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  • MEC vai premiar experiências de combate ao Aedes aegypti e de inovação tecnológica

    O desafio da Educação ZikaZero será aberto à participação de estudantes, profissionais da educação e demais interessados (foto: arquivo MEC/ACS) O Ministério da Educação vai premiar as melhores ideias e experiências bem-sucedidas que promovam a inovação na educação profissional e tecnológica e apresentem soluções para o enfretamento ao mosquito Aedes aegypti e à microcefalia. A ação faz parte dos concursos O Desafio da Educação Profissional e Tecnológica e Desafio da Educação ZikaZero, ambos abertos à participação de estudantes, profissionais e demais interessados.

    Os prêmios podem chegar a R$ 2 mil, na categoria individual, e R$ 25 mil, na categoria de curso ou instituição indicada. Nessa última classificação, podem concorrer escolas públicas estaduais e municipais do país e cursos de graduação e técnicos de universidades federais e institutos federais de educação, ciência e tecnologia.

    Para o titular da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec) do MEC, Marcos Viegas, os concursos inovam ao colocar a sociedade em papel de protagonismo, além de estimular o desenvolvimento e o intercâmbio de ideias. “É uma estratégia de mobilização que possibilita à população propor, avaliar e compartilhar soluções inovadoras de alto impacto para aprimorar temas relevantes de interesse social, a exemplo da educação profissional e tecnológica e da saúde pública”, observa. “No caso do concurso Desafio da Educação ZikaZero, temos conhecimento de várias iniciativas que estão apresentando resultados positivos, mas estão dispersas.”

    Temas — No concurso Desafio da Educação Profissional e Tecnológica, os inscritos podem contribuir com dez temas, que serão divididos em três rodadas, conforme o cronograma disposto em edital.

    Na primeira rodada, os temas avaliados são:
    • Construir mecanismos de integração entre o ensino médio e o ensino técnico e profissional.
    • Encorajar o acesso, permanência e êxito de estudantes na educação profissional e tecnológica para inclusão socioprodutiva.
    • Aprimorar a formação de professores e gestores do ensino profissional e tecnológico.

    Na segunda rodada:
    • Engajar o setor produtivo com a educação profissional e tecnológica.
    • Construir currículos de cursos alinhados às necessidades do mundo de trabalho.
    • Fortalecer o sistema de ensino profissional e tecnológico à distância

    Na terceira rodada
    • Impulsionar a captação e a aplicação de recursos destinados ao desenvolvimento de inovações tecnológicas para aprimoramento do ensino.
    • Desenvolver métodos de avaliação de ensino e aprendizagem para a educação profissional e tecnológica.
    • Construir estratégias de formação inovadoras que compatibilizem a formação cidadã com a inserção profissional do trabalhador.
    • Construir práticas pedagógicas inovadoras em educação profissional e tecnológica

    Zika — Para o Desafio da Educação ZikaZero, os competidores serão estimulados a apresentar propostas que possam contribuir com estratégias ou ferramentas para o combate ao mosquito Aedes aegypti.

    As sugestões cadastradas nas plataformas de cada um dos concursos ficarão disponíveis para avaliação popular. Ao final do período estabelecido pelos editais, será gerado um ranking com os primeiros colocados, classificados por critérios como o somatório de pontos e o engajamento com o tema.

    Para participar, basta ter acesso à plataforma virtual de cada prêmio. Após a validação da inscrição, os participantes devem indicar, para fins de premiação, um curso técnico ou de graduação de instituto federal, universidade federal ou escola pública estadual ou municipal.

    Mais informações nos editais nº 52/2016, sobre o Desafio da Educação Profissional e Tecnológica, e nº 55/2016, sobre o Desafio da Educação ZikaZero, publicados no Diário Oficial da União de 12 de maio deste ano.

    Assessoria de Comunicação Social, com informações da Setec

    Confira:
    • Plataforma do Desafio da Educação Profissional e Tecnológica
    • Plataforma do Desafio da Educação ZikaZero

    Escute:

  • Ministro apresenta desafios e ações do MEC durante evento da Caixa Econômica, em Brasília

    O ministro da Educação, Mendonça Filho, apresentou os desafios da pasta e as principais ações em curso para enfrentá-los durante o Encontro Caixa 2017, promovido pela Caixa Econômica Federal, nesta quinta-feira, 9, em Brasília. A participação se deu no painel Educação e Saúde, ao lado do ministro da Saúde, Ricardo Barros.

    Mendonça Filho destacou a aprovação do novo ensino médio, votado na quarta-feira, 8, pelo Senado Federal e que aguarda a sanção presidencial. Na visão do ministro, ao lado da conclusão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a reforma trará avanços na educação pública do país.

    “O princípio da reforma é uma educação de nível médio mais flexível, em que 60% do conteúdo será definido pela BNCC, e a oferta pelas redes estaduais de educação dos itinerários formativos tradicionais, que são ciências humanas, da natureza, matemática, linguagem, e uma quinta opção que é a formação técnica”, disse. “Enquanto o Brasil tem apenas 8% das matrículas do ensino médio vinculadas ao ensino técnico, na Europa, supera 40%”.

    O ministro também afirmou que, embora o orçamento da Educação seja um dos mais altos da Esplanada, com R$ 139 bilhões para este ano, é preciso garantir a qualidade do ensino. Avaliações internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), revelam o baixo rendimento do país, que ficou em 59º lugar no ranking mais recente.

    Para o ministro Mendonça Filho, que participou de painel sobre educação em evento promovido pela Caixa Econômica nesta quinta-feira, 9, a reforma do ensino médio trará avanços ao país (foto: Luís Fortes/MEC)Para Mendonça Filho, isso ocorreu por problemas anteriores de gestão, ao priorizar o investimento em educação superior em detrimento da educação básica, que, em suas palavras, “sempre foi uma das grandes mazelas da educação pública do nosso país.” O ministro reforçou que é preciso não apenas aumentar o investimento, “mas fazer com que cada centavo retorne em qualidade na educação de todos os brasileiros”.

    O ministro observou ainda a importância da parceria com a Caixa Econômica Federal na execução de programas como o Programa de Financiamento Estudantil (Fies), que atende cerca de 2 milhões de estudantes em todo o país. Parte da arrecadação das loterias administradas pelo banco são destinadas ao Fies, especialmente os prêmios de valores baixos não reclamados por seus respectivos ganhadores no prazo de três meses.

    O Encontro Caixa 2017 reúne 1,1 mil gestores de todo o país para discutir a estratégia do banco para este ano. O evento segue nesta sexta-feira, 10.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Ministro conversa sobre educação com representantes da indústria


    As mais recentes políticas que estão sendo implementadas pelo Ministério da Educação, como a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o novo ensino médio e a educação tecnológica foram alguns dos temas da palestra do ministro da Educação, Rossieli Soares, aos diretores da Confederação Nacional da Indústria (CNI) de todo o país. O bate-papo aconteceu nesta terça-feira, 25, durante a 8ª reunião de diretores da entidade, em Brasília. 

    “A discussão com a CNI é importantíssima. A entidade tem força para a condução não só da indústria, mas também da economia brasileira e da geração de empregos”, afirmou Rossieli Soares. “Precisamos ouvi-los e saber se o que estamos fazendo na educação ajuda a comunicar, a dar empregabilidade ao jovem e se dá a competitividade que precisamos ter”, completou o ministro.

    Rossieli Soares reforçou que competitividade e novas tecnologias estão diretamente relacionadas. “Se a nossa mão de obra, os nossos jovens cada vez mais saírem com as competências do Século 21, com tudo aquilo que o mundo inteiro tem feito, a nossa competitividade vai aumentar e teremos maior empregabilidade no Brasil.”

    O presidente da CNI, Robson de Andrade, destacou a importância de se ter uma conversa sobre um tema primordial para o desenvolvimento do país, como a educação, e confirmou os desafios do mercado de trabalho com novas tecnologias. “Hoje temos discutido muito como vai ser o emprego do futuro e o futuro do emprego. Como essas mudanças tecnológicas são tão rápidas, que você é obrigado quase que a desaprender tudo que aprendeu e aprender coisas novas na mesma velocidade”, explicou Robson de Andrade. “Precisamos fazer com que o jovem esteja preparado para essas profissões que, às vezes, ainda não sabemos nem quais são. Você prepara o jovem para que ele possa raciocinar, decidir, tenha conhecimentos e capacidade de aprendizado para o futuro que vai chegar muito rapidamente”, finalizou o presidente da CNI.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Os desafios da educação nos municípios

    Vêm de Água Boa e Itaúba (MT), Posse (GO), Urbano Santos (MA) e Alvorada do Gurguéia (PI) cinco dos 905 secretários municipais de educação que chegam a Brasília nesta segunda-feira, 2, para conhecer e tirar dúvidas sobre os principais programas do Ministério da Educação para a educação básica. O encontro reúne os secretários de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Piauí e Maranhão.

     

    Os primeiros secretários municipais que chegaram esta tarde à Brasília trouxeram três preocupações comuns: a ansiedade por conhecer detalhes dos programas, ter um espaço para tirar dúvidas, especialmente sobre financiamento de ações, e abrir um canal de comunicação direto da secretaria com os órgãos do ministério.

     

    A informática é uma das preocupações de Pedro de Sousa, de Alvorada de Gurguéia. (Júlio César Paes)É fácil entender porque os secretários de educação que assumiram mandatos em 1º de janeiro trazem essas preocupações. Pedro Neto Rodrigues de Sousa, secretário de Alvorada do Gurguéia, no Piauí, por exemplo, tem duas escolas com laboratórios de informática, mas nenhum funciona. Na escola urbana, o laboratório está montado, mas como não tem internet, Pedro não sabe se alunos, professores e a comunidade podem usar os computadores. E na escola rural, os computadores ainda estão dentro das caixas. Ninguém foi montar o laboratório. “O que fazer nesses casos?”, é a pergunta que o secretário fará aos responsáveis pelo Proinfo.

     

    Alvorada do Gurguéia tem cerca de cinco mil habitantes, 1.400 alunos no ensino fundamental, sete escolas rurais, uma escola urbana e uma creche urbana, 108 professores, sendo que 97% deles com graduação. O principal problema percebido pelo secretário é a evasão e a repetência.

     

    Fazer o PAR é um dos desafios de Arlete Dambros, de Itauba. (Júlio César Paes)Ônibus escolares precários e perigosos, escolas sem bibliotecas e quadras esportivas, crianças comendo a merenda escolar nos corredores é o quadro que trouxe a secretária Arlete Catarina Dambros, do município de Itaúba, norte de Mato Grosso. A situação precária da rede, segundo Arlete, se deve ao descaso da administração anterior com a educação. A prefeitura não fez projetos para captar recursos do estado e da União e também não assinou convênios. Agora em Brasília, Arlete quer esclarecimentos sobre o Plano de Ações Articuladas (PAR), como fazer o diagnóstico e como planejar os próximos quatro anos.

     

    Itaúba tem uma creche, uma escola de educação infantil, uma escola de ensino fundamental e de educação de jovens e adultos e duas escolas rurais, com 1.300 alunos.

     

    Ampliar as escolas do campo é a meta de Edílson Spenthof, de Água Boa. (Júlio César Paes)Para o secretário municipal de educação de Água Boa, em Mato Grosso, Edílson Pedro Spenthof, o desafio é atender os estudantes do campo. Com o programa do governo federal Luz para Todos, o fluxo de migração inverteu-se da cidade para a área rural. A luz, explica Edílson, trouxe conforto e viabilidade para a atividade nas pequenas propriedades, daí o retorno ao campo. Ampliar e construir escolas e melhorar o transporte escolar são as preocupações de Edílson neste começo de gestão.

     

    Escolas precárias em Urbano Santos obrigaram Raimunda Oliveira atrasar o calendário escolar em um mês. (Julio César Oliveira)Em Urbano Santos, município do Maranhão, o descaso com a educação também pesa no cotidiano da secretária Raimunda Nonata Caldas Oliveira. Ela teve que transferir o início do ano letivo para abril porque a rede está sucateada, especialmente no campo, onde a escola é um barracão de uma sala e um depósito para colocar a merenda escolar e carteiras quebradas. E estão no campo 55 das 68 escolas do município. Até abril, explica Raimunda, o município está fazendo um mutirão para melhorar a infra-estrutura escolar para receber professores e alunos.

     

    Outro problema que preocupa Raimunda Oliveira é a migração dos alunos para a cidade. Vários pais, explica, vendo que a escola rural é muito ruim, trazem os filhos para estudar na cidade, mas como não podem ficar com eles, deixam os jovens. Essa realidade aumentou a prostituição juvenil e o uso de drogas. A pobreza é outra característica das famílias. Segundo a secretária, grande parte delas se sustenta com recursos de programas sociais do governo federal, entre eles, o Bolsa-Família.

     

    Urbano Santos tem 17 mil habitantes, 68 escolas de ensino fundamental. O município já tem o PAR, mas não firmou convênios e nem desenvolveu as ações e programas previstos.

     

    Alda Martins quer ampliar a informatização das escolas de Posse. (Júlio César Paes)Aprender tudo. É isso que quer a secretária de Posse, em Goiás, Alda Marques Souza Martins. Embora com uma equipe de professores onde mais de 90% têm graduação e piso salarial definidos para 20 horas semanais (R$ 600), 30 horas (R$ 800) e 40 horas (R$ 1.200), Alda tem apenas duas escolas com laboratórios de informática.

     

    A rede de Posse tem cerca de três mil alunos, 24 escolas de ensino fundamental, das quais 18 estão na área rural. O transporte escolar é uma das ações que vai entrar nas prioridades do município no Plano de Ações Articuladas.

     

    Programa – As atividades dos secretários municipais de educação começam às 8h30 desta terça-feira, 3. Das 8h30 às 10h, eles vão conhecer os programas do Ministério da Educação contidos no computador portátil e aprender como usá-lo; das 10h30 às 12h30 será apresentado o Plano de Ações Articuladas; das 14h às 16h, os programas Brasil Alfabetizado, Mais Educação e Educação no Campo; das 16h às 17h30, a formação dos profissionais da educação; e a partir das 18h, o Proinfo e o Portal do Professor. O encontro continua com outras atividades até sexta-feira, 6.

     

    Ionice Lorenzoni

     

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  • Professora aponta realizações e desafios na rotina escolar

    As inúmeras atividades desenvolvidas diariamente na coordenação pedagógica de uma escola da rede pública de Brasília deixam Maria Luiza Alves de Moura cansada, mas também realizada. Para ela, a função que exerce é polivalente e engloba, além da parte pedagógica, práticas habitualmente desempenhadas por pais, professores, profissionais de saúde e até mesmo delegados.

    “Procuro fazer o melhor dentro do possível e conto com boa equipe de professores e gestores”, assegura Maria Luiza. Ela trabalha no Centro de Ensino Fundamental (CEF) da SQN 102. Licenciada em ciências, matemática, e biologia, pós-graduada em psicopedagogia institucional, Maria Luiza está na carreira do magistério há 32 anos, sempre na rede pública. Desse período, 26 anos foram dedicados à regência de classe, como professora de ciências e biologia, e seis à coordenadoria pedagógica.

    A cada início de ano letivo, a escola promove a Semana Pedagógica. “São revistas as metas da proposta pedagógica do ano anterior, refeitas as que não fluíram e reforçadas as que obtiveram sucesso”, revela. Nesse período, são acolhidos os novos professores, discutidas sugestões de melhoria do trabalho e estabelecido cronograma com os eventos previstos para o decorrer do ano — datas festivas, reuniões com os pais e conselhos de classe.

    Na primeira semana de aulas, é destacada, entre os estudantes, a importância da boa convivência no ambiente escolar. Isso é feito por meio de oficinas, com temas que envolvam valores e com a distribuição e a leitura do regimento escolar.

    Desafios — A professora brasiliense assegura que o principal desafio enfrentado como coordenadora pedagógica é o próprio sistema educacional, consequência de problemas como a falta de professores no início de cada ano letivo e o grande número de alunos nas turmas. Para ela, classes mais reduzidas permitiriam melhorar a qualidade do atendimento.

    De acordo com Maria Luiza, as crianças, hoje, atropelam o tempo, pela curiosidade, pelo amadurecimento precoce, pela inversão de valores, pela sede de tecnologia em suas vidas. “Isso exige do professor habilidades diversas para atender as necessidades dos alunos”, afirma.

    Outro problema citado por Maria Luiza é substituição de professores com contrato temporário por profissionais com cargos efetivos no decorrer do ano letivo. A mudança provoca transtornos de relacionamento e de adaptação dos alunos, além de alterações no método de trabalho. “Na maioria das vezes, isso acontece no meio de um bimestre, o que é lamentável, pois o aluno acaba prejudicado”, salienta. “Percebemos claramente como o rendimento cai e a indisciplina aumenta.”

    O excesso de projetos que, segundo Maria Luiza, minam o período letivo, é outra questão que a incomoda. Ela diz entender que a educação não pode se pautar em pilares estáticos, pois a inovação é importante, mas que tudo precisa ser feito na medida certa, com base no cotidiano da comunidade e, principalmente, no número de aulas previstas para cada professor. “Ninguém sobrecarregado consegue realizar um bom trabalho”, afirma.

    Fátima Schenini

    Saiba mais no Jornal do Professor

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