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  • Estudantes do Ceará criam projeto inovador de aquário automatizado

    Cuidar de um aquário a distância, por meio de um aplicativo, com direito a monitoramento da qualidade da água e do nível de oxigênio. A ideia é de dois estudantes do campus de Aracati do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). O projeto está em fase de finalização e os jovens já estão desenvolvendo planos para o uso.

    Os estudantes George Lincoln e Gabriel Rodrigues reuniram os conhecimentos adquiridos nos cursos de bacharelado em ciência da computação e aquicultura, respectivamente. A intenção é garantir condições ideais para os peixes sem que o dono do aquário precise fazer tudo manualmente.

    Além de atender pessoas que criam peixes como animais de estimação, o projeto também poderá ser útil para criadores comerciais que atuam na região. A orientadora do trabalho, professora Carina Oliveira, que dá aula no curso de ciência da computação, conta que a ideia surgiu a partir da aquisição de equipamentos a serem utilizados em uma feira tecnológica.

    Carina explica que o objetivo da ação interdisciplinar é desenvolver um equipamento de baixo custo para automatizar aquários. Quando finalizado, deverá fazer parte da incubadora de empresas do IFCE. “Tudo o que estamos fazendo pode ser utilizado nos viveiros de camarão que a gente tem na região, por exemplo, só que em uma escala maior”, explica a professora.

    O estudante de ciência da computação George Lincoln conta que ele e o colega Gabriel pensaram no que seria necessário para automatizar um aquário a partir dos equipamentos disponíveis no próprio IFCE. George chegou a participar de eventos, como feiras de ciência e tecnologia, para se inspirar.

    “Nosso intuito é automatizar tudo no aquário, para que você possa sair de casa e saber, ter confiança, que nenhum peixe vai morrer”, resume George. O projeto também deverá ser testado por algum criador interessado. O protótipo do aquário já está disponível para visitação do público no IFCE em Aracati.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Autorizada a construção do novo campus Maranguape, do Instituto Federal do Ceará

    O ministro assinou a ordem de serviço para a retomada da construção do campus de Maranguape e a portaria que autoriza o funcionamento da instituição (Foto: André Nery/MEC)

    Maranguape (CE), 15/12/2017 – A retomada da construção do novo campus Maranguape do Instituto Federal do Ceará (IFCE) foi autorizada pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, nesta sexta-feira, 15. A obra faz parte da terceira fase da expansão da rede federal de educação profissional e tecnológica do Ceará, mas estava paralisada desde fevereiro de 2016. Além da ordem de serviço, Mendonça Filho também assinou a portaria que autoriza o funcionamento do campus.

    “Esse evento marca o reinício de uma obra muito importante para a comunidade e que estava parada desde fevereiro de 2016, mostrando claramente que nós trabalhamos para a educação”, afirmou Mendonça Filho. “Liberar recursos para educação técnica e tecnológica do Ceará é fundamental. Vamos levar adiante as obras paralisadas aqui em Maranguape, para que o município também possa avançar na educação infantil e fundamental”.

    Os serviços do novo campus Maranguape tiveram início em 2013. Porém, a obra nunca foi concluída devido a consecutivos atrasos por parte da empresa contratada, o que culminou na rescisão do contrato e aplicação das sanções previstas. Apenas 20% da construção havia sido concluída. Essa estrutura, já pronta, passará a ser utilizada a partir da assinatura da portaria. 

    O reitor do IFCE, Virgílio Araripe, lembra que sempre recorreu ao MEC para que não ocorresse interrupção do projeto de expansão e de consolidação da rede. “Esse projeto está sendo muito bem abraçado pelo MEC e isso nós estamos sentindo na ponta”, declarou. “Os efeitos positivos de recursos que são destinados à compra de equipamentos. O nosso custeio de 2017 contemplado 100%. Então, nós estamos encerrando o ano de 2017 com todas as nossas atividades atendidas. Não temos uma conta que ficou pendurada. Tudo isso está garantido pelo MEC. ”

    O campus Maranguape começou a funcionar no segundo semestre deste ano. As aulas vinham sendo ministradas em um espaço provisório, dentro de uma escola cedida pela prefeitura. Foram ofertados dez cursos de formação inicial e continuada, para 308 alunos matriculados. Para o primeiro semestre do próximo ano, a expectativa é de que sejam oferecidos 15 cursos, além do técnico em eletrotécnica e da licenciatura em matemática, atendendo, ao todo, 500 estudantes.

    Investimento – A previsão é de que sejam investidos na conclusão do campus Maranguape R$ 7,8 milhões, dos quais R$ 3 milhões já foram repassados pelo MEC em novembro deste ano. Somando o que já foi destinado à obra, o valor total da construção é estimado em R$ 9,8 milhões. Quando concluído, o campus terá 4,2 mil m² de área construída, abrigando dez salas de aula, dez laboratórios, biblioteca, auditório, cantina e ambientes administrativos.

    Mendonça Filho aproveitou para lembrar que o MEC executou, em 20016 e 2017, 100% do custeio previsto no orçamento da União: “Diziam que faltaria dinheiro para os institutos federais. Pois bem, em 2016, nós executamos 100% do custeio que estava previsto no orçamento da União e, neste ano de 2017, nós liberamos de novo 100% de custeio para os Institutos Federais e Universidades Federais”.

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Estudante do IFCE desenvolve aplicativo para identificar casos de dengue e chikungunya


    Arte: ACS/MECO estudante Oton Braga, 23 anos, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), tem desenvolvido em seu projeto de conclusão do curso de ciências da computação um aplicativo que busca auxiliar profissionais da saúde na identificação rápida de casos de dengue e chikungunya. A plataforma reúne casos já registrados de ambas as doenças, na intenção de identificar probabilidades de um novo paciente ter contraído uma ou outra enfermidade, a partir do comparativo de sintomas.

    O protótipo do aplicativo, em fase de testes, utiliza uma base de informações levantada no Recife, uma das cidades que registrou maior número de casos da doença entre os anos de 2015 e 2016. “A primeira etapa foi levantar casos que já aconteceram, para ter uma base de dados e fazer o treinamento do algoritmo de aprendizado. Fiz a seleção desses casos e, com esse modelo gerado, pude construir uma aplicação que consegue, a partir de sintomas, predizer a probabilidade de uma pessoa estar com uma doença ou outra”, explicou Oton.

    O jovem é aluno do campus Aracati do IFCE. O projeto vem sendo desenvolvido no laboratório de redes de computadores da instituição, sob a coordenação do professor Mauro Oliveira. Para o orientador, o aplicativo, que deve ser destinado aos médicos, é de grande potencial e tem atraído outros pesquisadores interessados no tema. “Do ponto de vista acadêmico, estamos muito satisfeitos; é um trabalho científico extraordinário. Nós temos, inclusive, doutorandos envolvidos. Então, está sendo feito a muitas mãos, dentro do contexto de um projeto grande”, afirmou.

    Antes de lançar o projeto para o público, Mauro esclarece que é preciso mais tempo para que o aplicativo seja aprimorado e avaliado pelos profissionais da área da saúde. E Oton reforça que o aplicativo não vai substituir a consulta médica, mas, sim, auxiliar o profissional na tomada de decisões na hora de definir o diagnóstico. “Nós sabemos que há casos de incertezas. A proposta é justamente apoiar a decisão do médico”.

    Para o professor Mauro, o projeto tem ainda o valor de mostrar como a tecnologia e as soluções científicas podem auxiliar no cotidiano, melhorando a vida das pessoas. “O Ceará foi atingido fortemente [pelas doenças transmitidas pelo mosquito] e isso assusta. Então, é natural tentar responder para a sociedade, usando essas ferramentas de inteligência artificial e aprendizado de máquinas, para, aqui do interior do Ceará, ajudar em especial as pessoas mais carentes”, acrescentou.

    O projeto de pesquisa tem o apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), da Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcap) e da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), de Portugal.

    Assessoria de Comunicação Social 

  • Estudante do Instituto Federal do Ceará cria tijolo ecológico em Juazeiro do Norte

    Danilo Lima, aluno de tecnologia do IFCE, atua junto à comunidade local no desenvolvimento de um produto que não agride a natureza e gera renda (Arte: ACS/MEC)Com o objetivo de encontrar meios mais sustentáveis de construção em Juazeiro do Norte (CE), o estudante Danilo Acácio Pereira Lima, do Instituto Federal do Ceará (IFCE), tem dedicado tempo – e já colhido resultados positivos – na criação de soluções. Aluno do curso de tecnologia em construção de edifícios do campus Juazeiro do Norte, o jovem de 28 anos desenvolveu um projeto de fabricação de tijolos ecológicos que são mais resistentes e duráveis.

    Os tijolos são ecológicos justamente pela maneira como são produzidos. Segundo o estudante, os tradicionais de alvenaria consomem muitas árvores no processo. “Vai queimar de seis a 12 árvores para fazer mil tijolos. Esse meu tijolo não. Eu faço a massa, faço a porcentagem certa de 10% de cimento e jogo água, faço a hidrocura. Ou seja, a água entra e faz a aglutinação com o cimento, com o solo e com a argila. E a diferença para a alvenaria tradicional é essa, justamente não queimar árvore”, explica Danilo.

    Até alcançar esse resultado, o estudante se dedicou a pesquisas que comprovaram as vantagens do tijolo ecológico e que demonstraram, por exemplo, que essa forma de produção resulta em um material mais resistente à pressão e à tensão, conforme unidades e medidas internacionais. O diferencial também está no uso de rochas e minerais com origem na região cearense. “De força ele tem dois megapascal, que é uma medida de força internacional. Enquanto que a alvenaria tradicional, que queima de seis a 12 árvores, tem um megapascal. Um outro estudo, [por meio do] que fui aprovado na mostra científica, mostra que se você colocar ainda o calcário laminado, que na nossa região aqui do Ceará é só o que tem e que se chama pedra de Santana, o tijolo alavanca para quatro megapascal”, destaca.

    Segundo o estudante, a técnica se assemelha à prática milenar da construção da maior muralha do planeta. “Ele usa da mesma tecnologia da Muralha da China, que é o BTC, ou Bloco de Terra Comprimida. Eu tenho o maquinário do IF que comprime a terra. Ele comprime 16 toneladas. Aí, depois de 24 horas, eu jogo a água e o tijolo fica duro. É quando se alcança esses dois de força”.

    Oportunidade - O projeto de Danilo Acácio acabou se expandindo e passou a ter a participação da comunidade, assim como de meninos encaminhados pela Justiça local. O envolvimento serve de incentivo no aprendizado e na possibilidade de geração de renda no futuro. “Quando eles chegam, ficam assim, com os olhinhos brilhando”, aponta o estudante.

    Danilo conta que, no início, houve algumas dificuldades na aplicação da parte teórica de todo o conteúdo, mas foi mesmo na prática que os meninos participaram para valer. “Uma coisa é quando eles entram na sala de aula, no ar condicionado, dando aquela vontade de dormir. Outra, quando eles saem para fazer o tijolo. Parece uma iluminação para eles”, conta, orgulhoso, o jovem que agora investe seus planos na construção de uma fábrica na região. “Quem sabe fazer uma fábrica para ONGs, para fazer escolas bioconstruídas que vão durar bem mais, com conforto térmico por conta da argila. Quando está muito quente, a casa fica com temperatura ambiente, por causa do barro.”

    Assessoria de Comunicação Social

     

  • Estudantes desenvolvem aplicativo que contribui para preservação do meio ambiente no Ceará

    Um aplicativo para celular desenvolvido por alunos do ensino médio do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) vai possibilitar à comunidade de Cedro (CE) fiscalizar e denunciar ameaças ao ecossistema local. Chamado de Aquameaça, o dispositivo permite que o usuário registre situações como acúmulo de lixo nas margens de rios e queimadas próximas a açudes e nascentes. Essa história você escuta no programa Trilhas da Educação desta semana, programa produzido e transmitido pela Rádio MEC.

    Coordenados pelo professor orientador Humberto Beltrão, os alunos do curso técnico-integrado em desenvolvimento de dispositivos móveis, do campus Cedro, criaram uma ferramenta de interface simples para que qualquer pessoa possa identificar, fotografar e relatar em poucas palavras possíveis ameaças ao meio ambiente.

    O sistema armazena informações e cria um mapa revelando a amplitude do problema. A intenção é que os dados sejam usados por gestores na criação de medidas assertivas de proteção e sustentabilidade em diferentes regiões.

    “As ameaças seriam qualquer fator que pudesse representar algum perigo ou colocar em risco a manutenção desses ambientes. Como, por exemplo, a pesca de forma indiscriminada, a agricultura, que dependendo da maneira como é feita pode provocar o assoreamento e, consequentemente, prejudicar a qualidade da água”, explica o professor.

    De acordo com ele, o aplicativo desperta a consciência ambiental dos moradores da comunidade e demonstra que o cuidado e a responsabilidade não devem ficar a cargo apenas da administração pública.

    “Na grande maioria das vezes esse monitoramento é feito por agentes gestores. O objetivo do aplicativo é que possamos dar à população que reside próxima a esses ecossistemas o poder de monitorar esses ambientes, de uma forma simples”, disse.

    Na prática, o aplicativo – disponível inicialmente para celulares com sistema Android – apresenta, pelo menos, oito definições e exemplos de ameaças ao ecossistema. O projeto segue em fase de testes.

    “No dia que fizemos o primeiro experimento, das oito ameaças que o aplicativo consegue hoje englobar, encontramos quatro apenas em uma manhã de caminhada no açude. E podemos ter a noção de, se com pouco tempo já encontramos essa quantidade de ameaças, imagina se isso agora tomar uma proporção maior, a quantidade de registros que vamos ter para, consequentemente, traçar ações mais proativas”, prevê.

    Um dos alunos do professor Humberto, Leonardo de Oliveira, de 18 anos, está no último ano do ensino médio e ajudou a desenvolver o aplicativo. Ele espera que, quando finalizada, a ferramenta ajude a comunidade de Cedro a superar problemas relacionados ao assunto.  

    “Em uma cidade pequena que muitas vezes não tem saneamento básico, não tem tratamento, as pessoas jogam lixo em todo lugar. Então eu acho importante que tenha um aplicativo desses para monitorar. É importante que as pessoas usem quando ele estiver finalizado e distribuído ao público”, acredita o estudante.

    Reconhecimento – Apesar de ainda não estar disponível para o público, o aplicativo já tem sido reconhecido. Leonardo foi um dos estudantes contemplados pelo prêmio jovem cientista de 2018, na categoria ensino médio. Para o professor Humberto, esta é só uma das respostas positivas de todo o trabalho, fruto da aproximação dos estudantes com a pesquisa acadêmica.

    “Temos alunos no ensino médio com mente de pesquisador, tentando resolver um problema que é global, não apenas local”, comemora o professor.     

    Assessoria de Comunicação Social

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