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Computador ajuda a qualificar operários

  • Quarta-feira, 01 de junho de 2005, 07h11
  • Última atualização em Terça-feira, 12 de junho de 2007, 05h56

Um software para capacitação de operários da construção civil foi apresentado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), que pretende usar o programa também promover a inclusão digital desses trabalhadores. Especificamente, o software é usado para treinar profissionais a montar sistemas hidráulicos residenciais.

“Minha intenção, ao desenvolver o trabalho, era a de comprovar que o computador pode servir de ferramenta para o treinamento de pessoas analfabetas”, explicou o pesquisador Amadeu Sá de Campos Filho, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), autor de dissertação de mestrado que levou à idealização do programa. “Identifiquei elementos como linguagem e fatores ambientais capazes de influenciar no aprendizado”, revelou Campos Filho. “Algumas coisas têm nomes técnicos, mas no canteiro de obras ganham denominações diferentes. Além disso, há o regionalismo.”

Ao mesmo tempo em que ensina, o programa também diverte, pois foi desenvolvido como se fosse um jogo para transmitir descontração ao aluno. Conta, ainda, com um professor virtual, um mestre-de-obras que conversa e interage com o usuário, ensinando-o, passo a passo, a montar o sistema. “Os alunos saem animados e ganham outra qualidade de vida à medida que são instigados a aprender”, disse. “Por isso, acredito no treinamento e na capacitação de pessoas de baixa escolaridade em um ambiente virtual.”

Programa — O programa é dividido em módulos. O primeiro destina-se, basicamente, a ensinar os usuários a mexer no computador e realizar as funções necessárias para o cumprimento das tarefas. Nos demais, evolui-se para a construção do sistema hidráulico até que, no final do curso, os alunos estejam aptos a montar o sistema na vida real.

O treinamento para utilização do software foi realizado com 20 usuários, homens e mulheres, entre 18 e 35 anos, semi-analfabetos e analfabetos funcionais. Segundo o pesquisador, o programa se mostrou tão eficiente quanto o método in loco, utilizado em sala de aula. Além disso, os custos ficaram até 30% menores em relação ao método tradicional.

Estudo comparativo entre o ensino baseado no programa e o ministrado pelos professores conclui que ambos apresentam grau de dificuldade semelhante. Portanto, a iniciativa da Escola Politécnica não se sobrepõe aos demais métodos, mas ajuda na promoção da educação.

 Repórter: Sonia Jacinto, com informações do Universia Brasil

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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