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Educação superior

Universidades promovem inovações

  • Quarta-feira, 14 de janeiro de 2009, 15h28
  • Última atualização em Quinta-feira, 15 de janeiro de 2009, 14h01

Receber formação geral sobre temas como a sociedade, o meio ambiente, a diversidade, as relações políticas, por um período de seis meses a dois anos, são algumas novidades que estudantes de universidades federais de 17 estados começam a experimentar este ano. As inovações fazem parte dos projetos acadêmicos de 26 das 53 instituições de ensino superior participantes do Reuni, programa de investimento na reestruturação das universidades mantidas pelo governo federal.

De acordo com Rodrigo de Araújo Ramalho Filho, coordenador-geral de expansão e gestão da rede de universidades federais da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação, as mudanças mostram que as instituições estão observando as dinâmicas mundiais onde a formação rígida perde espaço. Hoje, explica, o profissional precisa fazer formação contínua dentro da sua área, voltar à universidade para se aprimorar, daí a necessidade do estudante ter uma visão mais ampla desde o ingresso na educação superior.

Ao analisar o que as 26 universidades se propõem a fazer em termos de inovação, Rodrigo Ramalho Filho classificou os projetos em cinco tipos, a duração deles em períodos de seis meses a dois anos e percebeu que, nem sempre, todos os cursos participarão da mudança. A Universidade Federal do ABC (UFABC), com sede em Santo André (SP), é um exemplo de inovação. Instituição com menos de cinco anos e centrada na formação tecnológica, a UFABC adotou o bacharelado interdisciplinar de dois anos para todos os cursos. Nas universidades que oferecem cursos em muitas áreas do conhecimento, reconhece Rodrigo Ramalho Filho, é mais difícil promover mudanças amplas.

Os projetos se dividem em: formação em ciclos, em que são abordados os conhecimentos gerais e intermediários antes de entrar nas disciplinas do curso; formação básica comum para todos os cursos de graduação; formação básica na área específica, como no caso dos cursos da saúde, em que todos os estudantes fazem um ou dois semestres comuns; bacharelados interdisciplinares, que abordam uma ou mais das grandes áreas, como, por exemplo, ciências, humanidades, artes, saúde, ciências exatas, e bacharelados com itinerários formativos.

As universidades federais que apresentaram esse tipo de projeto são: de Tocantins (UFTO), Alagoas (UFAL), Maranhão (UFMA), Mato Grosso do Sul (UFGD), Amazonas (UFRAM), Piauí (UFPI), São Paulo (Unifesp), Pernambuco (UFRPE), Rio de Janeiro (UFRRJ), Mato Grosso (UFMT), Bahia (UFBA e do Recôncavo Baiano), Rio Grande do Norte (UFRN e Rural do Semi-Árido), Goiás (UFGO), Ceará (UFCE), Distrito Federal (UnB), Rio Grande do Sul (Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre) e de Minas Gerais (UFMG, Juiz de Fora, Alfenas, Viçosa, São João Del Rei, Lavras, Itajubá, Vales do Jequitinhonha e Mucuri).

Impacto – Além das inovações acadêmicas que começam a ser colocadas em prática este ano (o pacto do Reuni foi assinado em março de 2008 por 53 instituições), outros resultados do programa já podem ser contabilizados. O principal deles, diz Ramalho Filho, é o impacto nos cursos noturnos. Dos cursos noturnos existentes antes do Reuni, 58% deles aumentaram as vagas nos vestibulares de 2008 para ingresso em 2009. Nas licenciaturas, o acréscimo de vagas foi de 27%.

Ionice Lorenzoni

 *Republicada com acréscimo de informações

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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