Portal do Governo Brasileiro
Ir direto para menu de acessibilidade.
Página inicial > Todas as notícias > Para ministro, ensino médio reflete a formação deficiente
Início do conteúdo da página
Educação de jovens e adultos

Ações do Proeja em exibição no Palácio do Planalto

  • Sexta-feira, 03 de março de 2006, 09h31
  • Última atualização em Quinta-feira, 17 de maio de 2007, 10h39

Foto: Tereza SobreiraO Ministério da Educação inaugurou na segunda-feira, dia 6, no Palácio do Planalto, exposição de painéis que retratam experiências do Programa de Integração da Educação Profissional ao Ensino Médio na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (Proeja). Criado pelo Decreto nº 5.478, 24 de junho de 2005, o programa oferece a jovens e adultos educação profissional técnica integrada ao ensino médio.

A idéia é apresentar o programa, executado pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC) em parceria com escolas das redes federal e estadual de educação tecnológica e também com o Sistema S (Senai, Sesi, Senac, Sesc, Senar, Sest, Senat, Sescoop e Sebrae). A mostra apresenta 20 painéis, com relatos de experiências vivenciadas por escolas de Campos (Rio de Janeiro), Bananeiras (Paraíba) e Boa Vista (Roraima). A exposição termina no dia 16 próximo.

De acordo com o secretário de educação profissional e tecnológica, Eliezer Pacheco, a formação tem que ser integral. “O público do programa atende desde trabalhadores sem o ensino médio até aqueles sem a formação profissional formal”, salientou. Para isso, os cursos podem ser integrados, concomitantes ou subseqüentes, com carga horária de 1,6 mil horas para cursos de formação inicial e continuada e de 2,4 mil horas para os técnicos. A meta do Ministério da Educação é beneficiar, até 2007, cerca de 30 mil trabalhadores acima de 18 anos que tiveram suas trajetórias escolares interrompidas ou descontinuadas.

Experiências — No Colégio Agrícola Vidal de Negreiros, de Bananeiras, uma parceria entre o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a Universidade Federal da Paraíba (UFPB) forma estudantes dos assentamentos do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em Campos, o Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) oferece ensino médio integrado ao curso de eletrotécnica. A região responde por mais de 80% do petróleo nacional. Apesar disso, tem baixos índices de desenvolvimento social. Em Boa Vista, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Roraima promove um curso técnico integrado de edificações.

O grande número de pessoas que buscam se capacitar em programas dirigidos a jovens e adultos resulta das altas taxas de abandono na educação básica: 12% no ensino fundamental regular e 16,7% no ensino médio. As taxas de distorção em idade e série também são elevadas — 39,1% no ensino fundamental e 53,3% no ensino médio.

Repórter: Rodrigo Farhat

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
X
Fim do conteúdo da página