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Educação profissional e tecnológica

Fontes renováveis de energia em debate

  • Sexta-feira, 10 de agosto de 2007, 09h42
  • Última atualização em Sexta-feira, 10 de agosto de 2007, 12h52

Florianópolis — Pesquisas apresentadas na 1ª Jornada da Produção Científica da Educação Profissional e Tecnológica da Região Sul, em Florianópolis, apontam alternativas para garantir o acesso a serviços essenciais, como a energia para milhares de brasileiros. Dados do governo federal indicam que cerca de 12 milhões de pessoas — mais de dez milhões  no campo — moram em casas sem luz elétrica.

Dispostos a contribuir para a solução do problema, alunos e professores do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Pelotas, Rio Grande do Sul, desenvolveram estudos sobre o uso de sistemas descentralizados fotovoltaicos (transformação de luz solar em energia) para atender propriedades rurais. “Uma parcela expressiva de brasileiros mora em locais sem estrutura para a ligação de rede elétrica. Daí a importância de se pesquisar fontes alternativas”, explica o professor Lúcio Almeida Hecktheuer, da equipe que desenvolveu o estudo e a implantação de sistema de energia solar em uma residência do município gaúcho de Morro Redondo.

Formada por cinco pessoas, a família sempre viveu sem energia elétrica, até ser atendida pelo projeto. A casa era iluminada por lampião e a água, carregada em balde. Com o apoio financeiro da Companhia Estadual de Energia Elétrica, o Cefet desenvolveu e implantou na casa um sistema solar. Bomba para puxar água, geladeira e luz passaram a fazer parte do cotidiano da família. Segundo Hecktheuer, o uso de sistemas solar e eólico (geração de energia do vento) para a captação de energia pode reduzir o custo em até 60% e contribuir com a preservação ambiental, pois restringe a necessidade de construir barragens e reduz as terras alagadas.

A promoção das jornadas integra a política nacional do governo federal para fortalecer e consolidar a educação profissional e tecnológica no País. “Esses eventos são importantes para dar visibilidade ao que se produz na rede federal de educação profissional e mostrar a contribuição que ela pode dar para o desenvolvimento e a inovação”, ressalta Moisés Domingos Sobrinho, diretor de desenvolvimento e programas especiais da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC).

O primeiro encontro nacional foi realizado no ano passado, em Brasília. Este ano, já ocorreram etapas nas regiões Nordeste e Centro-Oeste. A jornada de Florianópolis, que se encerra nesta sexta-feira, conta com a participação de dez estados e apresentação de mais de 400 trabalhos. Sob temas ambientais, como água, fontes de energia renováveis, reciclagem de lixo, reaproveitamento e tratamento de resíduos, foram apresentados 64 estudos. 

Stela Rosa

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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