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Especialistas querem cautela na internacionalização da pós-graduação

A internacionalização da pós-graduação e da produção de periódicos é defendida por especialistas que participaram do seminário Avaliar para Avançar. Promovido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes/MEC), o encontro, que se encerra nesta sexta-feira, dia 10, permitiu a discussão das precauções a serem tomadas na integração da atividade com os países da América Latina e do Caribe.

Foram debatidos aspectos do conceito de internacionalização. O primeiro diz respeito a um plano de cooperação internacional entre os países da região. No entendimento da Capes, a internacionalização da pós-graduação precisa ser encarada com cuidado para que haja integração entre países, sem prejuízo dos padrões de qualidade adotados no Brasil. Deve haver, por exemplo, adequação de currículos entre os cursos oferecidos no País e no exterior.

A Capes defende a manutenção das regras brasileiras na qualificação dos docentes. “A internacionalização pode ser uma ameaça se o Brasil não estabelecer critérios específicos de reconhecimento de cursos e validação de títulos segundo regras de qualidade estabelecidas pela Capes”, explicou a professora Ana Lúcia Gazzola. Segundo ela, em termos de qualidade da pós-graduação na América Latina e no Caribe, o Brasil só encontra paralelo com o México. Por isso, deve manter papel de protagonismo nas negociações da internacionalização, privilegiando interesses comuns.

Publicações — O outro conceito de internacionalização discutido diz respeito à publicação de produções científicas brasileiras no exterior. Os professores participantes propuseram a criação de uma revista internacional e o desenvolvimento de um banco de dados de produções científicas.

Segundo os debatedores, publicações de pequena extensão, como artigos científicos, são eficazes na divulgação de pesquisas em áreas como engenharia e saúde, mas não encontram o mesmo padrão em relação às ciências humanas e sociais. Para essas áreas do conhecimento, a proposta de divulgação no exterior é a publicação de livros, a partir de parcerias entre universidades e editoras. Ainda este ano, a Capes e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) destinarão R$ 4,8 milhões à divulgação de produções nacionais no Brasil e no exterior.

Maria Clara Machado


Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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