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Ministro faz apelo a reitores sobre adesão ao novo Enem

  • Terça-feira, 28 de abril de 2009, 13h26

O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou nesta terça-feira, dia 28, da reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Ao falar das mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), propostas pelo Ministério da Educação para mudar o formato do vestibular, o ministro considerou legítima a preocupação com a questão regional. Observou, porém, que ela não deve ficar acima dos debates sobre a reestruturação dos currículos do ensino médio, a racionalização do processo de transição da escola para a universidade e a democratização do acesso à educação superior.


Haddad falou sobre o novo Enem na reunião com os reitores : 'Não podemos obrigar as universidades a adotar um vestibular unificado, mas o modelo proposto é muito flexível' (Foto: Wanderley Pessoa)“A mobilidade dos estudantes pelo país, com a nova proposta de vestibular, é desejável, mas sabemos que será a exceção, não a regra” destacou Haddad. “Não podemos colocar uma camisa de força no sistema e obrigar as universidades a adotar um vestibular unificado, mas o modelo proposto é muito flexível, com quatro possibilidades largas o suficiente para que as instituições possam aderir a pelo menos uma delas.”


Além disso, segundo o ministro, a questão da regionalização só afeta um dos formatos propostos para a utilização do Enem como seleção — alusão ao modelo que usa o sistema de seleção unificada.


Haddad anunciou recentemente as formas possíveis de utilização do novo Enem como ferramenta de ingresso na educação superior:

  • Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line. O aluno pode simular inscrições em até cinco universidades ou cursos
  • Como primeira fase
  • Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular
  • Combinado com o vestibular da instituição.


Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média com a nota do vestibular.

O ministro enfatizou a vantagem de as instituições aderirem ao terceiro formato proposto, que acabaria com as vagas remanescentes. “Foge à razoabilidade não aderir a esse modelo e assim deixar vagas ociosas na universidade”, disse. “Ocupada ou não, o dinheiro daquela vaga está sendo investido pelo Estado naquela universidade.” Segundo ele, é alto o custo de fazer um processo seletivo só para preencher as vagas remanescentes.


Ensino médio — Na reunião, o ministro deixou ainda um pedido aos reitores. “É preciso sacramentar um rumo para nossas ações dentro do debate das mudanças no vestibular, levando em conta todas as questões — quando participar, qual o modelo, se a universidade pode estudar a mudança de formato para o ano que vem”, destacou. “Mas a preocupação deve ser, principalmente, com o ensino médio.”


Ao comparar o exame e a Prova Brasil, o ministro observou que o vestibular, hoje, não tem uma base comum. “A partir da criação de um exame instigante, interessante e envolvente, queremos causar, no ensino médio, o impacto que teve a Prova Brasil na organização do trabalho em sala de aula”, disse. “Queiramos ou não, o rito de passagem entre o ensino médio e a educação superior é pautado pelo vestibular tradicional. Se tivermos uma matriz de referência para nortear a reforma do currículo do ensino médio, isso vai facilitar enormemente o trabalho das secretarias estaduais de educação.”


Haddad disse esperar que reitores e secretários estaduais montem essa matriz de referência e promovam a reformulação no Enem voltada para tal fim.

Luciana Yonekawa

Ouça a entrevista do ministro Fernando Haddad

*Republicada com correção de informação

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