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Educação de jovens e adultos

Tarso Genro participa da formatura do Brasil Alfabetizado em SP

  • Quarta-feira, 04 de maio de 2005, 16h56
  • Última atualização em Sexta-feira, 11 de maio de 2007, 08h18

O ministro da Educação, Tarso Genro, representará o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quinta-feira, 5, em São Paulo, na formatura dos alfabetizandos do Instituto do Trabalho Dante Pellacani da Confederação Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB). Ao todo, foram alfabetizados 67.130 alunos de 11 regiões do país, por meio do programa Brasil Alfabetizado, do MEC, em parceria com a CGTB, a Confederação das Mulheres do Brasil (CMB) e o Congresso Nacional Afro-Brasil (CNBA).

Segundo o coordenador do programa na CGTB, Jorge Venâncio, o Brasil Alfabetizado, que vem sendo desenvolvido desde maio de 2004, apresentou baixo índice de evasão, em razão do método de trabalho empregado, onde o aluno torna-se o centro do aprendizado. Para ele, iniciativas como essas são vencedoras: "Demonstram que o Brasil tem todas as condições de vencer o analfabetismo e que a sua erradicação está próxima", afirma.

O Brasil Alfabetizado é uma grande conquista. Com a sua implantação, a alfabetização deixou de ser campanha e passou a ser política pública. Assim, o governo reserva, anualmente, recursos para reduzir o número de analfabetos e garantir a educação como direito de todos.

Sucesso - Os números mostram o sucesso do programa: em 2003, 1,6 milhão de pessoas passaram por ele e orçamento foi de R$ 168 milhões. Em 2004, os recursos foram da ordem de R$ 172 milhões e 1,7 milhão de pessoas foram atendidas, superando a meta de beneficiar 1,6 milhão de brasileiros. Para este ano, são R$ 220 milhões para atender 2,2 milhões de pessoas. De acordo com dados do Censo 2000 do IBGE, o Brasil tem 16 milhões de analfabetos.

Além disso, os alfabetizadores têm atuado como parceiros na divulgação da importância do registro civil, fortalecendo e estimulando a promoção dos direitos dos cidadãos. Outra novidade foi a pactuação com estados e municípios, que hoje detêm 62% dos convênios. Até 2003, a participação dos estados e municípios não tinha prioridade e a alfabetização era feita principalmente por organizações não-governamentais, o que não garantia a continuidade de estudos na Educação de Jovens e Adultos (EJA).

A continuidade dos estudos é uma das principais preocupações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad/MEC), responsável pelo Brasil Alfabetizado e também pela EJA. "A alfabetização é a porta de entrada no mundo dos estudos", afirma o titular da Secad, Ricardo Henriques. "A articulação entre o Brasil Alfabetizado e a EJA é essencial para sanarmos a dívida histórica que temos com milhões de brasileiros que não tiveram a oportunidade de freqüentar as escolas na infância e adolescência", completa.

Repórter: Cristiano Bastos

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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