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  • Diagnóstico do câncer de mama mobiliza hospitais universitários

    O Hospital Universitário da UFMA, iluminado de rosa, é uma das unidades de saúde com atividades programadas pelo movimento Outubro Rosa de prevenção ao câncer de mama (foto: Ebserh.gov.br)Hospitais universitários vinculados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) têm várias atividades programadas como parte do Outubro Rosa, movimento popular internacional que luta contra o câncer de mama e chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce. O câncer de mama, o mais comum entre as mulheres, responde por 22% de casos novos a cada ano. Segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), devem surgir, este ano, 57,1 mil novos casos no Brasil.

    “As taxas de mortalidade continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estágios avançados”, diz o superintendente do Hospital Universitário Cassiano Antonio de Moraes (Hucam) da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), Luiz Alberto Sobral Vieira Júnior. “O diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem reverter essa realidade.”

    Embora a doença mate muito mais mulheres, pode também acometer os homens. Segundo dados no Ministério da Saúde, em 2011, o número de mortes foi de 13.345 — 120 homens e 13.225 mulheres. “As pacientes com forte suspeita de câncer de mama são atendidas no mesmo dia ao procurarem nosso serviço”, destaca o professor. “Oferecemos reconstrução mamária para todas, em um atendimento integralmente pelo SUS [sistema Único de Saúde]."

    Este ano, além de iluminar sua fachada em alusão ao Outubro Rosa, o hospital capixaba mobilizou funcionários e profissionais de saúde em ato de solidariedade, com entrega de laços na cor rosa e orientações a pacientes e acompanhantes dos setores de maternidade, ginecologia, UTI neonatal e pediatria.

    Rosa-choque — No Hospital Universitário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é desenvolvido o Movimento Rosa-Choque, voltado para o atendimento a mulheres de menos de 40 anos. Nessa faixa etária, o número de casos tem registrado aumento nos últimos anos.

    Somente este ano, de janeiro a junho, 74 mulheres foram internadas no hospital da UFSM para cirurgia de remoção de tumores na mama. Desse total, seis (8%) têm menos de 40 anos. “Essa faixa etária nos preocupa porque as mulheres com idade inferior a 40 anos não são contempladas pelas políticas públicas de rastreio e detecção da doença”, explica a farmacêutica Patrícia Cardoso, idealizadora do movimento. “Restam a elas o autoexame e o conhecimento do próprio corpo para que possam identificar alterações das mamas e buscar auxílio médico.” Em 2012, Patrícia estava nessa faixa etária quando diagnosticou o câncer de mama e fez o tratamento.

    O movimento preparou uma programação para este mês, com palestras, aula de dança, blitz informativa, com distribuição de folhetos, adesivos, laços de fita rosa-choque (símbolo do movimento) e venda de camisetas e buttons personalizados.

    Diagnóstico — Em Salvador, Bahia, o câncer de mama ainda é a principal causa de morte por neoplasia entre as mulheres em idade fértil, seguido do câncer de colo de útero. As taxas de mortalidade continuam elevadas, por conta do diagnóstico tardio. De acordo com o Inca, somente este ano devem ser detectados cerca de mil novos casos na capital baiana.

    A Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (Meac) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) desenvolve este mês, às sextas-feiras, ações educacionais de estímulo à prevenção, detecção e tratamento precoce, no Ambulatório de Mastologia, com o apoio de equipe interdisciplinar.

    No Hospital Universitário de Brasília (HUB), o Centro de Alta Complexidade em Oncologia (Cacon) realizará, no dia 24 próximo, oficina de modelagem de lenços e maquiagem. Serão convidadas as pacientes ali atendidas. O evento é gratuito, sem limite de participantes.

    De acordo com Paula Diniz, enfermeira responsável pelo evento, a ação é realizada pela Liga Acadêmica de Combate ao Câncer da Universidade de Brasília (UnB), formada por alunos de graduação e residentes.

    Em São Luís, o Hospital Universitário da Universidade do Maranhão (UFMA) desenvolve ação educativa em um shopping. No hospital, mastologistas falam sobre o tema a mulheres que frequentam a Unidade Materno-Infantil, cuja fachada foi iluminada com a cor rosa.

    Assessoria de Imprensa da Ebserh

  • Exposição retrata estado de espírito de pacientes de câncer

    Uma publicação no Instagram, com pedido de apoio, foi o suficiente para mobilizar a comunidade. Maquiadores e fotógrafos voluntários se juntaram à iniciativa de duas médicas do Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB) em torno de um objetivo comum: proporcionar momentos de alegria às pacientes em tratamento contra o câncer de mama naquele hospital.

    O resultado se materializou por meio da exposição Quando você foi feliz pela primeira vez?, que retrata a reação espontânea de 11 mulheres ao responder a essa pergunta. A abertura ao público foi na sexta-feira, 5, na Unidade de Oncologia do hospital. 

    “O objetivo é levar bem-estar às pacientes e conscientizar as pessoas de que o tratamento é sofrido, mas cheio de coisas boas também”, afirma a médica residente da mastologia, Thereza Racquel Nogueira, dona do perfil no Instagram em que o pedido foi publicado. “A intenção era fazer uma homenagem diferente, que fosse especial e mostrasse personalidade, força e inspiração, sob uma perspectiva mais humana e sensível”, avalia a médica oncologista do HUB, Ludmila Thommen.

    A data da cirurgia, o início da quimioterapia, uma viagem, o apoio da família. O primeiro momento feliz depois de receber o diagnóstico é diferente e único entre as pacientes. Para Claudia Belchior da Silva, de 54 anos, foi a notícia de que teria mais um neto. “Me trouxe muita força. Não penso mais em doença, só em viver”, revela ela, que é modelo plus size e ministra palestras para ajudar outras mulheres em tratamento.

    O sorriso estampado na foto de Maria Francisleide pouco representa a reação dela quando recebeu o diagnóstico. “Foi como receber a sentença de morte”, conta. Durante a sessão de fotos, no entanto, esse sentimento ficou para trás. “Tirou o foco do tratamento e resgatou a alegria e beleza da vida”, diz. Izabel Maria de Oliveira, de 28 anos, ainda amamentava o filho quando descobriu a doença. “Foi muito importante participar das fotos, porque eu estava triste e com medo, mas a equipe toda do HUB pega na nossa mão e nos puxa para cima”, conta ela.

    As fotos foram registradas no Parque da Cidade, em Brasília. “Tivemos total liberdade criativa para criar o conceito da exposição, e foi emocionante. Entre uma foto e outra, a gente tinha que pausar para chorar”, declara o fotógrafo Guilherme Tonelli. “Essa experiência vai ficar comigo para sempre, como conscientização e lição de vida, de que apesar de tudo, você pode ser feliz”, acrescenta a fotógrafa Bárbara Martins de Paiva.

    A chefe da Divisão de Gestão do Cuidado, Micheline Meiners, representou a superintendente Elza Noronha, na abertura da exposição. “Além de ser uma comemoração, também é uma atividade de educação em saúde para diminuir o tabu e o preconceito que existe em torno da doença”, afirma. A exposição integra a programação do HUB para o Outubro Rosa, mês dedicado à prevenção do câncer de mama. Permanece aberta ao público até 26 de outubro, na Unidade de Oncologia (Unacon) do hospital.

     Confira a página da exposição.

    Assessoria de Comunicação Social

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