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  • O governo federal pretende chegar à meta de 60 mil escolas com educação em tempo integral implantadas até 2014. A presidenta da República, Dilma Rousseff, falou sobre o tema e sobre programa Mais Educação nesta segunda-feira, 29, em seu programa semanal de rádio Café com a Presidenta.

     

    De acordo com dados de julho último, 49,3 mil escolas públicas do país oferecem a educação em tempo integral. Desse total, 32 mil reúnem alunos do programa Bolsa-Família do governo federal. “O principal caminho para o desenvolvimento sustentável, para a valorização da própria sociedade brasileira, reduzindo as desigualdades, é a educação”, disse Dilma. “Nenhum país do mundo chegou a se transformar em uma nação desenvolvida sem que as crianças tenham dois turnos na escola.”

     

    Dilma ressaltou ainda que a educação integral é fundamental para melhorar o aprendizado de crianças e adolescentes. “No turno complementar, os alunos têm várias atividades, e a principal delas é o acompanhamento pedagógico obrigatório, com aulas de reforço escolar em matemática, português, ciências e uma língua”, afirmou.

     

    Este ano, o investimento do governo federal no programa Mais Educação chega a R$ 1,8 bilhão. A maior parte é repassada diretamente às unidades de ensino, por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), para a contratação de monitores, professores, material, custeio e obras.

     

    Durante o programa de rádio, a presidenta relatou experiências em escolas que implantaram o ensino em dois turnos e deram um salto de qualidade, refletido no índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb). Foi o que aconteceu na Escola Municipal Beatriz Rodrigues da Silva, em Palmas, Tocantins. Há quatro anos, a unidade participa do programa Mais Educação. Hoje, oferece atividades complementares a 468 estudantes do segundo ao sétimo ano. A nota da escola no Ideb pulou de 4,7 em 2007 para 8 em 2011. “É uma evolução fantástica, que motivou alunos, professores e toda a comunidade”, disse a presidenta. “Temos vários desses exemplos espalhados por todo o Brasil, o que nos estimula muito a seguir em frente, a continuar expandindo o número de escolas públicas com ensino em tempo integral.”


    Assessoria de Comunicação Social

  • De acordo com a proposta do programa Mais Educação, os estudantes têm acompanhamento pedagógico obrigatório no turno oposto ao das aulas e contam ainda, com café da manhã, almoço e lanche (foto: Wanderley Pessoa/arquivo MEC)Escolas participantes do programa Mais Educação, com todos os estudantes matriculados no regime de tempo integral, apresentaram evolução significativa de desempenho na Prova Brasil. A constatação é de estudo da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação. O Mais Educação (PME) atende instituições de ensino com baixos indicadores de qualidade educacional localizadas em zonas de vulnerabilidade social. Contabilizadas todas as escolas que participam do programa, o desenvolvimento também foi melhor do que a média nacional.

    No estudo, a SEB selecionou as médias de três grupos de escolas — as do PME em que todos os alunos estudam em tempo integral; todas as escolas vinculadas ao PME; escolas públicas do Brasil. A partir daí, foi feita a comparação da evolução do rendimento, por grupo, nas áreas de língua portuguesa e matemática nas edições da Prova Brasil de 2007, 2009 e 2011.

    As médias em português dos estudantes do quinto ano das escolas do PME com 100% das matrículas em tempo integral passaram de 164,19 em 2007 para 182,81 em 2011. Em matemática, de 180,71 para 201,87 no mesmo período. Nesse mesmo espaço de tempo, os estudantes do nono ano passaram de 227,31 para 238,62 em português e de 236,03 para 244,13 em matemática.

    Em língua portuguesa, a diferença entre a média nas escolas do PME 100% integral e de todas as escolas públicas do Brasil, para estudantes do quinto ano, diminuiu de 7,21 pontos em 2007 para 2,68 em 2012, o que significa evolução. As médias em matemática dos estudantes do nono ano do ensino básico de escolas do PME 100% integral, que eram 4,53 pontos inferiores à média nacional em 2007, em 2011 foram 1,1 ponto superiores.

    Diálogo — De acordo com a diretoria de currículos e educação integral da SEB, Jaqueline Moll, o programa Mais Educação é uma ação indutora que promove a ampliação efetiva da jornada escolar. “Nós nos habituamos a uma escola de quatro horas; o caminho que buscamos com o Mais Educação é aumentar o número de horas na escola, com um diálogo entre os conteúdos tradicionais e instrumentos e temas contemporâneos”, afirmou.

    O Mais Educação foi criado em 2007 para atender, inicialmente, 1.380 escolas que apresentavam os piores resultados no índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) e eram consideradas em situação de vulnerabilidade. De acordo com a proposta do programa, no turno oposto ao das aulas, os alunos têm acompanhamento pedagógico obrigatório. Contam ainda, com café da manhã, almoço e lanche. Os professores ajudam nas tarefas, tiram dúvidas e dão aulas de reforço, principalmente de português e matemática.

    Este ano, o programa chegou a 32 mil escolas. Para os próximos anos, a perspectiva é de ampliação. “A meta é atender 60 mil escolas em 2014”, disse Jaqueline Moll. O orçamento é de R$ 1,5 bilhão, oriundos do Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) e do Plano Nacional de Alimentação Escolar (Pnae).

    Com o desenvolvimento do PME, o número de escolas com 100% das matrículas em tempo integral aumentou 178,9% — de 161 unidades em 2010 para 449 em 2011. O total de estudantes atendidos nessas escolas passou de 59.274 para 132.706 no mesmo período, o que significa aumento de 123,9%. “O programa permite que as escolas criem um ambiente favorável à permanência e ao aprendizado dos estudantes”, destacou Jaqueline.

    Apenas os estados do Acre, Amapá e Sergipe não contam ainda com escolas com 100% de alunos matriculados no regime de tempo integral.

    Confira as tabelas com a evolução dos grupos de escolas

    Assessoria de Comunicação Social



  • A educação integral no contexto da política educacional foi tema do painel de abertura do 3º Encontro Nacional dos Coordenadores do Programa Mais Educação. O seminário vai até sexta-feira, 21, na Academia de Tênis, em Brasília.

    Para a secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, o Mais Educação pode apontar caminhos para transformar o padrão arquitetônico e pedagógico e o de ensino-aprendizagem da escola. “O programa é capaz de apontar o que é o currículo de uma escola contemporânea, com outro projeto arquitetônico, com outro uso do tempo”, disse. ”Temos a obrigação de apontar o novo, uma escola que dialogue de verdade com crianças e jovens da era digital.”

    Na visão da secretária, o modelo tradicional de escola não tem condições de formar essa geração de alunos que recebem tanta informação. De acordo com ela, não basta que professores transmitam conteúdo. Eles devem trabalhar com todas as formas de informação e ajudar a aprimorar o espírito crítico dos estudantes. “Quanto menor a capacidade de leitura e crítica, maior a capacidade de acreditar no que não se deve”, destacou. “É preciso tratar a informação, tratar o entorno da escola.”

    Em um exemplo de como envolver a escola com a comunidade e, ao mesmo tempo, criar no aluno o gosto pela leitura, a secretária citou a Olimpíada de Língua Portuguesa, cujo tema é O Lugar onde Vivo. “O tema da olimpíada, trabalhado pelos gêneros memória, crônica e artigo de opinião, leva crianças, professores e jovens a ter contato com a comunidade sem perder o foco na aprendizagem”, salientou.

    Maria do Pilar ressaltou que os professores precisam estimular nos alunos, acostumados com tecnologias, a leitura de meios que vão além do papel. Além disso, devem assumir o projeto de educação integral da escola, de maneira que as atividades estejam atreladas ao currículo para que tenham sentido educativo.

    Integração — Para o secretário de educação continuada, alfabetização e diversidade do MEC, André Lázaro, o programa pode ajudar a atrair as crianças que estejam fora da escola. “Temos algo como 500 mil crianças de sete a 14 anos fora da escola, de acordo com a última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios”, disse. Para ele, não caberia somente à escola resolver todos os problemas sociais que atingem crianças e jovens, mas à integração entre escola e outros setores. “Não é levar os postos de saúde ou os teatros para a escola; é fazer a escola atravessar a rua e encontrá-los”, exemplificou.

    A coordenadora do Mais Educação, Jaqueline Moll, ressaltou que o programa alcançará, este ano, cerca de 10 mil escolas espalhadas por todo o país. “O critério para a escolha das escolas participantes é o baixo desempenho no índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) a fim de ajudar a diminuir as desigualdades educacionais”, explicou.

    De acordo com Jaqueline, os recursos destinados ao programa passaram de R$ 45 milhões em 2008 e devem chegar a R$ 400 milhões em 2010.

    Assessoria de Comunicação Social


    Leia também: Escola forma cidadão crítico e criativo, afirma ministro
  • Criança pode escrever notícias do bairro e da cidade? Pode publicar o que escreve? Pode ter opinião? Pode analisar o que os jornais publicam? Responder a essas perguntas é uma das tarefas escolhidas por 1.043 escolas públicas de educação integral, que participam do programa Mais Educação.

    O meio para trabalhar temas do cotidiano da escola e do bairro é o jornal escolar. O jornal é uma das atividades da educação integral pública que visa desenvolver nos estudantes habilidades de pesquisa, leitura, escrita, fotografia e contribui para a formação cidadã, explica o coordenador-geral de ações educacionais complementares da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade, Leandro Fialho.

    Para qualificar o trabalho dos monitores responsáveis pelo jornal em cada escola, o Ministério da Educação assinou nesta quinta-feira, 20, em Brasília, um acordo de cooperação com a ONG Comunicação e Cultura, de Fortaleza, e com o Instituto C&A de Desenvolvimento Social, de São Paulo.

    Pelo acordo, a ONG Comunicação e Cultura será responsável por diversas ações, entre elas, produzir materiais pedagógicos para as escolas sobre o que é e como se faz um jornal escolar, como criar na internet um site do jornal escolar, imprimir os jornais e capacitar monitores para utilizar esses instrumentos. A qualificação dos monitores, segundo Daniel Raviolo, coordenador da Comunicação e Cultura, terá duração de um ano e certificado de extensão universitária.

    O modelo de jornal escolar desenvolvido pela ONG tem 16 páginas, em preto e branco, quatro edições anuais e tiragem de até 1 mil exemplares para a escola e a comunidade do entorno. Para fazer o jornal, a escola recebe um CD com sugestões de diagramação e ilustração.

    A participação dos alunos, diz Daniel Raviolo, é a parte mais importante do jornal escolar. São eles que vão discutir a pauta de cada edição, as ilustrações, as fotografias e como vão trabalhar cada assunto. A atividade pode começar com uma pergunta, segundo Raviolo: as notícias do nosso bairro a gente lê em algum lugar?

    A partir daí, os estudantes vão pesquisar na comunidade o que ela está fazendo e o que pode ser notícia, vão recolher histórias e também devem opinar sobre os fatos. Um jornal feito assim, na avaliação da Raviolo, é não só um aprendizado de como fazer, mas um mergulho na vida do bairro e uma possibilidade de transformação dos estudantes e de suas famílias.

    No acordo, será responsabilidade do Instituto C&A de Desenvolvimento Social garantir recursos técnicos e financeiros para elaborar, aprimorar, sistematizar e disseminar a metodologia do jornal escolar. O acordo de cooperação tem duração de 12 meses, mas pode ser renovado.

    Mais Educação
    – O programa Mais Educação é uma política do governo federal de assistência técnica e transferência de recursos a estados, Distrito Federal, municípios e escolas para a oferta de educação integral. São prioridades do programa as regiões metropolitanas e cidades onde crianças vivem sob risco social e violência. O Mais Educação começou em 2008 e hoje está presente em 10 mil escolas nas 27 unidades da Federação. No conjunto, atende 2,1 milhões de alunos do ensino fundamental e médio.

    Ionice Lorenzoni
  • O Programa Mais Educação já é uma realidade para 2,8 milhões de estudantes em todo o Brasil. Até 15 de abril, escolas e secretarias municipais e estaduais de educação pré-selecionadas podem fazer a adesão no portal do MEC. O Mais Educação foi lançado em 2008 e hoje está em 15 mil escolas públicas. Este ano, a meta é incluir mais 15 mil escolas, sendo 5 mil da zona rural.

    As escolas que integram o programa passam a adotar jornada diária com no mínimo sete horas. Entre os 10 macrocampos de conhecimento oferecidos pelo programa, a escola pode escolher seis, sendo um deles obrigatório, que é o acompanhamento pedagógico. Em geral, as escolas escolhem uma atividade educativa complementar na área de artes e cultura ou esportes.

    “Nós não queremos ampliar o tempo das crianças da escola para que outros saberes povoem a vida delas e encubram o não aprendizado daquilo que é fundamental, que é o aprendizado da leitura, da escrita, de cálculos”, ressalta Jaqueline Moll, diretora de currículos e integração integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) do MEC.

    Podem fazer a adesão as escolas que atendam estudantes de famílias de maior vulnerabilidade social e estejam na lista das pré-selecionadas pelo MEC. A adesão é feita na internet pelo Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec).

    “Estamos vivendo o trânsito de uma educação centrada em turnos para uma educação de dia inteiro, que é o modelo de países que tanto admiramos. É preciso pensar em um tempo alargado de permanência das crianças na escola como um legado do país para as próximas gerações ”, afirma Jaqueline Moll.

    Rovênia Amorim

    Ouça a diretora Jaqueline Moll sobre o Programa Mais Educação
  • Parte 1
    Parte 2
    Parte 3
    Parte 4
    Parte 5
    Parte 6
    Parte 7
    Parte 8
    Parte 9
    Parte 10
  • Preocupada com a violência, as drogas, a prostituição e a falta de trabalho, problemas comuns no bairro Abdon Braide, onde fica a Escola Municipal de Ensino fundamental Abdon Braide, em Santa Luzia (MA), a diretora Francisca Feitosa aderiu este ano à escola-comunidade, ação do MEC que substitui o programa Escola Aberta. A escola vai abrir aos sábados para receber pais e estudantes para oficinas de hip hop, informática, artesanato e handebol.

     

    Francisca Feitosa, que é pedagoga, diz que a escola tem que atrair crianças, jovens e os pais para atividades de lazer, esportes e aprendizado e evitar, o quanto for possível, a violência. A diretora ainda não recebeu os recursos, mas já criou o comitê gestor da escola-comunidade e escolheu os monitores que vão atender estudantes e pais aos sábados. “Estou ansiosa para abrir a escola e receber as famílias”, ela explica.

     

    Estudam na Abdon Braide 1.119 alunos, sendo 200 na educação integral, a maioria deles beneficiários do programa Bolsa-Família. De acordo com a diretora, a população do bairro Abdon Braide e das áreas no entorno da escola não tem opções de trabalho. As fontes de renda do município são o serviço público, o salário dos aposentados e o Bolsa-Família. “Tem família que tem como única renda para sustentar a casa o pagamento do Bolsa-Família”, diz.

     

    Segundo Francisca, a falta de trabalho começou a se agravar com o esgotamento das reservas de babaçu, que foi uma riqueza do município até cerca de dez anos. Hoje, ela diz, as mulheres dos bairros vizinhos da escola fazem serviços de faxina e os homens com pouca qualificação profissional são serventes de pedreiro, atividades que dão pouco retorno financeiro.

     

    O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da Escola Abdon Braide alcançou, em 2011, 4,5 pontos no quarto e quinto anos do ensino fundamental; e 3,5 pontos no oitavo e nono anos. A escala do Ideb vai até seis pontos.

     

    Santa Luzia situa-se no oeste maranhense, distante 294 quilômetros de São Luís. Tem 69,3 mil habitantes, segundo o censo demográfico de 2010.


    Maracanaú – Com 247 estudantes matriculados no ensino fundamental, dos quais 120 no turno integral, todos atendidos pelo Bolsa-Família, a escola Municipal José Mário Barbosa, em Maracanaú (CE), abre aos sábados para receber a comunidade. Neste mês de julho, a escola que fica no bairro Olho d’Água, na área rural do município, está em férias, mas abre todos os sábados das 8h às 11h e das 14h às 17h.

     

    A vice-diretora Maria das Graças Ribeiro Carneiro explica que os estudantes preferem praticar esportes aos sábados, especialmente kung-fu e futebol, e as mães escolheram oficinas de tapeçaria, manicure e pintura em tecidos. “As mães querem aprender algo novo e transformar isso em fonte de renda”, diz Maria das Graças. Como a escola abre aos sábados, a presença de pais é rara, porque a maioria trabalha em Pajuçara, onde fica o polo têxtil da região.

     

    Na avaliação da vice-diretora, a presença dos alunos na escola melhorou muito desde que as mães começaram a receber o Bolsa-Família. “Como a presença obrigatória é alta e ninguém quer perder a bolsa, as crianças vão à escola todos os dias”, informa. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) da Escola também melhorou: em 2011 foi de 5,1 pontos no quarto e quinto anos do ensino fundamental; e de 4,0 pontos no oitavo e nono anos.

     

    O município de Maracanaú pertence à região metropolitana de Fortaleza, no Ceará. Segundo o censo demográfico de 2010, tem 209 mil habitantes.


    Escola-comunidade – Ao fazer a adesão ao programa Mais Educação, escolas públicas podem solicitar recursos extras ao MEC para abrir as unidades aos sábados ou domingos para receber pais e alunos. Dados da diretoria de currículos e educação integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) mostram que, até o final de junho de 2013, 8.795 escolas optaram pela escola-comunidade. Além de aderir, a escola precisa informar as oficinas que vai oferecer e o número de estudantes matriculados, porque é a matrícula que determina o valor do repasse: unidades com até 850 alunos recebem R$ 10,8 mil; de 851 a 1.700 alunos, R$ 12,1 mil; e acima de 1.701, R$ 13,4 mil.


    Ionice Lorenzoni

     

    Conheça o Mais Educação

  • Escola pública em área rural: Ministério da Educação reúne secretários municipais de educação para apresentar programas e ações (foto: Washington Alves/MEC – 12/7/10) A Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação promove nesta quarta-feira, 24, e na quinta-feira, 25, encontro com 80 secretários municipais de Educação de diferentes pontos do Brasil nos quais haja escolas no campo. Parte desses gestores representa 63 municípios com pelo menos 100 escolas no campo.

    O objetivo do encontro é apresentar ações e programas do MEC voltados para as escolas do campo. “Queremos formar um grupo de trabalho com esses gestores que administram redes com essas características”, salientou a secretária da Secadi, Macaé Evaristo. “Entendemos que elas têm especificidades e, por isso, precisamos trabalhar de forma mais próxima.”

    Segundo Macaé, muitos gestores estão assumindo as secretarias municipais de educação este ano. Portanto, é necessário estreitar o diálogo. “O MEC atua na educação básica dentro de um pacto federativo. É muito importante que os sistemas de ensino tenham total compreensão dos mecanismos que o MEC utiliza para apoio ao sistema de ensino”, pontuou. “Muitas vezes, esses são os municípios que têm mais dificuldade no acesso a políticas públicas.”

    O Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo), lançado em 2011, tem modificado a realidade das regiões rurais, O país tem hoje 73.483 instituições de ensino municipais e estaduais no campo, das quais 1.856 quilombolas, 2.823 indígenas. As demais 68.804 são escolas rurais ou unidades em assentamentos.

    Integral— Entre as iniciativas a serem apresentadas aos secretários nos dois dias de encontro estão a formação de professores no campo, a distribuição de computadores e a ampliação do número de escolas em tempo integral. O programa Mais Educação atingiu a meta de 10 mil escolas no campo. A educação em tempo integral contempla mais de 32 mil instituições de ensino da rede pública. A adesão das escolas pré-selecionadas pelo programa deve ser feita até 30 de abril pelo Sistema de Monitoramento Execução e Controle do MEC (Simec).

    O Mais Educação foi instituído pela Portaria Interministerial nº 17, de 24 de abril de 2007, e regulamentado pelo Decreto nº 7.083, de 27 de janeiro de 2010.

    Para professores interessados em cursos de licenciatura, o Pronacampo lançará edital em breve. Estão previstas 43 turmas em 31 universidades federais. A meta é formar mais 4.865 professores no campo.

    Paula Filizola

  • A adesão de escolas de ensino fundamental públicas de Pernambuco ao programa Mais Educação cresceu 70,6% entre 2010 e 2012. Em 2010, aderiram ao programa 694 instituições de ensino. Em 2012, o número subiu para 2.364, conforme dados da Coordenação-Geral de Educação Integral da Secretaria de Educação Básica (SEB) do Ministério da Educação.

    Na avaliação da articuladora do Comitê Territorial de Educação Integral de Pernambuco, Glauce Gouveia, a criação da entidade, em 2008, ampliou as possibilidades de participação no Mais Educação. Hoje, dos 185 municípios pernambucanos, 174 têm escolas no programa.

     

    Para alcançar esses resultados, o comitê, que começou a atuar em seis cidades da região metropolitana de Recife e hoje está presente em 174, investiu no diálogo com as secretarias municipais de Educação. Glauce salienta que desses encontros saíram as agendas de trabalho e de formação e as parcerias com instituições como a Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj), as universidades federais de Pernambuco (UFPE) e Rural de Pernambuco (UFRPE) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime). Instituições parceiras também integram o comitê.

     

    Na dinâmica de trabalho, a cada três meses é realizada na Fundaj, em Recife, uma reunião geral dos 174 coordenadores municipais do Mais Educação. As demais reuniões, mensais, ocorrem nos polos do Sertão, Agreste, Zona da Mata e litoral. Em 2011, o comitê promoveu o primeiro fórum de educação integral. O segundo está previsto para outubro ou novembro deste ano.

     

    Entre os exemplos de atividades de formação desenvolvidas pelo comitê estão cursos em parceria com a UFPE. Em 2011, foi oferecido o curso Educação Integral: Gestão Pedagógica na Relação Conhecimento-Saber, com 170 horas de duração, para 200 coordenadores, gestores das secretarias, alunos de licenciatura e educadores sociais. Em 2012, o curso de múltiplos saberes, para 106 profissionais, com 176 horas de duração. Ainda para este ano, segundo a articuladora do comitê, estão previstos cursos de extensão e aperfeiçoamento.

     

    Na quinta-feira, 27, técnicos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) vão a Recife, a convite do comitê, para dar orientações e tirar dúvidas sobre a prestação de contas dos recursos recebidos pelas escolas que participam do Mais Educação. Os recursos do governo federal são depositados na conta das escolas para custeio de atividades da educação integral.

     

    Para fortalecer e ampliar a educação integral pública na educação básica, estados e municípios devem constituir comitês, considerados instâncias de gestão do Mais Educação. O objetivo é enraizar propostas e ampliar a vivência da gestão compartilhada de políticas públicas educacionais e o regime de colaboração entre as secretarias e seus parceiros.

     

    Dados da Coordenação-Geral de Educação Integral da SEB mostram que já constituíram comitês os estados do Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco. Os primeiros comitês surgiram com a criação do programa Escola Aberta, em 2008. Depois, estenderam-se ao Mais Educação.

     

    Ionice Lorenzoni

     

  • Entre as atividades do contraturno, a música aparece em primeiro lugar. (João Bittar)Cerca de 5 mil escolas públicas do ensino fundamental, que integram o programa Mais Educação, começaram a receber esta semana recursos do governo federal para as atividades extraclasse. No Mais Educação, os estudantes têm atividades culturais, esportivas e de lazer, além de reforço escolar, no contraturno das aulas.

    Este ano, o Ministério da Educação vai repassar R$ 130 milhões para o conjunto das escolas. Cada escola recebe entre R$ 30 mil e R$ 100 mil para aplicar nos próximos seis meses. O volume de recursos é definido com base no número de estudantes que participam do programa.

    A diretora de educação integral, direitos humanos e cidadania da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Jaqueline Moll, explica que os recursos são depositados, em cota única, diretamente na conta de cada escola. O dinheiro se destina ao pagamento dos monitores das atividades no contraturno e para aquisição de materiais. Cada escola tem direito a usar até R$ 500,00 por mês, para custeio.

    A música e os esportes estão entre as atividades preferidas dos estudantes do Mais Educação em 2009. Em levantamento realizado pela Secad entre dez tipos de propostas, a secretaria constatou que a maioria assinalou essas duas opções. A terceira mais procurada é a criação e manutenção de hortas escolares.

    Leandro Fialho, coordenador-geral de ações educacionais complementares da Secad, informa que as escolas têm liberdade para escolher as atividades do contraturno, mas é obrigatório oferecer acompanhamento pedagógico.

    Além do ensino fundamental, este ano o Mais Educação abriu espaço para ingresso de 159 escolas públicas do ensino médio de Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Segundo Fialho, aos estudantes do ensino médio serão oferecidas atividades diferenciadas daquelas das escolas de ensino fundamental. Entre elas está o acesso a laboratórios de ciências e de informática.

    Expansão– Em 2010, a meta do Ministério da Educação é expandir os recursos, o número de escolas e de estudantes no Mais Educação. A previsão é de atender 10 mil escolas públicas nas 27 unidades da Federação com um orçamento que deve alcançar R$ 420 milhões. Além das capitais e regiões metropolitanas, o programa deve chegar às 159 cidades com mais de 163 mil habitantes. Na seleção, terão prioridade os estabelecimentos que tenham feito o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE-Escola), que é um planejamento estratégico desenvolvido pela escola para melhorar o ensino e a aprendizagem.

    O Mais Educação começou em 2008 em 1.380 escolas do ensino fundamental, que receberam, no conjunto, R$ 45 milhões. Em 2009, o programa tem 5 mil escolas do ensino fundamental e 159 do ensino médio, e os recursos sobem para R$ 130 milhões.

    Onde estão – Os estudantes do ensino fundamental atendidos pelo Mais Educação residem em cidades com mais de 100 mil habitantes ou naquelas que se enquadram numa das seguintes situações: cidades com mais de 50 mil habitantes situadas no entorno das regiões metropolitanas; municípios atendidos pelo Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça, e escolas que, em 2007, registraram Índice de Desenvolvimento da Educação (Ideb) de até 3,5 pontos. O Ideb mede a qualidade da educação e trabalha com uma escala que vai de zero a dez pontos. No caso do ensino médio, o MEC selecionou para o projeto piloto estados que apresentam dificuldades nesse nível de ensino.

    Ionice Lorenzoni
  • O judô é uma das modalidades de artes marciais adotadas pelas escolas no programa Mais Educação. (Foto: Julio César Paes)Primeiro o diálogo, depois a autodefesa. Esse é um dos princípios que o mestre Antônio Leite da Silva Júnior ensina a seus alunos nas aulas de caratê na Escola Municipal Nestor José Soeiro do Nascimento, na periferia de Manaus. Como os 60 estudantes de mestre Antonio, 828,7 mil crianças e adolescentes do programa de educação integral Mais Educação praticam um tipo de arte marcial em mais de 4 mil escolas públicas. Taekwondo, judô, capoeira e caratê são as artes marciais escolhidas pelas escolas incluídas no programa.

    A Escola Municipal Nestor do Nascimento, segundo o mestre, atende estudantes de uma invasão onde as crianças estão próximas de vários tipos de violência, como tráfico, trabalho infantil, aliciamento. “Quando cheguei à escola, vi um show de notas vermelhas nos boletins. Propus a eles que para treinar caratê tinham que tirar notas azuis”, conta Antônio. Hoje, segundo ele, 80% dos estudantes que fazem a arte marcial têm notas azuis e o índice de agressão caiu muito. “É um saldo maravilhoso.”

    Com duas turmas de estudantes de seis a 14 anos, Antônio ensina a história e os princípios do caratê e faz treinamento. Segundo o mestre, o caratê ajuda na concentração e auxilia no desenvolvimento físico e intelectual. Antônio tem 34 anos, treina há 29 anos, e é faixa preta desde 1996.

    A diretora da Escola Municipal Nestor Nascimento, Telma Malheiros de Mendonça, diz que a entrada da escola no programa Mais Educação trouxe benefícios rápidos na vida escolar. O foco é o pedagógico, diz, e praticar caratê é um prêmio ao esforço dos estudantes. No turno oposto das aulas regulares, a diretora implantou aulas de reforço, com destaque especial para a leitura e a escrita. “Quando comecei na escola, tinha aluno no quinto ano que não sabia ler.”

    Segundo a diretora, a unidade atende uma comunidade que se formou a partir de uma invasão, e hoje ainda não tem serviços básicos, como posto de saúde e delegacia de polícia. A escola é o centro de tudo e tem 930 matrículas no ensino fundamental, sendo 160 de educação de jovens e adultos, a maioria pais de alunos.

    Graduada em história e matemática, com pós-graduação em psicopedagogia e metodologia do trabalho científico, Telma Mendonça criou o conselho escolar, cadastrou a escola no Mais Educação e agora vai receber um telecentro de informática e construir uma horta. Ela também quer participar do projeto Escola Aberta. Já tem livros para formar uma biblioteca, mas ainda falta uma pessoa para tomar conta do espaço e atender alunos e professores. “Já melhorou muito, mas temos muito a fazer”, diz.

    Ionice Lorenzoni


    Conheça o programa Mais Educação.

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  •  Escolas podem solicitar instrumentos para formar bandas. Foto: Fabiana Carvalho.Hip-hop, banda fanfarra, cineclube são parte das atividades cotidianas de estudantes de escolas públicas de educação integral, que participam do programa Mais Educação. Para que alunos pratiquem essas experiências, centenas de escolas pediram ao MEC instrumentos musicais e equipamentos.

    A remessa, que vai para as escolas este ano, inclui conjuntos de instrumentos musicais de banda fanfarra e equipamentos de hip-hop, de produção de vídeos, projeção de filmes e para o rádio escolar.

    Para Jaqueline Moll, diretora de educação integral, direitos humanos e cidadania da Secad, o conjunto de atividades realizado pelas escolas e os instrumentos musicais e equipamentos que elas recebem do MEC ajudam a desenvolver uma relação de identidade da escola com os estudantes e suas famílias. Existem relatos, explica a diretora, de que atividades lúdicas, culturais e esportivas na escola integral ajudam a reduzir a violência, a melhorar o aprendizado e a aproximar da escola pais e mães.

    Levantamento preliminar da diretoria de Educação Integral, Direitos Humanos e Cidadania da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad) mostra que, em 2009, 1.380 escolas solicitaram a banda fanfarra, 1.350, o rádio escolar e 520, o hip-hop. Os materiais de 2009 serão entregues neste ano.

    Os conjuntos do cineclube e do vídeo integraram o Mais Educação em 2010 e já podem ser solicitados ao ministério. Até o momento, 170 escolas pediram o conjunto do cineclube e 150 do vídeo. Outras escolas do programa que pretendem oferecer essas modalidades também podem fazer solicitação ao MEC.

    Jaqueline Moll informou que, das cerca de 60 alternativas de atividades da jornada escolar ampliada, o Ministério da Educação adquire e envia para as escolas (que solicitarem) cinco tipos de conjuntos: a banda fanfarra, o rádio escolar e os equipamentos de hip-hop, do cineclube e do vídeo.

    Para as demais atividades, tais como esportes, educação ambiental e artística, cabe à escola providenciar com os recursos que recebe do MEC por intermédio do Programa Nacional Dinheiro Direto na Escola (PDDE). A verba do PDDE é um repasse direto do ministério para o caixa da escola.

    Banda fanfarra
    – É composta de um teclado eletrônico portátil, nove cornetas de três tipos (Mib, Sib e Fá), quatro cornetões (Sib e Fá), dois surdos, dois bumbos, dois pratos de 14 polegadas e duas caixas de guerra de 13 centímetros por 14 polegadas.

    Rádio escolar– O conjunto contém um microsystem com toca CD, uma mesa de quatro canais com entrada direta para canal estéreo para CD, MD, tape deck, sintonizadores e saída de linha de áudio, dois microfones de corpo metálico, um gravador digital com porta USB, dois fones de ouvido e três caixas de som estéreo com três canais.

    Conjunto de hip-hop – É composto de toca-discos, uma mesa de som, quatro caixas de som e dois microfones.

    Cineclube – As escolas receberão o projetor Proinfo, que oferece em único equipamento a função de projeção, um computador e acesso à internet. Acompanham o equipamento uma tela de projeção de 1,80m por 1,80m e tripé. O projetor Proinfo é portátil, de fácil manuseio, capaz de projetar imagem em qualquer parede. As escolas receberão filmes do arquivo da Secretaria de Educação a Distância (Seed) e terão acesso ao catálogo de filmes do Portal Domínio Público.

    Vídeo
    – É um conjunto de instrumentos que possibilita aos estudantes desenvolver diversas habilidades. É composto de filmadora digital, ilha de edição, computador e programas.

    Trajetória – O programa Mais Educação começou em 2008 em escolas públicas do ensino fundamental localizadas nas capitais e grandes cidades das regiões metropolitanas. Naquele ano, o programa foi desenvolvido em 54 municípios de 25 estados e no Distrito Federal, atendeu 1.380 escolas e 386 mil alunos. O investimento do governo federal foi de R$ 55 milhões.

    Em 2009, o Mais Educação chegou a 130 municípios das 27 unidades da Federação, envolveu 5.005 escolas e 1,1 milhão de estudantes, inclusive do ensino médio. O investimento foi de R$ 166 milhões. A projeção para 2010 é atender 407 municípios de todas as unidades da Federação, chegar a 10 mil escolas e a 1,5 milhão de alunos. O recurso previsto é de R$ 360 milhões.

    Ionice Lorenzoni
  • As artes marciais estão entre as atividades oferecidas pela escola de Araras para atrair e estimular os alunos (foto: Mario Marcos/Secretaria Municipal de Educação)A robótica, usada para estudar matemática, e as aulas de natação, percussão e música são atrativos que ajudam crianças e pré-adolescentes de Araras, São Paulo, a gostar da escola em tempo integral. O desafio de oferecer atividades motivadoras, encontrar espaços adequados e levar a escola integral para o campo está presente no cotidiano da rede pública do município. A educação integral está universalizada nas escolas, mas ainda não abrange a totalidade dos alunos.

     

    A secretária de Educação de Araras, Elizabeth Cilindri, explica que o projeto da atual administração caminha para ter 100% dos alunos em tempo integral. A primeira etapa, colocar todas as escolas do ensino fundamental no programa, já foi concluída. A motivação começou com o programa Mais Educação, do governo federal, em 2010.

     

    Hoje, dos 6.808 alunos do ensino fundamental da rede de Araras, 2.581 estão no programa. Eles ficam na escola sete horas diárias, com aulas e atividades extras. Outros 470 estudantes, de três escolas, serão atendidos durante nove horas a partir de agosto, em projeto custeado pela prefeitura.

     

    Como o município não tem espaço para acomodar os 470 alunos durante nove horas, a secretaria alugou salas de uma igreja, que serão usadas por 200 crianças de uma unidade de ensino. As outras 270 serão atendidas nas escolas. Uma parceria da rede com um clube deu acesso à piscina para aulas de natação, além de judô e futsal, atividades que atraem os estudantes.


    Campo — Outra providência que Elizabeth tomou foi levar a educação integral à única escola rural do município, distante 10 quilômetros do centro da cidade. A unidade, que recebe estudantes de várias localidades vizinhas, tem 300 alunos matriculados. Segundo a secretária, ônibus escolares passam nos sítios para buscar os alunos e os levam de volta ao fim do expediente. O imóvel ocupado pela unidade escolar, que era de um clube, foi adaptado pela prefeitura. Pelas previsões, as novas instalações incluirão salas de aula e lousa digital, refeitório, biblioteca, sala do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo) e quadra coberta. O pedido já foi encaminhado ao Ministério da Educação. Parte dos alunos chega às 7 horas e sai às 16h40.

     

    Em três pequenas unidades multisseriadas, mais distantes da sede, estudam cerca de 50 crianças, mas ainda não foi possível levar a educação integral até lá.

     

    Além do ensino fundamental, com 6.808 alunos, Araras tem 3.884 crianças matriculadas na educação infantil, 144 na educação especial, cerca de 1,3 mil em creches e 831 na educação de jovens e adultos.

     

    O quadro do magistério, com cerca de mil professores, é outro item que valoriza a educação pública. Todos têm formação superior, incluídos os que atendem escolas de educação infantil (creches e pré-escolas) e de educação no campo.


    Estrutura — O coordenador do programa Mais Educação em Araras, Valdemir dos Santos, elogia a iniciativa do município. Ele explica que todas as escolas da rede têm quadra de esportes coberta, salas de leitura com professores presentes, biblioteca e sala de informática. Além disso, oferecem refeições e lanches, com cardápio balanceado, para atender as necessidades nutricionais de crianças e pré-adolescentes. Professores qualificados e em programas de aperfeiçoamento profissional são citados com destaque por Valdemir.

     

    Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostram que o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) da rede de Araras supera a média nacional. Em 2011, a média nacional no quarto e no quinto anos do ensino fundamental foi de 4,7 pontos; no sexto e no nono, de 3,8 pontos. Araras alcançou 5,4 pontos no quarto e no quinto anos e 4,5 no sexto e no nono.Dos 6.808 alunos do ensino fundamental da rede de Araras, 2.581 ficam na escola por sete horas diárias, com aulas e atividades extras (foto: Mario Marcos/Secretaria Municipal de Educação)

     

    O município de Araras está situado na mesorregião de Piracicaba, a 174 quilômetros da capital. Tem 118,8 mil habitantes, segundo o Censo Demográfico de 2010.


    Mais Educação — Uma das iniciativas do Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNE), o programa Mais Educação foi criado em 2007 para incentivar, com transferência de recursos federais, as secretarias estaduais e municipais de Educação a oferecer educação integral em suas redes. Em 2008, primeiro ano de atividade, aderiram ao programa 1.380 escolas de ensino fundamental; em 2009, o número subiu para cinco mil; em 2010, chegou a dez mil; em 2011, a 14,9 mil; e em 2012, a 32 mil. A meta para este ano é alcançar 45 mil escolas.


    Ionice Lorenzoni

     

    Conheça o Mais Educação

     

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  • O Ministério da Educação realiza na quinta-feira, 18, a 47ª webconferência do programa Mais Educação. O tema será a educação em tempo integral nas escolas públicas de ensino fundamental, com transmissão diretamente da Sala de Atos do MEC, em Brasília, das 15h às 17h.

    Durante as duas horas de debates, o ministro Henrique Paim, dirigentes da Secretaria de Educação Básica (SEB) e o presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), Romeu Caputo, abordarão assuntos como avaliação e perspectivas do programa Mais Educação, execução e financiamento, formação para a gestão e prestação de contas. Haverá ainda espaço para perguntas de educadores, gestores, estudantes, pais e interessados no programa.

    As perguntas devem ser enviadas antecipadamente para o endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. No campo assunto, é necessário escrever 47ª webconferência. O programa pode ser acompanhado ao vivo na página do MEC na internet.

    Assessoria de Comunicação Social

  • O município de Sobral tem hoje 6,5 mil estudantes em jornada ampliada, na qual participam de atividades como teatro, danças populares e artes visuais (foto: arquivo da Secretaria Municipal de Educação)Com 97% das crianças alfabetizadas aos 7 anos de idade, a rede municipal de educação pública de Sobral, Ceará, aparece com destaque no mapa do índice desenvolvimento da educação básica (Ideb). A cada edição, o município registra avanços — em 2005, chegou a 4 pontos; em 2007, a 4,9; em 2009, a 6,6; em 2011, a 7,3. Ao obter tal pontuação, ultrapassou a meta final prevista somente para 2021, de 6,1 pontos.

    Tais resultados, de acordo com o secretário municipal de Educação, Júlio César da Costa Alexandre, constituem a soma de 11 anos de política de alfabetização e de investimentos na formação das crianças da rede de ensino. Em 2001, 48% dos alunos, aos 8 anos de idade, não conseguiam ler palavras. Hoje, 97% dos estudantes, aos 7 anos, têm leitura, entonação e compreensão do que leem e escrevem.

    A estratégia do município tem a leitura como base do processo. Para executar a tarefa, cada escola conta com um agente de leitura, que recebe formação mensal ministrada pela equipe da professora Lourdes Macena, do Departamento de Artes do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, câmpus de Fortaleza. “Em todas as etapas da caminhada da rede rumo à educação integral, o programa Mais Educação fortalece nossa estratégia”, diz Júlio César.

    Hoje, de uma rede de 34 mil alunos, incluindo a educação infantil, o município tem 6,5 mil estudantes com jornada ampliada e no Mais Educação. O objetivo é chegar à educação integral das 7 às 17 horas, em 100% das escolas urbanas e rurais.

    O secretário explica que o rumo da ampliação prevê diversas ações já em curso:

    • Abertura de mais três escolas de educação integral, em janeiro de 2014
    • Conclusão das obras de 11 centros de educação infantil
    • Elaboração de um currículo que favoreça o protagonismo de pré-adolescentes do sétimo ao nono ano do ensino fundamental
    • Continuidade da formação mensal de professores e monitores pelo Instituto Federal do Ceará

    A formação continuada dos educadores e monitores, segundo Júlio César, foi construída para dar identidade ao projeto. Este ano, 160 educadores, entre professores e monitores, que trabalham na rede de Sobral recebem formação em música, teatro, narração de histórias, danças populares e artes visuais. Eles têm 80 horas de curso por ano.

    De acordo com a coordenadora do projeto, Lourdes Macena, cinco profissionais licenciados no ensino de artes vão a Sobral uma vez por mês para trabalhar com os educadores do município. Lourdes é licenciada em música, tem mestrado em turismo cultural e faz doutorado no ensino de artes na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). É professora efetiva do instituto federal há 31 anos.

    Com a oferta de atividades extraclasse, a Secretaria de Educação de Sobral pretende implantar a educação integral das 7 às 17 horas, em 100% das escolas urbanas e rurais (foto: arquivo da Secretaria Municipal de Educação)Reconhecimento— Na avaliação de Júlio César, os pais reconhecem que a escola está melhorando. Além disso, já se observa a tendência de famílias da classe média de tirar os filhos da escola particular para matriculá-los na pública. Exemplo recente citado pelo secretário aconteceu com uma escola particular que foi municipalizada. “No começo, os pais não queriam, mas hoje eles perguntam por que a unidade não foi municipalizada antes”, salientou.

    O desafio, de acordo com Júlio César, é manter a colaboração das famílias com o projeto que vai universalizar a educação integral, da creche ao final da educação infantil, do primeiro ao quinto (anos iniciais) e do sexto ao nono ano (finais) do ensino fundamental.

    Sobral fica no noroeste cearense, a 240 quilômetros de Fortaleza, em área da Caatinga, com vegetação do Semiárido. A população é de 193,1 mil habitantes, segundo o Censo Demográfico de 2010.

    Mais Educação — Integrante do Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação (PNE), o programa Mais Educação foi criado em 2007 para incentivar, com transferência de recursos federais, as secretarias estaduais e municipais de Educação a oferecer educação integral na rede pública. Em 2008, primeiro ano de atividade, aderiram ao programa 1.380 escolas de ensino fundamental. Em 2009, o número subiu para 5 mil unidades; em 2010, chegou a dez mil; em 2011, a 14,9 mil e, em 2012, a 32 mil. A meta para 2013 é alcançar 45 mil escolas.

    Ionice Lorenzoni

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  • A presidenta da República, Dilma Rousseff, anunciou que o programa Mais Educação, que oferece educação integral em escolas públicas do ensino fundamental, atenderá neste ano 5 milhões de estudantes de 30 mil escolas. O investimento do governo federal será de R$ 1,4 bilhão.

    A expansão da oferta de educação integral em escolas urbanas e rurais foi anunciada durante o programa de rádio Café com a Presidenta, nesta segunda-feira, 12. Esse programa é produzido pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e veiculado uma vez por semana.

    Na entrevista de rádio, Dilma Rousseff fez uma convocação às escolas pré-selecionadas pelo Ministério da Educação para que informem o número de estudantes que serão atendidos. As inscrições devem ser feitas até o dia 30 deste mês, pela internet.

    Segundo a presidenta, uma das prioridades do governo federal em 2012 é atender escolas onde estão matriculados alunos beneficiários do programa Bolsa Família e as unidades que tiveram baixo desempenho no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), medido em 2007 e 2009. “As atividades em tempo integral podem contribuir muito para melhorar a qualidade da educação das nossas crianças”, explicou.

    Alimentação adequada, atividades lúdicas, artísticas, culturais e esportivas oferecidas na educação integral ajudam as crianças a desenvolver suas habilidades, disse a presidenta. Ela recomendou aos diretores das escolas que, se as unidades não puderem atender todos os alunos agora, que selecionem grupos para o turno integral, e que a oferta seja ampliada aos poucos.

    Dilma observou que, “além das vantagens da educação integral para o aprendizado e desenvolvimento de crianças e adolescentes, há também a tranquilidade que oferece aos pais, que podem trabalhar sabendo que os seus filhos estão bem cuidados e protegidos na escola”.

    Durante o programa, ela também informou que hoje o Mais Educação já atende 15 mil escolas e 2,8 milhões de estudantes do ensino fundamental e que a meta do seu governo é chegar a 60 mil escolas até 2014.

    Inscrições – As escolas devem informar os dados até dia 30 deste mês, mas os dirigentes que tiverem dúvidas ou dificuldades para preencher as informações no Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec) podem pedir esclarecimentos pelos telefones (61) 2022-9175, 2022-9176, 2022-9174, 2022-9184, 2022-9211, 2022-9212 e 2022-9181.

    Assessoria de Comunicação Social

    Conheça o Programa Mais Educação

    Confira
    a relação de escolas urbanas pré-selecionadas para 2012

    Confira a tabela das escolas do campo pré-selecionadas para 2012
  • Modalidades esportivas estão entre as atividades oferecidas pelas escolas vinculadas ao programa Mais Educação (foto: Geyson Magno/MEC – 16/9/10)A adesão ao programa Mais Educação é feita por meio do Sistema Integrado de Monitoramento e Controle (Simec) do Ministério da Educação. As escolas pré-selecionadas têm o prazo até 30 de abril para validar a adesão ao sistema e passar a receber mais recursos para oferecer atividades em tempo integral.  A meta do governo federal é atingir 45 mil escolas em 2013 e 60 mil em 2014.

    Para completar o cadastro no Mais Educação, a escola precisa preencher todos os dados no Simec, como o nome do diretor da escola e demais exigências do projeto pedagógico. A adesão implica a escolha de até cinco atividades nos macrocampos do programa, entre eles: acompanhamento pedagógico; educação ambiental; esporte e lazer; direitos humanos em educação; cultura e artes; cultura digital; promoção da saúde; comunicação e uso de mídias; investigação no campo das ciências da natureza e educação econômica.

    “O MEC não abre mão do acompanhamento pedagógico. Este é obrigatório”, salienta Jaqueline Moll, diretora de Currículos e Educação Integral do ministério. “Claro que queremos uma atividade intelectual que faça sentido com o que o aluno está estudando já. O tempo ampliado tem que trabalhar com isso.”

    Após terminar a adesão no Simec, a escola encaminha as informações para a secretaria de educação de seu município. A secretaria pode fazer correções e adequações, que são validadas pela escola. Por fim, o documento chega ao MEC.

    “É fundamental que as equipes da secretaria tomem conhecimento do programa Mais Educação e estejam atentas às informações no site do MEC. Estamos chegando a municípios muito pequenos do Brasil”, explicou Jaqueline. “Queremos pedir a colaboração das secretarias porque seguramente a perspectiva da educação integral precisa ser abraçada pelos municípios. O Mais Educação é uma estratégia do governo federal que vem dando frutos em vários munícipios”, completou.

    Criação– O programa Mais Educação foi instituído pela Portaria Interministerial nº 17, de 24 de abril de 2007, e regulamentado pelo Decreto nº 7.083, de 27 de janeiro de 2010. As escolas das redes públicas de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal fazem a adesão e, de acordo com o projeto educativo em curso, optam por desenvolver atividades nos macrocampos do programa.

    Paula Filizola

    Acesse o Simec
  • Estudantes do sexto ao nono ano do ensino fundamental público, que estudam em escolas que adotam o programa Mais Educação, podem participar do concurso Escola, roteiro e cinema. As inscrições devem ser feitas até 15 de abril. O prêmio para os vencedores será uma viagem à cidade de Salamanca, na Espanha, em setembro deste ano.

    O concurso Escola, roteiro e cinema é promovido pelo MEC, em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, Ciência e Cultura (OEI). Os objetivos do concurso são estimular os jovens a escrever, a expressar idéias e sentimentos e aproximá-los do cinema e da televisão.

    O tema do concurso é O lugar onde vivo. Antes de escrever o trabalho, o estudante deve escolher algo típico sobre os costumes da região onde reside, como lendas, tradições, testemunhos, memórias. Pode concorrer um aluno, ou um grupo de até quatro colegas. A inscrição consta de roteiro para um filme de curta-metragem de até três minutos, sinopse e dados de identificação do autor ou autores, além de carta do diretor da escola e pré-autorização dos pais ou responsáveis pelo estudante.

    De acordo com o regulamento do concurso, o autor deve eleger um gênero literário, tal como humor, terror, suspense, romance. Na apresentação do trabalho, deve descrever as cenas e diálogos e prestar atenção nos critérios que serão considerados na avaliação: correção linguística, clareza de expressão, coerência entre as cenas, criatividade, originalidade e representatividade geográfica.

    Cronograma– O regulamento do concurso compreende inscrição até 15 de abril; em maio, uma comissão vai escolher entre os inscritos até 25 trabalhos que serão enviados para a comissão julgadora (formada por especialistas indicados pelo MEC e OEI).

    Cabe à comissão julgadora selecionar até cinco roteiros que serão produzidos pela TV Escola, do MEC, em julho. Em setembro, os autores viajam a Salamanca para a exibição dos filmes durante evento do Programa para o Fortalecimento das Línguas da Íbero-América na Educação, promovido pela OEI. A viagem dos estudantes será custeada pela Fundação SM.

    Inscrição– Conforme o regulamento, os estudantes podem enviar os roteiros de duas formas: por Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou por carta registrada, com aviso de recebimento, para OEI Brasília – SHS quadra 6, conjunto A, sala 919 – Business Center Tower – Complexo Brasil 21 – Brasília – DF, CEP 70316-109.

    Ionice Lorenzoni
  • O que é educação integral e como ela funciona? Essas são as principais dúvidas expressas pela maioria dos diretores das cinco mil escolas públicas do ensino fundamental selecionadas este ano para receber apoio técnico e recursos financeiros do programa Mais Educação. As dúvidas foram apresentadas a consultores do ministério durante visitas a nove estados, por correio eletrônico e por telefone.


    O coordenador-geral de ações educacionais complementares da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), Leandro Fialho, explica que muitos gestores têm a concepção de que educação integral é manter o aluno dentro da escola o dia todo, o que seria difícil de executar porque as escolas públicas não têm a infraestrutura necessária.


    O modelo brasileiro que está em teste desde o ano passado, diz o coordenador, é uma educação integral para além dos muros da escola, realizada em parceria com áreas de outros ministérios, com empresas locais e com a comunidade. Segundo Leandro Fialho, no modelo adotado, os estudantes fazem na escola parte da sua formação e a outra parte é de atividades extraclasses, geralmente desenvolvidas em espaços do bairro onde a escola está instalada. São atividades esportivas, culturais, de lazer.


    Além das visitas às secretarias estaduais de educação da Bahia, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Pará, Goiás, Ceará e Distrito Federal para explicar o que é e como funciona o Mais Educação, a Secad realiza na terça-feira, 12, a partir das 14h, uma webconferência. Segundo Leandro Fialho, os objetivos são tirar dúvidas sobre o preenchimento do plano de atendimento da escola, condição para receber apoio técnico e financeiro do MEC e mobilizar os diretores para que as cinco mil escolas ingressem no programa.


    A webconferência  será transmitida ao vivo pelo  http://portal.mec.gov.br/secad/maiseducacao. Para pedir informações e tirar dúvidas estão disponíveis os telefones (61) 2104-6295 e 2104-6280 e o endereço eletrônico Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..


    Para atingir cinco mil escolas este ano, o programa Mais Educação selecionou 5.244 escolas públicas do ensino fundamental em cidades com mais de 100 mil habitantes e aquelas que se enquadram numa destas situações: cidades com mais de 50 mil habitantes situadas no entorno das regiões metropolitanas; os municípios atendidos pelo Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça; as escolas que, em 2007, registraram Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de até 3,5 pontos (o ideb vai de zero a dez pontos).


    No ensino médio, o MEC escolheu dez estados com dificuldades e baixo Ideb nessa etapa da educação básica. O projeto-piloto no ensino médio será realizado em 100 escolas, dez por estado.

    Ionice Lorenzoni

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