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Fórum

Projetos de institutos federais vão da tecnologia à música

  • Quinta-feira, 31 de maio de 2012, 16h19
  • Última atualização em Quinta-feira, 31 de maio de 2012, 16h26
No centro de convenções de Florianópolis, o professor Arlindo Ricarte toca seu papirofone (foto: Danilo Almeida)Florianópolis – As mais de 10 mil pessoas que já circularam pelo centro de convenções onde acontece o 2° Fórum Mundial de Educação Profissional e Tecnológica encontraram música, tecnologia, cultura e educação nos estandes das instituições participantes do evento. São expostos desde trabalhos culturais e artesanato até projetos de tecnologia desenvolvidos pelos estudantes e professores.

O Instituto Federal Baiano optou por apresentar ao público pesquisas desenvolvidas nas áreas de combustíveis e agroindústria. Os resíduos do refeitório da instituição, como gorduras, por exemplo, são aproveitados desde 2010 para produzir biodiesel. Parte do biodiesel é misturado com o diesel comum e utilizado em tratores.

O instituto também desenvolve barra de cereal a partir da casca de maracujá. “Como temos uma característica fortemente agrícola, trabalhamos muito com a parte de agropecuária e de reaproveitamento de alimentos”, explica o professor de química e coordenador de inovação tecnológica da instituição, Denilson Santana.

Quando se fala de musicalidade, um dos destaques da mostra de inovação tecnológica é o papirofone, instrumento musical desenvolvido pelo engenheiro elétrico Arlindo Ricarte, que também é professor do campus Cidade Alta do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. Cada vez que o professor começa a tocar o instrumento de tubos metálicos cobertos por uma espécie de tecido o público para diante do estande. Os pedidos dos visitantes que querem tocar também são frequentes.

A instituição oferta 15 vagas semestrais no curso de lutherie, ou luteria, ofício de construir instrumentos musicais. Arlindo afirma que a proposta do curso é produzir instrumentos de cunho pedagógico para o ensino de música e também com caráter profissional. “Produzimos desde instrumentos bem pequenos, com proposta mais artesanal, até outros de caráter mais profissional, para atender os alunos das escolas de música, já que os preços de mercado são muito caros”, conta.

Danilo Almeida
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