Até onde vai a matemática na educação básica? Essa é uma pergunta cuja resposta pode nos orientar nesse trabalho”, pontua.

    Logaritmo – A especificidade da área exige reflexão que aponte para a integração da matéria nas diferentes etapas da vida escolar, além de gestão compartilhada do conhecimento. “Muitas vezes aprendemos uma operação matemática sem nos darmos conta de que estamos aprendendo uma linguagem”, observa o professor Luiz Carlos Menezes, da Universidade de São Paulo (USP).

    Menezes lembra o caso do modelo da escala de Richter, que mede a magnitude de um tremor de terra. “Terremoto 8 na escala Richter não é o dobro de um que registrou 4. Neste caso, a diferença de intensidade é de dez mil vezes porque se trata de uma escala logarítmica, que trabalha com potência. Ou seja, um tem intensidade dez mil vezes superior ao outro. Sem incorporar o aprendizado de logaritmo, não se entende isso”, ensina.

    A lógica do professor Menezes é reforçada por especialistas. “A matemática serve pra compreender a realidade”, reforça o professor Marcelo Câmara, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Marcelo está à frente da equipe de especialistas que trabalharam a redação da proposta preliminar da BNC para a matemática.

    Ao acompanhar a consulta pública da Base, o especialista tem percebido que um caso marcante nas contribuições nessa área tem sido a sugestão para o aprendizado do conteúdo de estatística e probabilidade. “O desenvolvimento da forma de pensar estatisticamente desde o primeiro ano (do fundamental)”, esclarece.

    Marcelo considera a sugestão positiva para a aprendizagem em matemática e acredita que esse exercício, mais tarde, vai permitir, por exemplo, que a pessoa olhe um gráfico no jornal e seja capaz de fazer uma leitura crítica da notícia. Saber se o texto tem intenção de induzir o leitor a uma opinião específica ou não. “A matemática na escola deve servir para desenvolver formas de pensar e não para acumular conhecimentos que muitas vezes não têm relação com a realidade do sujeito. A Base pode ser esse caminho”, conclui.

    Conheça as propostas para a área de matemática no Portal da Base

    Assessoria de Comunicação Social

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  • Brasil conquista inédita medalha de ouro em olimpíada feminina de matemática na Ucrânia

    As meninas brasileiras fizeram bonito na Olimpíada Europeia Feminina de Matemática (Foto: Divulgação)

    O Brasil mais uma vez se destacou em um evento internacional de matemática, desta vez trazendo uma inédita medalha de ouro. O prêmio foi conquistado na Olimpíada Europeia Feminina de Matemática (EGMO, na sigla em inglês), realizada em Kiev, Ucrânia, de 7 a 13 de abril. A delegação brasileira, chefiada por Deborah Alves, de São Paulo, e Luize Vianna, do Rio de Janeiro, foi composta pelas estudantes Ana Beatriz Studart, 17 anos, do Ceará; Bruna Nakamura, 16, de São Paulo; Maria Clara Werneck, 17, do Rio de Janeiro, e Mariana Groff, 17, do Rio Grande do Sul.

    O ouro foi conquistado por Mariana, que terminou a competição na 14ª posição geral entre 196 competidoras. O Brasil também levou dois bronzes, com Ana Beatriz e Maria Clara, terminando a Olimpíada em 20º lugar – 49 países foram representados na Ucrânia.

    Mariana, a veterana da turma, esteve presente nas três últimas convocações para a EGMO. A estudante, de Frederico Westphalen (RS), acumula medalhas em olimpíadas nacionais e internacionais de matemática. Na competição para meninas, só subiu de produção, já que conquistou um bronze em 2017 e uma prata no ano passado. A cearense Ana Beatriz também tem conquistado prêmios. Antes do bronze nesta edição, ela levou a prata em 2018.

    O ouro é inédito, mas não é de hoje que o Brasil se destaca no evento. A EGMO é realizada desde 2012 em diferentes países europeus, e o Brasil participa desde 2017, por iniciativa do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e da Sociedade Brasileira de Matemática (SMB). Este ano também contou com apoio das escolas das alunas. Até o momento, o país soma 9 medalhas e uma menção honrosa.

    Deborah Alves, 26 anos, foi líder da equipe pela segunda vez. Ela, que hoje é professora, mas já participou de competições internacionais semelhantes como aluna entre 2009 e 2011, ressalta a importância de olímpiadas como essa. “É muito gratificante saber que você é uma das melhores pessoas em matemática no seu país e poder representá-lo internacionalmente. O Brasil tem conquistado ótimas posições, melhora a cada ano, mas ainda tem o que melhorar”, destaca. “É nossa terceira participação nessa competição para garotas e já conseguimos uma medalha de ouro. O feito serve como exemplos para estudantes mais novos em todo o país.”

    Mulheres – Competições abrangentes como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) – que também tem a participação de escolas privadas – contam com presença equilibrada de meninas e meninos, inclusive na segunda fase, em que participam apenas os 5% melhores de cada escola. Quando se trata de certames com caráter mais competitivo, no entanto, a história muda.

    Na Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) ou na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO) o percentual de meninas é bem inferior. Na IMO 2017, no Rio de Janeiro, as garotas somavam apenas 10% dos participantes. Isso levou o Impa a criar uma premiação especial (Impa Olympic Girls Award) para aquelas que mais contribuíssem para suas equipes, a qual se tornou permanente na IMO a partir de então.

    Na própria Obmep a presença feminina entre os premiados é minoritária e os números são ainda mais preocupantes nas últimas séries. Em 2018, as meninas foram 30% dos medalhistas no ensino fundamental, mas apenas 20% no ensino médio.

    “Para termos maior participação de mulheres nessas olimpíadas, precisamos de mais incentivo”, ressalta Deborah. “Vivemos em uma sociedade muito machista e que afeta as mulheres de várias formas. Isso diminui o incentivo de várias meninas a participar de diversas competições, como é o caso das olimpíadas de matemática. O ambiente pode ser hostil, principalmente quando a mulher é minoria. O ideal é que todos desse ambiente acadêmico, estudantes e professores, propiciem um bom ambiente para que as meninas sintam que sim, aquele é um lugar para elas, que sim, elas têm a mesma capacidade. Basta apenas um maior incentivo para que elas possam demonstrar que a capacidade de todo mundo é igual.”

    Seleção - Durante o processo de escolha das equipes para representar o Brasil em competições internacionais de matemática, a Olimpíada Brasileira de Matemática promove treinamentos entre os alunos com destacado desempenho nas provas de seleção. Participam da competição estudantes dos ensinos fundamental (a partir do sexto ano), médio e universitário das instituições públicas e privadas de todo o país. Os representantes no exterior são justamente aqueles que mais se destacam, como foi o caso de Ana Beatriz, Bruna, Maria Clara Werneck e Mariana.

    A coordenação da OBM fica a cargo da Comissão Nacional de Olimpíadas de Matemática da SBM. É atribuição dessa comissão a preparação das provas e soluções das provas da OBM, bem como definir critérios de correção e de premiação.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Brasileiro conquista prêmio tão importante quanto o Nobel

    O carioca Artur Avilla, 35 anos, é o primeiro latino-americano a conquistar a Medalha Fields, conhecida como o Nobel de matemática. A entrega da premiação foi realizada na noite de terça-feira, 12, no 27º Congresso Internacional de Matemáticos em Seul, Coreia do Sul.

    Avilla, que cursou graduação em matemática na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), é pesquisador do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa), instituição em que concluiu o curso de doutorado, em 2001. É pesquisador ainda do Centro Nacional de Pesquisa Científica, órgão do governo francês.

    Ao justificar a premiação, o júri salientou que Avilla proporcionou “notáveis contribuições no campo dos sistemas dinâmicos, análise e outras áreas, em muitos casos, provando resultados decisivos que resolveram problemas há muito em aberto”.

    A medalha Fields, comparada ao prêmio Nobel, pela importância, é entregue a cada quatro anos a matemáticos de até 40 anos de idade. Em cada edição, são premiados de dois a quatro pesquisadores destacados. Este ano, também receberam a distinção o canadense Manjul Bhargava, o austríaco Martin Hairer e a iraniana Maryam Mirzakhani, primeira mulher a receber a distinção.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Brasileiros ganham medalha de ouro em olimpíada no México

    Quatro estudantes brasileiros conquistaram o primeiro lugar geral por equipe, com três medalhas de ouro e uma de prata, na 7ª Competição Ibero-Americana Interuniversitária de Matemática (Ciim). A competição foi encerrada na segunda-feira, 28, na cidade do México.

    Os brasileiros foram ao México ao ser selecionados pela Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM). Tadeu Pires de Matos Belfort Neto, de São José dos Campos (SP), terminou a competição com a primeira colocação na classificação individual. Ele ganhou a medalha de ouro ao fazer 47 pontos de 60 possíveis. Cássio Henrique Vieira Morais, de Belo Horizonte, e Gláuber de Lima Guarinello, de São Paulo, também conquistaram ouro, com 37 e 36 pontos respectivamente.

    A medalha de prata foi conquistada por Igor Albuquerque Araújo, do Rio de Janeiro. Ele obteve 33 pontos. A Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a Universidade de São Paulo (USP) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) também participaram da Ciim. Seus representantes conseguiram quatro medalhas de bronze e uma de prata.

    A competição, criada em 2009, é realizada anualmente para incentivar os estudos da matemática na comunidade universitária ibero-americana. A realização da olimpíada tem o apoio de instituições internacionais, como sociedades de matemática, universidades e centros de pesquisa, além de professores e estudantes.

    Mais informações na página da OBM na internet.  

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Brasileiros ganham medalhas em competição internacional

    Estudantes brasileiros conquistaram três medalhas de prata e três de bronze na 52ª Olimpíada Internacional de Matemática (IMO), realizada em Amsterdã, Holanda. O resultado deixou o Brasil na 20ª colocação geral.

    O país foi representado por André Macieira Braga, Henrique Fiúza do Nascimento e João Lucas Camelo Sá, que ganharam prata, e Débora Barbosa Alves, Maria Clara Mendes Silva e Gustavo Lisbôa Empinotti, bronze. A equipe foi liderada pelos professores Nicolau Corção Saldanha e Eduardo Tengan. Maria Clara, Henrique e André são alunos de escolas públicas.

    Um comitê internacional escolheu os problemas a serem resolvidos entre os propostos pelos países participantes. As provas, realizadas em dois dias consecutivos, abrangeram álgebra, teoria dos números, geometria e análise combinatória. A cada dia, os participantes tiveram quatro horas e meia para resolver três problemas. A resolução exigiu dos estudantes mais criatividade, engenho e habilidade em matemática do que conhecimentos de fórmulas aplicadas.

    Considerada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) a competição mais importante da área, a IMO contou com a participação 564 estudantes de 14 a 19 anos, representantes de 101 países. O Brasil participa da competição desde 1979. Desde então, obteve oito medalhas de ouro, 26 de prata e 62 de bronze.

    Diego Rocha
  • Cearense ganha medalha de prata e bolsa na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos

    Estudantes brasileiros conquistam seis medalhas – três de prata e três de bronze – na Olimpíada Internacional de Matemática de 2016. A cerimônia de premiação ocorreu em julho deste ano (foto: IMO/Facebook)África do Sul, Tailândia e Hong Kong foram alguns dos lugares que o estudante Daniel Lima Braga, 19 anos, conheceu durante as competições de matemática das quais participou. O jovem cearense foi medalha de prata nas últimas três edições – 2014, 2015 e 2016 – da Olimpíada Internacional de Matemática (IMO, na sigla em inglês). Neste ano, o Brasil ficou em 15º lugar na pontuação geral por equipe, a melhor colocação em toda a história da competição, com três medalhas de prata e três de bronze.

    A trajetória de sucesso de Daniel começou cedo. Aos 13 anos, conquistou a primeira medalha de ouro na Olímpiada Brasileira de Física, em 2012. Mas, matemática sempre foi sua paixão. Ao todo, foram 22 medalhas, entre ouro, prata e bronze, em pelo menos 11 competições.

    Incentivado pelo irmão mais velho e por um professor, Daniel, que estudou em escola pública nos anos iniciais do ensino fundamental, lembra que as horas de estudo foram aumentando conforme o passar dos anos. No início, estudava em torno de duas a três horas por dia. Depois, passou a se dedicar por cerca de cinco a seis horas, além do horário regular da escola. O jovem destaca que, em sua rotina de preparação, não ficava sentado na cadeira o tempo todo. “Às vezes, eu ia conversar com alguém, andar, ou pensar em um problema, que exige mais prova do que cálculo”, explica.

    Daniel tornou-se professor de oficinas de matemática em um colégio particular de Fortaleza. Lá, aplicava exercícios práticos em formato de brincadeira com os alunos, para incentivá-los no raciocínio lógico. “Com esses joguinhos, vamos mostrando aos estudantes que existem técnicas vencedoras. Tem como uma pessoa elaborar uma estratégia para sempre ganhar”, reforça.

    Em sua opinião, as competições de matemática são bem diferentes das aulas nas escolas. Para ele, “os problemas são bastante desafiadores, e levam os estudantes a, com poucas técnicas, conseguir relacionar várias ideias até resolver o problema proposto”.

    Com o sonho de estudar fora do país desde que era criança, essa semana Daniel está de mudança para New Jersey, nos Estados Unidos. Vai cursar matemática aplicada à ciência da computação na Universidade de Princeton, onde conseguiu uma bolsa de estudos parcial. O jovem ressalta que as universidades estrangeiras valorizam as atividades extracurriculares e que muitas selecionam os alunos por meio delas.

    Competição -A Olímpiada Internacional de Matemática é a mais antiga e tradicional de todas as olimpíadas científicas. Participam da competição cerca de 600 estudantes de mais de cem países. Durante uma semana, as equipes formadas por seis estudantes trocam aprendizados e experiências. O evento cobre todos os gastos com transporte, alimentação, estada e alguns passeios turísticos sugeridos pela organização.

    A prova consiste em seis problemas matemáticos, que valem sete pontos cada um. Por dois dias consecutivos, os competidores dispõem de quatro horas e meia para resolver os problemas – três em cada dia. As questões abrangem as áreas da matemática do ensino médio, como geometriateoria dos números, álgebra e análise combinatória.

    Saiba mais sobre a Olimpíada Internacional de Matemática (em inglês).

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Ciência e matemática são temas do Rede Escola desta semana

    A edição do programa Rede Escola desta sexta-feira, 10, vai falar de matemática, da capacitação de professores nos caminhos da astronomia, da movimentação dos planetas do nosso sistema solar, da importância de Mendeleev e da sua tabela periódica.

    Também são destaques um passeio pelo Museu da Geodiversidade e uma homenagem a Santos Dumont.

    Os apresentadores Ernesto Xavier e Eliane Benício fazem uma visita ao Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), no Rio de Janeiro. Enquanto Ernesto descobre as peculiaridades do sistema solar, Eliane vai conhecer de perto o projeto Olhai o Céu Carioca, que capacita professores para ensinar astronomia e leva telescópios e ferramentas de ensino para as escolas.

    No Ano Internacional da Tabela Periódica, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), a repórter Emy Lobo conta a história de Dimitri Mendeleev, criador da tabela, e visita o Colégio Estadual Brigadeiro Castrioto, em Niterói, no Rio de Janeiro, escola que conta com tabelas periódicas inclusivas para alunos cegos e com Síndrome de Down.

    A edição também vai mostrar o que é Geodiversidade na prática. Em visita ao museu dedicado à área, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), os repórteres vão apresentar esse campo da ciência, responsável pelo estudo dos fenômenos e processos geológicos que dão origem a tudo o que torna a vida na Terra possível.

    Informações sobre a 15ª edição da Olimpíada de Matemática (Obmep), realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), e uma homenagem ao inventor brasileiro Alberto Santos Dumont completam o programa desta semana.

    O Rede Escola é apresentado em episódios inéditos todas as sextas, às 19h. Reapresentações aos sábados, às 16h, domingos, às 12, e segundas, às 12h30. A programação completa está disponível no portal da TV Escola, no aplicativo e no canal da emissora no YouTube.

    Acesse o portal da TV Escola

    Acesse o canal da TV Escola no Youtube 

     

    Assessoria de Comunicação Social

  • Cientista brasileira defende que a matemática deve ser estimulada entre mulheres desde cedo

    Professora da UnB radicada na Alemanha, Jaqueline já ganhou prêmio na área

    Jaqueline já ganhou prêmio por pesquisa com equações diferenciais A ciência dos números sempre foi coisa de mulher para a doutora Jaqueline Godoy Mesquita, de 34 anos. Ainda adolescente, ela teve que convencer os pais de que a Matemática é uma carreira que pode contribuir para o progresso da humanidade. Hoje, ela integra o grupo de pesquisadores da Academia Mundial de Ciências, é bolsista na secular Universidade Humboldt, na Alemanha, e já ganhou prêmio por suas pesquisas.

    É uma luta diária para as mulheres brasileiras se destacarem nas ciências exatas, mas a cientista Jaqueline Godoy Mesquita compreendeu desde cedo que, muito mais do que se dedicar aos números e equações, ela teria que decifrar o problema do preconceito e da discriminação contra a mulher na Ciência.

    “Não é raro ver mulheres em reuniões, por exemplo, tendo dificuldades de fazer suas falas”, disse.

    Jaqueline é professora do Departamento de Matemática da Universidade de Brasília (UnB), mas atualmente mora na Alemanha, onde é bolsista da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Fundação Alexander Von Humboldt, fazendo o seu terceiro pós-doutorado.

    Até chegar lá, foi uma longa trilha de estudo, dedicação e luta. Ainda pequena, Jaqueline aprendeu a lidar com as adversidades. Para estudar o que ela queria, foi preciso primeiro convencer a família. “Meus pais queriam muito que eu fizesse Medicina, o sonho deles é ter uma filha médica”, relatou.

    Os pais, Gilson e Aparecida, achavam que depois de cursar o bacharelado em matemática, Jaqueline faria outro curso. E ela fez, mas foi o mestrado, novamente em matemática. Em seguida, veio o doutorado. E não parou mais. A cientista ganhou prêmio por uma complexa pesquisa na área das equações diferenciais funcionais.

    “Essas equações são muito importantes para descrever fenômenos que não acontecem instantaneamente. Por exemplo, temos modelos de doenças que possuem períodos de incubação que podem ser bem descritos por essas equações, como é o caso do vírus Zika. Sabemos que quando a pessoa é infectada com o vírus, os sintomas não aparecem instantaneamente, mas decorre um certo tempo entre a pessoa ser infectada e os sintomas aparecerem”, explicou.

    Foi por causa dos resultados dessa pesquisa que Jaqueline recebeu o prêmio do programa “Para Mulheres na Ciência”, oferecido pela Loreal, em parceria com a Unesco e a Academia Brasileira de Ciências.

    Programa  Há 14 anos, o programa “Para mulheres na Ciência” contempla cientistas para estimular o equilíbrio dos gêneros no cenário brasileiro e incentivar a entrada de jovens mulheres no universo científico.

    Para Jaqueline, que se orgulha de ser um modelo de determinação e talento para suas alunas da graduação e pós-graduação, o machismo está presente nos meios acadêmicos e científicos, especialmente da Matemática, em que a representatividade feminina é baixa. E esse cenário começa a ser construído bem cedo, segundo a professora.

    “Se a gente for numa loja de brinquedos e a gente for na seção de brinquedos para meninas e brinquedos para meninos, vemos que já há uma segregação muito forte. Então, vemos que os brinquedos para meninas estão mais ligados para o cuidar, então são bonecas, são carrinhos de bebê, enquanto que os brinquedos mais voltados para os meninos são mais ligados à liderança, independência, a raciocínio lógico dedutivo”, enfatizou.

    Saiba mais – A história da cientista premiada brasileira que defende que a matemática deve ser estimulada entre mulheres desde cedo é o tema da edição desta sexta-feira, 1° de novembro, do programa Trilhas da Educação, da Rádio MEC.

    Assessoria de Comunicação Social

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