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Educação tecnológica

Instituto ajuda postos na adequação à lei ambiental

  • Segunda-feira, 29 de junho de 2009, 14h39

Coleta de amostras perto da estação ecológica: níveis de toxicidade, em 2007, eram até 64 vezes superiores ao permitido (Foto: Divulgação/Setec)Pesquisa realizada pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina desde 2007 permitiu a adequação de postos de combustíveis de Florianópolis às normas sobre o destino de material poluente. O estudo foi feito em 20 postos por meio de acordo de cooperação com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).


A pesquisa foi feita em região próxima à Estação Ecológica de Carijós, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. A principal preocupação era o despejo, pelos postos, de óleo automotivo, solventes e detergentes na água e no solo. Foram encontrados níveis de toxicidade até 64 vezes acima do permitido nas amostras de água colhidas perto dos sistemas de tratamento dos efluentes.


“As substâncias não são biodegradáveis e em algum momento entram em contato com os organismos da estação”, disse a coordenadora da pesquisa, Débora Monteiro Brentano, professora do curso técnico em meio ambiente do campus de Florianópolis. “Estudos mostram que eles podem causar câncer.”


Na primeira etapa da pesquisa, em janeiro de 2007 — além da professora, participaram quatro alunos do instituto, que receberam bolsas do Ministério do Meio Ambiente —, foram encontrados níveis de toxicidade até 16 vezes acima do permitido. Dos 18 postos analisados, 12 apresentavam sistema de tratamento de efluentes fora dos padrões exigidos por lei. Nenhum deles tinha licença para funcionar. Os dados foram repassados ao Ibama, que notificou os postos.


Melhora — A segunda coleta de amostras, em abril do mesmo ano, mostrou situação um pouco melhor, mas ainda preocupante. Dos 18 postos, nove não melhoraram o sistema de tratamento e um não tinha o sistema. Aqueles que não se adequaram foram multados e proibidos de funcionar.


A terceira e última coleta, em março deste ano, mostrou que a ação foi bem-sucedida. Dos 20 postos analisados, apenas um não atendia a legislação por não ter participado das etapas anteriores da pesquisa. “Foi um trabalho de pesquisa associado ao órgão fiscalizador que deu um resultado muito bom”, resumiu Débora.


Segundo a professora, a cooperação gera retorno à comunidade e ao meio ambiente. “A instituição de ensino que não fica encerrada em si mesma permite cumprir com seu verdadeiro papel, que é colocar o conhecimento a serviço da sociedade”, destacou.

Assessoria de Imprensa da Setec

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