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Alfabetização de jovens e adultos

Bons exemplos que vêm das regiões Nordeste e Norte

  • Quarta-feira, 16 de dezembro de 2009, 17h04
  • Última atualização em Quarta-feira, 16 de dezembro de 2009, 17h04
Entre os estados que têm maior número de municípios prioritários - aqueles que tiveram Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) abaixo da média nacional de 3,8 pontos em 2005 e 4,2 em 2007 -, Piauí, Pernambuco, Ceará e Amazonas se destacam na forma de conduzir o programa Brasil Alfabetizado.

No Piauí, dos cerca de 100 mil jovens e adultos que ingressaram no programa em 2008 e 2009, aproximadamente 90 mil passaram por consulta oftalmológica e, destes, 60 mil devem receber óculos do projeto Olhar Brasil, em 2010. Mesmo sem um levantamento estatístico nacional, a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação considera que os problemas de baixa visão estão entre os entraves da alfabetização de adultos.

O Olhar Brasil é um projeto emergencial desenvolvido pelos ministérios da Educação e da Saúde de avaliação oftalmológica de alunos do Brasil Alfabetizado das regiões Nordeste e da Amazônia Legal (os sete estados da região Norte e Mato Grosso).

Em Pernambuco, os destaques são a ampliação do tempo de alfabetização e a iniciação profissional. Mauro Silva explica que a secretaria de educação do estado trabalha na alfabetização durante oito meses e nos dois meses seguintes jovens e adultos recebem iniciação profissional e reforço na escrita e na leitura. Os resultados indicam maior motivação e melhor aprendizado.

O desenho do Brasil Alfabetizado no Ceará se diferencia pela divisão de tarefas. A secretaria estadual de educação é responsável por alfabetizar jovens e adultos dos movimentos sociais da cidade e do campo e as comunidades pesqueiras distribuídos pelo estado. Cabe aos municípios alfabetizar os demais.

No Amazonas, a gerência do programa é o ponto importante. Segundo Mauro Silva, a secretaria de educação fez parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) para administrar etapas do Brasil Alfabetizado.  Além de criar o calendário das aulas, segundo as exigências geográficas do estado, também cabe à universidade acompanhar o andamento da alfabetização, a formação continuada dos professores e a avaliação dos adultos. A boa gerência, diz Silva, valeu à secretaria de educação a Medalha Paulo Freire 2009, que reconhece boas práticas de alfabetização.

Ionice Lorenzoni

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