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Trilhas da Educação

Curso preparatório para o Encceja mobiliza pessoas em situação de vulnerabilidade no DF

  • Sexta-feira, 28 de junho de 2019, 10h34
  • Última atualização em Sexta-feira, 28 de junho de 2019, 14h50

Estar em sala de aula é um momento especial para quem vive na rua ou enfrenta uma rotina um tanto vulnerável. Na cidade de Taguatinga, a 21 quilômetros do centro de Brasília, um curso preparatório para as provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) — marcadas para agosto — acolhe um público bem variado.

O Encceja é um exame para jovens e adultos que não tiveram oportunidade de concluir os estudos na idade apropriada. É a chance para que os candidatos garantam o certificado do ensino fundamental ou médio.

As aulas são realizadas no Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop). Um grupo de 25 pessoas participa da iniciativa. As aulas ocorrem duas vezes por semana e duram cerca de uma hora e meia.

Flávio Alef Souza está entre os que participam do projeto. Com 21 anos, está na rua desde os 17. Ele fala sobre a vontade de seguir adiante, ao lado da família. “Estou aí, tentando estudar e voltar para a escola, para recuperar a minha família, né. Ter uma vida normal, sem usar droga, poder trabalhar, acordar cedo”, afirmou.

Para o professor de português Luciano Paiva, o projeto motiva para o estudo e ajuda as pessoas a voltar a fazer planos e a desejar de fato uma mudança de vida. “A gente está aqui para incentivá-los a voltar a estudar porque a maioria deles sequer concluiu o primeiro grau (...) Poder contribuir por meio da leitura, por meio estudo, a gente consegue romper esse ciclo no qual eles estão inseridos”, disse o docente.

Para muitos, a oportunidade é um verdadeiro recomeço. Édila Ferreira, de 25 anos, lembra da superação do vício das drogas, que a fez abandonar a escola aos 16. Agora ela planeja conseguir o diploma do ensino fundamental. Mesmo com um bebê de dois meses, tem frequentado as aulas.

“Eu tinha que trabalhar aí não teve mais como estudar por isso que eu fiquei em situação de rua porque conflitos com a família e também, infelizmente, o uso de drogas. Mas hoje em dia eu já estou em casa, com a minha família. Está tudo bem. Estou fora do uso, graças a Deus. [Desejo] dar uma vida melhor para os meus filhos, inclusive estou trazendo meu bebê ainda pra aula porque a gente se empenha mais pra poder se sair bem na prova”, afirmou.

A subsecretária de Assistência Social do governo do Distrito Federal, Daniella Ginkins, acredita que a iniciativa, aliada a demais ações locais, tem colaborado no acolhimento das pessoas que vivem na região. “Com o incentivo que vem do governo federal, do MEC e de outras áreas, a gente consegue fazer com que os programas sejam potencializados e a gente consegue ter um retorno, um engajamento muito grande também da comunidade nessas iniciativas”, explicou.

As provas do Encceja estão agendadas para o dia 25 de agosto em 611 municípios brasileiros. Quase três milhões de pessoas se inscreveram para esta edição do exame.

Saiba mais – A história do curso preparatório para o Encceja é o tema da edição desta sexta-feira, 28 de junho, do programa Trilhas da Educação, da Rádio MEC.

Assessoria de Comunicação Social

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