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Pandemia e pesquisa

UFPA realiza estudo sobre capacidade de proteção de máscaras de tecido

  • Quarta-feira, 29 de abril de 2020, 11h56
  • Última atualização em Quarta-feira, 29 de abril de 2020, 11h56

Eficiência do equipamento pode variar conforme o material


A Universidade Federal do Pará (UFPA) realizou um estudo para identificar a eficácia da proteção de máscaras faciais feitas em casa contra o coronavírus por meio da comparação com as máscaras médicas cirúrgicas. A iniciativa se deu por conta do aumento do uso do material como alternativa para evitar o contágio na pandemia.

O projeto, do Instituto de Ciências da Saúde da universidade, apontou que as máscaras de tecido são indicadas para a população em geral que necessita se proteger dentro de casa ou ao circular em algum espaço público. A análise mostrou, porém, que por terem menor eficiência quando comparadas às cirúrgicas, não são indicadas como alternativa eficaz para os profissionais da saúde.

Segundo o professor David Normando, coordenador da pesquisa, os tecidos mais adequados para a confecção de máscaras de pano caseiras são: saco de aspirador, pano de prato e sarja. Os que devem ser evitados, de acordo com o docente, são os cachecóis ou lenços. Estes apresentam alta penetração de partículas.

O pesquisador explicou que as máscaras de tecido podem continuar sendo utilizadas como uma alternativa, mas é necessário ficar atento ao material utilizado para a confecção, assim como aos requisitos de limpeza e a lavagem da máscara. Alguns cuidados devem ser tomados para evitar danos progressivos ao tecido e garantir uma maior durabilidade e proteção.

Ainda de acordo com o estudo, é necessário a realizar urgentemente mais pesquisas clínicas para testar diferentes tecidos para que a população consiga ficar ainda mais informada sobre qual é o material mais adequado para se proteger melhor.

Sobre a pesquisa – Toda a análise foi resultado de um estudo realizado pelo grupo de pesquisa coordenado pelo professor David Normando. Além de alunos, participaram da revisão a professora Rita Medeiros, da UFPA, e os professores Carlos Flores-Mir, do Canadá, e Nikolaos Pandis, da Grécia. O trabalho também está em revisão no International Journal of Epidemiology.

Assessoria de Comunicação Social, com informações da UFPA

Assunto(s): ufpa , coronavírus
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