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Ações internacionais

Grupo internacional impulsiona projeto da Universidade do Mercosul

  • Sexta-feira, 01 de dezembro de 2006, 12h31
  • Última atualização em Quarta-feira, 23 de maio de 2007, 09h18

A integração educacional entre países do Mercosul ganha impulso extra com o grupo de alto nível formado durante o 3º Fórum Educacional dos países do bloco, realizado em novembro, em Belo Horizonte. Integrado por especialistas e autoridades de educação dos países da região, o grupo vai elaborar um projeto cujo desafio maior é tirar do papel a Universidade do Mercosul.

O projeto multicampi possibilitará a formação conjunta dos alunos, com foco na integração. “No lugar de reunir conhecimentos apenas sobre a agricultura do Brasil, o aluno vai aprender quais são os diversos tipos de solo dos países do bloco”, disse o chefe da Assessoria Internacional do MEC, Alessandro Candeas. O exemplo pode ser estendido a todas as áreas do conhecimento, como ciências humanas e sociais, tecnológicas, agrárias e ecológicas, de saúde e artísticas. “O aluno que se formar médico em uma das instituições da integração pode se tornar especialista em doenças típicas da América Latina”, afirmou Candeas.

Mais do que criar uma única universidade para atender os países participantes, será desenvolvida uma rede, na qual cada país aproveitará a infra-estrutura já existente — em universidades, faculdades ou cursos — ou criará instituições de ensino superior. No caso do Brasil, serão aproveitadas as instalações dos novos campi da expansão universitária, especialmente nas regiões fronteiriças. Em território nacional, devem começar a funcionar 13 pólos no segundo semestre de 2007.

Outra vantagem do estudante que optar por tal formação será a validade do diploma em todos os países do Mercosul e a formação bilíngüe. As aulas serão dadas tanto em português quanto em espanhol, e o projeto pedagógico privilegiará o intercâmbio de alunos e professores. Candeas destaca a necessidade de se manter padrões de qualidade internacionais já atingidos pelo Brasil e de se adaptar os currículos à legislação de cada país e às demandas comuns. Todos esses requisitos estão sendo estudados pelo grupo de alto nível, que apresentará os resultados de seu trabalho no próximo Fórum Educacional do Mercosul, em junho de 2007, em Assunção.

Fronteira — A integração regional já é realidade para muitos alunos da educação fundamental. São cerca de dois mil estudantes, de dez escolas brasileiras, que fazem parte de um projeto de educação intercultural com outras dez escolas vizinhas na Argentina.

Duas vezes por semana, há intercâmbio de professores entre escolas dos dois países. O modelo de ensino adotado permite a aproximação cultural, com ênfase no ensino bilíngüe. “Inicialmente, as crianças têm aulas lúdicas, com jogos e atividades orais para despertar o interesse pelo idioma e pela cultura do vizinho”, explicou Candeas. Segundo ele, para que a integração seja efetivada a longo prazo, é fundamental que o aluno viva a aproximação regional desde cedo. Lançado em 2005, o projeto deve ser ampliado no ano que vem, com a oferta do ensino médio.

Maria Clara Machado

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Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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