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Setembro Amarelo

Hospitais e escolas participam de campanha de prevenção

  • Terça-feira, 26 de setembro de 2017, 19h17
  • Última atualização em Terça-feira, 26 de setembro de 2017, 19h17

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o suicídio é a única causa de mortalidade que não teve redução no número de casos nos últimos 50 anos. Porém, mesmo que o assunto ainda seja tabu, a divulgação de informações sobre o tema é uma das principais formas de combater o problema. A campanha Setembro Amarelo, criada em 2014 pelo Centro de Valorização da Vida (CVV), tem o intuito de conscientizar sobre a prevenção do suicídio, com o objetivo de alertar toda a população sobre o assunto.

Os dados são alarmantes. Segundo o CVV, 32 brasileiros se suicidam por dia no país, taxa superior às mortes causadas por câncer e Aids. De acordo com a OMS, nove em cada dez casos poderiam ser prevenidos. E, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 e 29 anos de idade, com mais de 800 mil casos por ano em todo o mundo.

Para tentar combater esse problema de saúde pública, é possível contar com o auxílio de 28 hospitais universitários filiados à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), estatal vinculada ao Ministério da Educação. Os hospitais se concentram nas cinco regiões do país e oferecem tratamento psicossocial com equipes multiprofissionais que envolvem médicos psiquiatras, psicólogos e terapeutas. Para iniciar o acompanhamento, é preciso buscar a Unidade de Saúde Básica mais próxima e, após uma triagem, ser encaminhado para alguns dos hospitais que faz o tratamento. 

“Segundo a Organização Mundial de Saúde, é possível prevenir o suicídio, desde que, entre outras medidas, os profissionais de saúde de todos os níveis de atenção estejam aptos a reconhecer os fatores de risco presentes, a fim de determinar medidas para reduzir tal risco”, afirma o psiquiatra Valdir Campos.

O médico faz um alerta quanto a mudanças de comportamento em relação aos jovens. “A associação de sentimentos de desamparo com abuso de álcool e outras drogas pode ser letal. Por outro lado, as escolas e a comunidade devem promover a saúde, com campanhas que visem desconstruir estigmas e tabus em relação ao suicídio, além de criar grupos de mútua ajuda e outras medidas para aumentar os laços sociais na comunidade.”

Escolas – O assunto também deve ser debatido nas escolas, já que boa parte dos incidentes ocorrem na faixa etária escolar. Algumas já aderiram à campanha Setembro Amarelo. Exemplo disso é a escola Adolpho Konder, situada na cidade de Blumenau (SC), que promove ações sobre o tema desde 2016.

As professoras responsáveis pelo projeto, Érica Fernanda Monteiro e Mônica Lucas, contam que, por meio da ação, vários estudantes passaram a relatar problemas relacionados ao tema e a buscar junto à escola mais informações sobre como ajudar uma pessoa com propensões suicidas. Elas acreditam que, como se trata de uma mudança comportamental, o resultado se dá a longo prazo.

Tanto as turmas de ensino fundamental quanto médio participaram da campanha. Além de terem acesso a vídeos, palestras, discussões e informativos, os estudantes participaram da simbólica pintura de pontes na cidade com a cor amarela. “O envolvimento dos estudantes foi primordial para que o projeto ocorresse. Apesar de ainda ser uma temática tabu, a recepção da proposta despertou muito interesse, visto que raramente a educação trata do assunto”, conta a professora Mônica.

Assessoria de Comunicação Social 

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