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Diversidade

Bolsistas do Uniafro visitam favela no Rio

  • Segunda-feira, 03 de abril de 2006, 12h41
  • Última atualização em Quinta-feira, 24 de maio de 2007, 08h31

Estudantes negros da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) visitam nesta segunda-feira, 3, a favela da Rocinha. Eles vão orientar adolescentes sobre temas como discriminação racial, saúde e prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, além de distribuir preservativos. Os estudantes são bolsistas do Programa de Ações Afirmativas para a População Negra nas Instituições Públicas de Educação Superior (Uniafro) e estão ligados ao projeto Afroatitude, da UERJ, que trabalha em parceria com o Adolecentro, programa da prefeitura do Rio desenvolvido na Rocinha.

Desde setembro do ano passado, 50 cotistas daquela universidade passam por capacitação em saúde do adolescente, sexualidade, prevenção de doenças sexualmente transmissíveis, gênero e racismo. Fazem, ainda, trabalhos de extensão e pesquisa em comunidades de baixa renda do Rio.

De acordo com Stella Taquette, professora-adjunta da Faculdade de Medicina da UERJ e coordenadora do Afroatitude, os bolsistas são treinados também para fazer pesquisa científica sobre a vulnerabilidade da mulher adolescente negra em dez comunidades no Rio, projeto que terá apoio do Ministério da Saúde. Na opinião de Stella, o trabalho é importante para incluir a discussão dos temas discriminação racial e saúde na universidade e contribuir para a diminuição do racismo e da desigualdade social. Além da formação, cada bolsista da Uniafro recebe R$ 240,00 por mês.

Mulheres — Para comemorar o Dia Internacional da Mulher, os bolsistas do Uniafro realizaram, no dia 21 de março último, na Rocinha, um encontro com mulheres da favela, que relataram experiências de vida. Outra atividade foi a 1ª Jornada sobre Discriminação Racial, Violência, Gênero e Saúde na Adolescência, na UERJ, com a participação de João Costa Batista, humanista e pesquisador de cultura popular, e Jurema Werneck, médica e coordenadora da organização não-governamental Criola.

Cada projeto do Uniafro recebeu entre R$ 50 mil e R$ 200 mil do Ministério da Educação para desenvolver ações como mapeamento étnico-racial, cursos de estudos afro-brasileiros, seminários sobre diversidade, formação de professores e publicação de materiais. Um novo edital para seleção de instituições dispostas a participar do Uniafro foi aberto em 14 de março último. As inscrições, com a apresentação dos planos de trabalho, estarão abertas até o dia 17 próximo. Mais informações pelos telefones (61) 2104-9309 e (21) 2587-6570.

Súsan Faria

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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