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Educação profissional e tecnológica

Jornada debate proteção intelectual

  • Quinta-feira, 06 de dezembro de 2007, 11h55
  • Última atualização em Quinta-feira, 06 de dezembro de 2007, 13h13

São Luís — Há 30 anos brigando para ser reconhecido como o inventor do Bina, aparelho que identifica chamadas telefônicas, o mineiro Nélio Nicolai, 67 anos, defendeu nesta quinta-feira, 6, maior proteção intelectual no país. “De pesquisas e inventores o Brasil está cheio. Falta é segurança jurídica e clareza das patentes. Não queremos ser só beneméritos da humanidade.”

O desabafo foi feito num dos painéis de encerramento da 2ª Jornada da Produção Científica e Tecnológica promovida pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec/MEC). A invenção do ex-aluno do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) de Minas Gerais remonta a 1977, quando ele trabalhava na Telebrasília, estatal da área de telefonia do Distrito Federal, na época. Nicolai conta que cerca de 80 patentes tratavam do assunto, mas a maioria era antioperacional. Ele fez palestras pelo mundo para divulgar a descoberta, a qual, segundo ele, foi posteriormente utilizada por diversas empresas nacionais e mundiais da área de telecomunicações.

Processo — Nicolai reivindica na Justiça o pagamento de royalties — valor devido ao proprietário de uma patente. Ele pede R$ 1 por aparelho celular a ser fabricado, além de ganhos desde a utilização do sistema, a partir de 1997. Ele estima em R$ 6 bilhões por mês o valor a ser recebido, uma vez que as empresas cobram cerca de R$ 10 mensais pelo serviço. “Vocês estão falando com o terceiro homem mais rico do mundo. Só falta me pagarem”, ironizou, no final da palestra. Nicolai disse que se chegar a receber o dinheiro aplicará na construção de uma universidade para descobrir novos valores na área de pesquisa.

Felipe De Angelis

Assunto(s): mec , notícias , jonalismo , matérias
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