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  • Alunos sabatistas farão a prova em horário especial

    Em 2009, os inscritos no novo Enem realizarão a prova em dois dias: 3 e 4 de outubro, sábado e domingo, a partir das 13h (horário de Brasília). Ainda assim, os participantes cujas religiões guardam o sábado não precisam se preocupar – nesses casos, os inscritos deverão comparecer aos locais de prova junto com os demais, mas poderão aguardar em local próprio e só começar a responder aos cadernos de questões após o pôr do sol.


    Para um melhor atendimento e operacionalização do processo, pede-se que os guardadores de sábado informem sua condição no sistema de inscrições do Enem 2009. Ao preencher a ficha eletrônica, basta que o participante declare que necessita de atendimento especial. Os sabatistas que já se inscreveram e não prestaram essa informação podem fazê-lo no sistema de acompanhamento até o dia 17 de julho, final das inscrições.


    Os portões serão abertos às 12h e fechados às 12h55, no horário de Brasília, para todos os inscritos. Apesar de começarem a responder as provas em horário diferenciado, os participantes sabatistas também terão 4h30 para responder ao caderno da Prova I, com questões das áreas de ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias.


    As inscrições para o Enem 2009 ficam abertas até o dia 17 de julho, somente pela internet, na página eletrônica do exame.

    Assessoria de Imprensa do Inep

  • Comitê do novo Enem aprova matriz de habilidades para prova de outubro

  • Comitê do novo Enem contará com instituições estaduais

    A Associação Brasileira de Reitores das Universidades Estaduais e Municipais (Abruem) participará do comitê de governança do novo Enem. A decisão foi tomada durante reunião nesta terça-feira, 28, em Brasília, entre membros da entidade, o ministro da Educação, Fernando Haddad, e o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Reynaldo Fernandes.


    Com isso, o comitê reunirá reitores de todas as instituições de educação superior públicas – federais, estaduais e municipais – além de secretários de educação. O órgão terá, entre suas responsabilidades, discutir e acompanhar a elaboração do novo Enem e seu impacto no currículo do ensino médio.


    Os reitores de instituições estaduais e municipais vieram ao Ministério da Educação conhecer o novo modelo. Todos concordaram com os princípios da proposta do ministério, que prevê um processo de seleção capaz de orientar o currículo do ensino médio, a partir de um exame que tem como objetivo avaliar a capacidade de compreensão e de resolução de problemas pelo aluno e o uso criativo do conhecimento.


    Para o ministro, mais importante que definir a maneira de utilização do novo exame e o prazo para isso é criar um círculo virtuoso de discussão, que torne a passagem da educação básica para a educação superior menos traumática e estressante para o aluno, além de privilegiar a capacidade analítica do estudante. “A participação de todas as instituições públicas nesse processo daria um padrão de referência à educação básica muito significativo”, avaliou Haddad.


    O ministro sugeriu um prazo de três anos para que as instituições implementem a medida de maneira “tranqüila, segura e com objetivos comuns”. “Se a nota do novo Enem for considerada para o ingresso sob qualquer das formas propostas, será um grande salto de qualidade”, afirmou.


    As instituições podem optar entre quatro alternativas, ou ainda usá-las de forma combinada. O novo Enem poderá ser usado como única fase; como primeira fase; como parcela da nota do vestibular; ou para preencher as vagas remanescentes do vestibular.


    A maioria dos reitores demonstrou interesse em adotar uma das formas já neste ano. Na reunião, ficou definido também que as instituições discutirão a proposta com suas comunidades acadêmicas e que a Abruem escolherá os seus membros de composição do comitê de governança nos próximos 30 dias. A Abruem representa 32 instituições estaduais e municipais de educação superior. 

    Maria Clara Machado

    Saiba mais sobre o novo Enem

  • Consed e MEC discutem universalização do Enem

    Os representantes do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) no comitê de governança do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) aprovaram o princípio da universalização da prova a ser adotada. O exame pode servir também para o estudante que fez o ensino médio na modalidade educação de jovens e adultos obter o certificado de conclusão. A proposta foi apresentada na quinta-feira, dia 14, pela presidente do Consed, Maria Auxiliadora Seabra, ao ministro da Educação, Fernando Haddad.

    O Ministério da Educação vai fazer um estudo de logística para garantir o acesso de todos os estudantes aos locais de prova em todo o território nacional. Segundo o ministro, ao contrário da Prova Brasil, que é aplicada em sala de aula nas turmas regulares — também será realizada este ano —, o novo Enem terá datas e locais específicos. “Mais do que a aferição do conhecimento do aluno, a prova pode representar o acesso dele à universidade, o que exige cuidados maiores com a segurança”, explicou.

    O Consed entende que o novo formato da prova permitirá a reestruturação do ensino médio e que, com isso, o currículo dessa etapa do ensino passará a orientar os processos seletivos de acesso à educação superior, não o contrário, como ocorre hoje.

    Assessoria de Comunicação Social
  • Conselho de secretários estaduais propõe exame universal já em 2010

     O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será universalizado no ano que vem. Ou seja, todos os estudantes da rede pública serão obrigados a fazer a nova prova. O exame pode servir também para o estudante que fez o ensino médio na modalidade educação de jovens e adultos obter o certificado de conclusão. A proposta foi apresentada na manhã desta quinta-feira, dia 14, pela presidente do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), Maria Auxiliadora Seabra, ao ministro da Educação, Fernando Haddad.

    Ao acatar a proposta, Haddad pediu um estudo de logística para garantir o acesso de todos os estudantes aos locais de prova em todo o território nacional. Segundo o ministro, ao contrário da Prova Brasil, que é aplicada em sala de aula nas turmas regulares — também será realizada este ano —, o novo Enem terá datas e locais específicos. “Mais do que a aferição do conhecimento do aluno, a prova pode representar o acesso dele à universidade, o que exige cuidados maiores com a segurança”, explicou.

    O Consed entende que o novo formato da prova permitirá a reestruturação do ensino médio e que, com isso, o currículo dessa etapa do ensino passará a orientar os processos seletivos de acesso à educação superior, não o contrário, como ocorre hoje.

    Para Maria Auxiliadora, o novo formato do exame provoca debates nos estados e a aproximação entre os secretários de educação e reitores.

    Assessoria de Comunicação Social


    Ouça
    trecho da fala do ministro na reunião do Consed

    Republicada com acréscimo de informações.

    Saiba mais sobre o novo Enem

  • Encontro discute novo Enem e mudanças no currículo

    O Fórum dos Coordenadores Estaduais do Ensino Médio e a Secretaria da Educação Básica do Ministério da Educação discutem, na próxima semana, o novo Enem e mudanças no currículo do ensino médio. A reunião será em Brasília, nos dias 26 e 27.

    No encontro com os integrantes do fórum, explica Maria Eveline Villar Queiroz, coordenadora-geral do ensino médio, o MEC vai apresentar o Ensino Médio Inovador, que é um programa de apoio técnico e financeiro oferecido às redes estaduais que desejam melhorar a qualidade do ensino. Para receber o apoio, diz a coordenadora, o estado precisa aderir e apresentar um projeto.

    Entre as inovações que o Ministério da Educação sugere estão a ampliação da carga horária dos três anos do ensino médio para três mil horas (hoje são 2.400 horas); a leitura como elemento central e básico em todas as disciplinas; estudo da teoria aplicada à prática; fomento às atividades culturais; professor com dedicação exclusiva.

    Colocar a leitura no centro do currículo, segundo Maria Eveline, tem o objetivo de preparar o cidadão para ter êxito tanto nos estudos como na vida. Às vezes, a dificuldade do estudante não está no conteúdo da disciplina, mas na forma de ler e de interpretar os códigos, diz a coordenadora. “A leitura dá autonomia no aprendizado, na escola, na universidade e no mundo do trabalho.” O programa também quer oferecer uma escola mais atrativa para o aluno e, assim, reduzir os índices de abandono.

    O diretor de avaliação da educação básica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Heliton Ribeiro Tavares, vai apresentar o novo Exame Nacional do Ensino Médio, proposto pelo MEC. Os modelos de provas, o número de questões, a segurança da aplicação, o calendário. No mesmo encontro, o fórum vai saber do andamento do debate sobre a revisão das diretrizes curriculares do ensino médio. Esse tema será abordado pelos consultores Antônio Flávio Barbosa, da PUC-RJ, e Alfredo Veiga Neto, da UFRGS.

    Estatísticas – Dados do documento sobre o programa Ensino Médio Inovador, extraídos da Pesquisa Nacional de Amostragem de Domicílio (Pnad 2006), indicam que dos 10,4 milhões de brasileiros de 15 a 17 anos, mais de 50% não estavam matriculados no ensino médio naquele ano. A mesma Pnad revela que o acesso ao ensino médio é desigual entre grupos da população: apenas 24% de jovens na faixa etária de 15 a 17 anos, dos 20% mais pobres, estão no ensino médio, enquanto que entre os ricos o índice é de 76,3%.

    Quando o ensino médio é analisado por região, a Pnad também retrata desigualdades. No Sudeste, 73,3% dos jovens na faixa de 15 a 17 anos estão no ensino médio, mas no Nordeste, esse índice cai para 33,1%. A Secretaria da Educação Básica também buscou na pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em 2005, dados para traçar outro quadro que oferece aos integrantes do fórum: naquele ano, 34% dos jovens de 15 a 17 anos ainda estavam no ensino fundamental; 17% dos jovens nessa faixa etária não estudavam; e na faixa de 18 a 24 anos, 66% não estudavam. Os motivos da evasão, diz a pesquisa, se concentram em duas situações: 42,2% dos homens deixam a escola para trabalhar, e 21,1% das mulheres, por causa de gravidez.

    Ionice Lorenzoni

    * Republicada com correção
    de informações
  • Enem dará acesso a cursos superiores de tecnologia e licenciaturas

    Os institutos federais oferecem cinco mil vagas em cursos superiores de tecnologia nas mais variadas áreas e três mil para licenciaturas (Foto: João Bittar)O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será adotado como forma de seleção de estudantes por 18 institutos federais de educação, ciência e tecnologia, como prova única ou simultaneamente ao vestibular tradicional. Os estudantes poderão escolher entre licenciaturas e cursos superiores de tecnologia. Há vagas em todas as regiões do país.


    Os institutos oferecem aproximadamente cinco mil vagas em cursos superiores de tecnologia nas mais variadas áreas e cerca de três mil para licenciaturas. Em especial, formação de professores de química, física, biologia e matemática — os institutos têm a prerrogativa legal de reservar 20% das vagas à oferta desses quatro cursos.


    A Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica conta hoje com 222 escolas em funcionamento. Chegará a 354 até 2010. “O novo Enem permitirá economia de tempo, de força de trabalho e de recursos materiais e financeiros, além de ampliar e melhorar o acesso a cada instituição em âmbito nacional”, diz nota aprovada pelo conselho dos dirigentes da rede, encaminhada ao Ministério da Educação.


    Os cursos superiores de tecnologia, de menor duração e voltados especificamente para o mercado de trabalho, têm crescido tanto nas instituições públicas quanto nas particulares. De acordo com o Censo da Educação Superior, divulgado em fevereiro, o número de alunos que ingressaram em cursos da área aumentou 390% entre 2002 e 2007 — de 38.386 para 188.347 estudantes. É o maior crescimento registrado nas matrículas em cursos superiores. O número de cursos tecnológicos e de matrículas nessa modalidade de ensino teve crescimento superior ao das graduações presenciais.


    Para o secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, há uma mudança de perspectiva em andamento. “O país parece ter entendido o papel do ensino técnico e profissionalizante para o desenvolvimento. O novo Enem será fundamental para as licenciaturas e para os cursos de tecnologia”, disse.

    Assessoria de Imprensa da Setec

    Confira as notícias sobre os Institutos Federais

  • Entrevista do Ministro Haddad à Globo News

    Rio de Janeiro 15/04/09 - Em entrevista ao canal Globo News, o ministro da Educação, Fernando Haddad, falou sobre soluções para combater a evasão escolar, principalmente no ensino médio. Na visão do ministro, é necessária uma revitalização desse nível educacional, que já começou – com a reforma do Sistema S e a expansão da rede federal. Segundo Haddad, outro passo importante para a melhoria do ensino médio é a formulação do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que pretende substituir o vestibular tradicional.



  • Estudantes de todo o país farão as provas em 3 e 4 outubro

    Estudantes de escolas públicas e particulares que concluem o ensino médio este ano podem se inscrever a partir de 15 de junho, pela internet, para fazer as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Portaria nº 109, com os detalhes da inscrição e da realização das provas, está publicada na edição desta quinta-feira, dia 28, do Diário Oficial da União. O período de inscrições vai se estender até 17 de julho.  As provas serão aplicadas nos dias 3 e 4 de outubro, às 13h (horário de Brasília). A participação no exame não é obrigatória.


    A partir deste ano, o Enem passa a ser aceito por várias universidades federais como alternativa ao vestibular no critério de seleção de estudantes. O exame é composto de quatro provas, com 45 questões objetivas de múltipla escolha que vão medir o conhecimento dos alunos nas áreas de linguagens, códigos e redação; matemática; ciências humanas e ciências da natureza e suas tecnologias. A relação dos municípios nos quais serão realizadas as provas está no Anexo I do Diário Oficial.


    Também podem fazer o exame os estudantes que tiverem concluído o ensino médio em anos anteriores, mas todos os candidatos devem ter, no mínimo, 18 anos completos na data da primeira prova. Alunos de escolas públicas não pagam a taxa de inscrição, de R$ 35.


    As instituições de educação superior que quiserem usar os resultados individuais do Enem como critério de seleção precisam encaminhar pedido formal ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), a partir de dezembro.


    Os estudantes devem fazer a inscrição na página eletrônica do exame.

    Assessoria de Comunicação Social

  • Mapa do novo Enem - Institutos


  • Mapa do novo Enem - Universidades


  • Matriz de habilidades do Enem está disponível para consulta

    Matriz de habilidades do Enem já está disponível para estudantes (Foto: Júlio César Paes)Já está disponível para consulta a matriz de habilidades do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O documento, que é um guia para orientar a elaboração dos itens da prova, foi aprovado na manhã desta quinta-feira, 14, pelo Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). Os reitores das universidades federais também já deram o aval para a utilização do instrumento.

    A matriz está organizada nas quatro áreas que comporão o exame: linguagem, ciências da natureza, ciências humanas e matemática. Assim, a nova prova do Enem, que será aplicada em outubro, cobrará os mesmos conteúdos pedidos pelos atuais vestibulares, mas o formato da prova será diferente. Agora, os estudantes terão de usar mais a capacidade de raciocínio e compreensão do que de memorização. A expectativa é de que a nova concepção do Enem ajude a reestruturar o currículo do ensino médio.

    Com a matriz definida, o Comitê de Governança do novo Enem, representado pelo MEC, reitores de universidades e secretários estaduais de educação poderão aprimorar as edições seguintes da avaliação. Para isso, serão criadas comissões temáticas, compostas por especialistas de cada área do conhecimento, que vão analisar o conteúdo a ser cobrado nas próximas edições.

    Letícia Tancredi

    Veja a matriz de habilidades do novo Enem.

    Saiba mais sobre o novo Enem
  • MEC e reitores definem quatro formas de adesão ao novo Enem

    Os membros da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e o ministro da Educação, Fernando Haddad, definiram nesta sexta-feira, 17, quatro formas de adesão das instituições ao novo Enem. A proposta originaldo Ministério da Educação, encaminhada na semana passada à Andifes, previa duas formas de participação das universidades ao modelo seletivo unificado, em substituição aos atuais vestibulares.


    “Foram definidas possibilidades mais flexíveis de participação, com respeito às tradições de cada instituição”, disse o ministro. Cada uma das 55 universidades federais poderá escolher de que maneira utilizará o novo Enem em seu processo seletivo. Há quatro possibilidades: o Enem como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas ociosas, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular.


    MEC e reitores definem quatro formas de adesão ao novo Enem (Foto: Júlio César Paes)Originalmente, o MEC havia apresentado a possibilidade de as instituições utilizarem o Enem como fase única ou como primeira fase de seus processos seletivos. “O que queremos é a participação de todas a alguma das quatro formas, para começar a reestruturar o currículo do ensino médio”, disse Haddad. Qualquer forma de adesão, na visão do ministro, impactará positivamente na reformulação do ensino médio, a fim de despertar a capacidade de raciocínio crítico e analítico dos jovens.


    As instituições poderão mudar a forma de adesão ao novo Enem de um ano para o outro ou usar o modelo de maneira variada por curso. Por exemplo, a mesma universidade poderá usar o Enem como fase única para a oferta de vagas de ingresso à maioria dos cursos e como primeira fase para cursos que exijam provas de aptidão.


    “Percebo claramente o desejo das universidades em participar do processo”, disse o presidente da Andifes, reitor Amaro Lins (UFPE). De acordo com o ministro, nas próximas semanas, o MEC responderá a todas as dúvidas dos reitores sobre detalhes do novo modelo.


    Além da definição das formas de adesão ao novo modelo de ingresso nas universidades, também foi instalado o comitê de governança do novo Enem. “Será um comitê misto com a participação de reitores e de secretários estaduais que tenham ligação com o ensino médio em seus estados”, explicou Haddad. O comitê será responsável por acompanhar a elaboração da prova e seu impacto no currículo do ensino médio.

    Maria Clara Machado
    Reportagem TVMEC: Rodrigo Lins





    Confira a reportagem da TV MEC
    Ouça a entrevista do ministro Fernando Haddad.
  • Ministro explica em entrevista modelo proposto para exames

    Para falar sobre a proposta de um novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para substituir os vestibulares das universidades, o ministro da Educação, Fernando Haddad, concedeu nesta quinta-feira, 26, entrevistas à Rádio Bandeirantes e à Rádio Jovem Pan.

    Haddad defende um vestibular nacional, assim como acontece em países como Estados Unidos e França. Nesses países, segundo o ministro, os exames nacionais orientam o ensino médio, ajudam na organização curricular, ao mesmo tempo que estimulam o desenvolvimento de capacidade analítica e raciocínio e evitam a necessidade de decorar fórmulas ou informações.

    O ministro destacou que o ensino fundamental no Brasil vem crescendo, enquanto o ensino médio continua estagnado. Uma das razões, de acordo com Haddad, é o fato de que o currículo do ensino médio está organizado a partir das provas de vestibular, e não a partir de uma forma interessante e atraente de formular questões para os candidatos.

    O novo Enem será elaborado por disciplinas como, por exemplo, matemática, humanidades, ciências, leitura e compreensão de texto, inclusive em língua estrangeira. Haddad explica que a forma de perguntar será a mesma do Enem, combinada com a abrangência de conteúdo do tradicional vestibular.

    O novo exame também vai facilitar a vida do estudante brasileiro. Ele não vai precisar fazer várias provas. Se a proposta for aprovada pelas universidades federais, o novo exame será aplicado ainda este ano, para ingresso em 2010. As universidades particulares também poderão aderir ao programa.

    Ellen Santana

    Ouça trechos do áudio da entrevista veiculada na Jovem Pan.

    Saiba mais sobre o novo Enem
  • Ministro faz apelo a reitores sobre adesão ao novo Enem

    O ministro da Educação, Fernando Haddad, participou nesta terça-feira, dia 28, da reunião do Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). Ao falar das mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), propostas pelo Ministério da Educação para mudar o formato do vestibular, o ministro considerou legítima a preocupação com a questão regional. Observou, porém, que ela não deve ficar acima dos debates sobre a reestruturação dos currículos do ensino médio, a racionalização do processo de transição da escola para a universidade e a democratização do acesso à educação superior.


    Haddad falou sobre o novo Enem na reunião com os reitores : 'Não podemos obrigar as universidades a adotar um vestibular unificado, mas o modelo proposto é muito flexível' (Foto: Wanderley Pessoa)“A mobilidade dos estudantes pelo país, com a nova proposta de vestibular, é desejável, mas sabemos que será a exceção, não a regra” destacou Haddad. “Não podemos colocar uma camisa de força no sistema e obrigar as universidades a adotar um vestibular unificado, mas o modelo proposto é muito flexível, com quatro possibilidades largas o suficiente para que as instituições possam aderir a pelo menos uma delas.”


    Além disso, segundo o ministro, a questão da regionalização só afeta um dos formatos propostos para a utilização do Enem como seleção — alusão ao modelo que usa o sistema de seleção unificada.


    Haddad anunciou recentemente as formas possíveis de utilização do novo Enem como ferramenta de ingresso na educação superior:

    • Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line. O aluno pode simular inscrições em até cinco universidades ou cursos
    • Como primeira fase
    • Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular
    • Combinado com o vestibular da instituição.


    Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média com a nota do vestibular.

    O ministro enfatizou a vantagem de as instituições aderirem ao terceiro formato proposto, que acabaria com as vagas remanescentes. “Foge à razoabilidade não aderir a esse modelo e assim deixar vagas ociosas na universidade”, disse. “Ocupada ou não, o dinheiro daquela vaga está sendo investido pelo Estado naquela universidade.” Segundo ele, é alto o custo de fazer um processo seletivo só para preencher as vagas remanescentes.


    Ensino médio — Na reunião, o ministro deixou ainda um pedido aos reitores. “É preciso sacramentar um rumo para nossas ações dentro do debate das mudanças no vestibular, levando em conta todas as questões — quando participar, qual o modelo, se a universidade pode estudar a mudança de formato para o ano que vem”, destacou. “Mas a preocupação deve ser, principalmente, com o ensino médio.”


    Ao comparar o exame e a Prova Brasil, o ministro observou que o vestibular, hoje, não tem uma base comum. “A partir da criação de um exame instigante, interessante e envolvente, queremos causar, no ensino médio, o impacto que teve a Prova Brasil na organização do trabalho em sala de aula”, disse. “Queiramos ou não, o rito de passagem entre o ensino médio e a educação superior é pautado pelo vestibular tradicional. Se tivermos uma matriz de referência para nortear a reforma do currículo do ensino médio, isso vai facilitar enormemente o trabalho das secretarias estaduais de educação.”


    Haddad disse esperar que reitores e secretários estaduais montem essa matriz de referência e promovam a reformulação no Enem voltada para tal fim.

    Luciana Yonekawa

    Ouça a entrevista do ministro Fernando Haddad

    *Republicada com correção de informação

    Saiba mais sobre o novo Enem

  • Notícias sobre o Novo Enem

    28/05/2009 - 13:08 - Estudantes de todo o país farão as provas em 3 e 4 outubro

    21/05/ 2009 - 16:59 - Encontro discute novo Enem e mudanças no currículo

    18/05/2009 - 15:58 - Universidade da Amazônia vai adotar o Enem para ingresso 

    15/05/2009 - 12:05 - Consed e MEC discutem universalização do Enem

    14/05/2009 - 15:16 - Matriz de habilidades do Enem está disponível para consulta

    13/05/2009 - 20:27 - Comitê do novo Enem aprova matriz de habilidades para prova de outubro

    08/05/2009 - 17:24 - Universidades devem definir até fim de maio se adotam o novo Enem

    06/05/2009 - 16:07 - Federal Fluminense aprova novo Enem como vestibular

    29/04/2009 - 15:28 - Desempenho de escolas estaduais é prejudicado por baixo investimento

    28/04/2009 - 19:37 - Comitê do novo Enem contará com instituições estaduais

    28/04/2009 - 13:26 - Ministro faz apelo a reitores sobre adesão ao novo Enem

    27/04/2009 - 16:37 - Universidades devem definir opção por novo Enem até dia 8

    27/04/2009 - 12:46 - Universidade tecnológica vai adotar o novo Enem para acesso em 2010

    17/04/2009 - 14:51 - MEC e reitores definem quatro formas de adesão ao novo Enem

    09/04/2009 - 14:58 - Processo seletivo unificado deve começar em outubro

    02/04/2009 - 12:52 - Assistência à educação superior deve ser maior, diz Haddad

    26/03/2009 - 17:03 - Ministro explica em entrevista modelo proposto para exames

    25/03/2009 - 15:30 - Ministro propõe novo Enem como forma de acesso a universidades federais
  • Novo Enem

    O Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais.

    A proposta tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio.

    As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo:

    • Como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;
    • Como primeira fase;
    • Combinado com o vestibular da instituição;
    • Como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.


    Acesse a proposta apresentada à Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes)

    Matriz de Referência para o Enem 2009

    Nota de aprovação da Matriz de Referência - Representação da Andifes no Comitê de Governança

    Nota de aprovação da Matriz de Referência - Representação do Consed no Comitê de Governança

  • Perguntas frequentes - Novo Enem

    Novo Enem - Dúvidas frequentes


    1 - O Enem foi adiado para que data?


    5 e 6 de dezembro.


    2 - Poderá haver troca de cidade para fazer a prova?


    Sim. Até o a meia-noite do dia 14 de outubro, os alunos que desejarem mudar o local devem entrar no sítio do Inep e solicitar a troca. Estes alunos devem aguardar a confirmação por meio do novo cartão de inscrição e também por mensagem de celular ou e-mail, para aqueles que cadastraram essa opção no ato da inscrição. 


    3 – Haverá mudança nos locais de provas?


    Sim. Principalmente nas grandes cidades os locais devem ser alterados, com o objetivo de procurar ao máximo deixar o aluno próximo da sua casa. Todos os alunos inscritos receberão cartão de confirmação, com data e local da prova, além de mensagem de celular ou e-mail para os que cadastraram essa opção no ato da inscrição.


    4 - O Enem vai valer para a seleção do ProUni?


    Sim, a nota do Enem continua sendo a base para a classificação do ProUni. O período de inscrição será adaptado, para que não haja atraso no início do semestre letivo.


    5– O dinheiro da inscrição pode ser devolvido?


    Sim. Os alunos que não puderem fazer a prova na nova data podem pedir o valor da inscrição de volta para o Inep, por carta. A devolução do valor será feita após a realização da prova.


    6 – A nota do Enem vai valer para as universidades federais?


    Sim. As universidades possuem autonomia e poderão optar entre quatro possibilidades de utilização do novo exame como processo seletivo: 1) como fase única, com o sistema de seleção unificada, informatizado e on-line;
    2) como primeira fase; 3) combinado com o vestibular da instituição; 4) como fase única para as vagas remanescentes do vestibular.


    7 – A nota do Enem vai valer para as universidades particulares?


    Sim. Cada universidade define a forma de utilização da nota. Algumas optaram por usar como um bônus, outras como nota para a 1ª fase, etc.


    8 – Os Institutos Federais vão usar o Enem para selecionar seus alunos?


    Sim. Cada instituto define a forma de utilizar a nota da prova. Alguns optaram por usar a nota do Enem para preencher 100% das vagas de graduação; outros por um percentual menor, de 50% ou 20% das vagas para a graduação; também tem aqueles que irão utilizar a nota do Enem como fase única para ingresso nos cursos de graduação; e ainda tem aqueles institutos que utilizarão como nota opcional para o aluno ingressar nos cursos de graduação, que também poderão optar pelo processo seletivo tradicional da instituição.


    9 - Quem já terminou o ensino médio há muito tempo pode fazer o Enem e participar do vestibular unificado?


    Sim, o Enem continua sendo uma prova voluntária, aberta a todos os concluintes ou egresso do ensino médio.


    10 - Após o resultado do Enem, o vestibulando pode mudar a opção de curso?


    Em qualquer uma das quatro possibilidades de se usar o Novo Enem como ferramenta de seleção para as universidades, o candidato só escolherá o curso depois do resultado do Enem.


    11 – Como e onde será aplicada a prova?


    O Enem 2009 será aplicado em 1.826 municípios brasileiros, nos dias 05 e 06 de dezembro, da seguinte maneira:
    no dia 05/12/2009 (sábado): das 13h às 17h30 – Prova I:  Ciências da Natureza e suas Tecnologias; e Ciências Humanas e suas Tecnologias.
    no dia 06/12/2009 (domingo): das 13h às 18h30 – Prova II: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Matemática e suas Tecnologias.
    Os portões de acesso aos locais de prova serão abertos às 12h e fechados às 12h55, horário de Brasília-DF. As provas serão aplicadas às 13h, em todo o território nacional.
     

    12 - Como será a prova?


    O novo exame será composto por testes em quatro áreas de conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.
    A redação deverá ser feita em língua portuguesa e estruturada na forma de texto em prosa do tipo dissertativo-argumentativo, a partir de um tema de ordem social, científica, cultural ou política.
    Veja aqui o conjunto de habilidades exigidas em cada área de conhecimento e os conteúdos específicos do currículo associados a elas.


    13 - As disciplinas abordadas pela prova do Enem terão pesos diferentes?


    A prova do Enem trará cinco notas diferentes, uma para cada área do conhecimento avaliada e uma para a redação. Não haverá diferenciação dos pesos. O que pode ocorrer é que, nos processos seletivos, as instituições utilizem pesos diferenciados entre as áreas para classificar os candidatos, de acordo com os cursos pleiteados.


    14 - Haverá questões regionais na prova do Enem?


    Não. Nenhum exame do Inep/MEC contempla questões regionais. Todas as avaliações, como a Prova Brasil / Saeb, Enem etc., têm caráter nacional e devem garantir iguais condições de participação entre estudantes de qualquer lugar do País. Conteúdos regionais poderiam prejudicar estudantes entre as regiões diversas.


    15 - Uma pessoa que não for bem no Enem 2009 terá a chance de fazer outra prova e melhorar a sua nota?


    Sim, o aluno pode fazer o Enem quantas vezes quiser, mesmo que tenha concluído o ensino médio já há alguns anos.


    16 - A nova prova do Enem vai trazer questões sobre língua estrangeira?


    O Comitê de Governança definiu que o Enem 2009 não trará questões de língua estrangeira. A partir da próxima edição da prova o conhecimento de língua estrangeira será cobrado no exame.


    17 - O Inep/MEC continuará a divulgar os resultados do Enem por escola?


    Sim. Não está prevista nenhuma alteração na divulgação dos resultados dos alunos no Enem por escola.


    18 - Para fazer o Enem o interessado já deve ter decidido o curso ou instituição onde pretende prestar o vestibular?


    Não. Na inscrição para o processo seletivo é que o aluno decide a qual curso quer concorrer.


    19 - Qual a principal diferença entre o Enem tradicional e o novo Enem?


    Até 2008, o Enem era uma prova clássica com 63 questões interdisciplinares, sem articulação direta com os conteúdos ministrados no ensino médio, e sem a possibilidade de comparação das notas de um ano para outro. Agora, a intenção é reformular o Enem para que o exame possa ser comparável no tempo e aborde diretamente o currículo do ensino médio. O objetivo é aplicar quatro grupos de provas diferentes em cada processo seletivo, além de redação. O novo exame será composto por perguntas objetivas em quatro áreas do conhecimento: linguagens, códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemáticas e suas tecnologias. Cada grupo de testes será composto por 45 itens de múltipla escolha, aplicados em dois dias.


    20 - Por que mudar o Enem?


    A proposta tem como principais objetivos democratizar as oportunidades de acesso às vagas federais de ensino superior, possibilitar a mobilidade acadêmica e induzir a reestruturação dos currículos do ensino médio. A grande vantagem que o MEC está buscando com o novo Enem é a reformulação do currículo do ensino médio. O vestibular nos moldes de hoje produz efeitos insalubres sobre o currículo do ensino médio, que está cada vez mais voltado para o acúmulo excessivo de conteúdos. A proposta é sinalizar para o ensino médio outro tipo de formação, mais voltada para a solução de problemas. Outra vantagem de um exame unificado é promover a mobilidade dos alunos pelo País. Centralizar os exames seletivos é mais uma forma de democratizar o acesso a todas as universidades. O Ministério da Educação apresentou uma proposta de reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sua utilização como forma de seleção unificada nos processos seletivos das universidades públicas federais.


    21 - Por que fazer o Enem em 2009?


    A média de desempenho obtida no Enem será imprescindível para pleitear uma vaga nas instituições de ensino superior que adotarem o exame como ferramenta de seleção, de maneira integral ou parcial. Além disso, o Enem continua a servir como referência para uma autoavaliação sobre o ensino médio e qualidade do ensino, e sua nota continuará a ser critério de seleção de bolsas de estudo no Programa Universidade para Todos (ProUni). O Enem 2009 vai ainda promover a certificação de jovens e adultos no ensino médio e, a partir do ano que vem, vai medir o desempenho acadêmico dos estudantes ingressantes nas instituições de ensino superior.

  • Universidade tecnológica vai adotar o novo Enem para acesso em 2010

    A proposta do Ministério da Educação de usar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como seleção dos estudantes que buscam vagas no ensino superior foi aceita pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Na sexta-feira, dia 24, os 22 membros do Conselho Universitário aprovaram a proposta por unanimidade.

    Segundo o MEC, as universidades que aderirem ao novo modelo do Enem poderão aproveitar o resultado do exame como prova única ou de uma primeira fase. Poderão ainda combiná-lo com a nota do vestibular tradicional ou como forma de selecionar estudantes para vagas remanescentes.

    A UTFPR adotará o sistema de seleção unificado. Ou seja, passará a utilizar apenas a nota do Enem para selecionar seus alunos, em todos os seus cursos de graduação e em todos os campi. A medida entrará em vigor para o vestibular de verão 2010. O de inverno de 2009, cujas inscrições se iniciam nesta segunda-feira, dia 27, permanece sem alterações.

    Pelo sistema de seleção unificado, as instituições enviam a relação de seus cursos e o número de vagas oferecidas ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep). As vagas seriam automaticamente preenchidas pelos estudantes com a nota de classificação do novo Enem.

    “O sistema de seleção unificado tende a trazer melhorias em diversos setores da sociedade. Os estudantes serão beneficiados, pois têm a possibilidade de escolher cinco cursos, na própria universidade ou em universidades diferentes, se for o caso”, afirmou o reitor da UTFPR, Carlos Eduardo Cantarelli. “Portanto, pode haver uma melhor distribuição de candidatos entre os cursos e, consequentemente, uma seleção mais competitiva.”

    Capacidade — A intenção do Ministério da Educação com o novo Enem é oferecer um sistema de avaliação que privilegie a capacidade crítica e analítica dos estudantes e eliminar os atuais modelos de vestibular, que valorizam sobremaneira a memorização de conteúdos do ensino médio. “O sistema unificado objetiva, igualmente, atuar no ensino médio e reestruturá-lo. As grandes distorções existentes hoje, como o excesso de conteúdo e um ensino voltado prioritariamente para a aprovação no vestibular devem diminuir”, destacou Cantarelli.

    De acordo com a proposta do MEC, a prova do novo Enem será realizada em dois dias. Com testes de múltipla escolha, serão avaliadas as áreas de linguagens; códigos e suas tecnologias (incluindo redação); ciências humanas e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e matemática e suas tecnologias.

    Ao se inscrever para a prova, o estudante terá o direito de optar por cinco cursos e instituições e, de acordo com a nota, simular a posição no curso pretendido, em comparação com as notas dos demais concorrentes. No sistema unificado, os pesos das provas podem ser diferentes, caso a instituição assim determine, para que seja selecionado o mais apto em determinada área.

    A proposta prevê a aplicação do novo Enem em 3 e 4 outubro e a divulgação das provas em 4 de dezembro. A divulgação do resultado final, com a correção das redações, foi sugerida para 8 de janeiro do próximo ano.

    Assessoria de Imprensa da Setec

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  • Universidades devem definir até fim de maio se adotam o novo Enem

    O ministro Fernando Haddad informou nesta sexta-feira, 8, que o MEC anuncia até o fim deste mês quais as universidades federais adotarão o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como critério de ingresso. As universidades que utilizarão o exame como fase única de seleção deverão se manifestar até o dia 20 de maio. Essa data foi estabelecida pelo Comitê de Governança. Vencido o prazo, será realizada uma reunião entre os reitores dessas universidades e o Comitê, para o aperfeiçoamento das regras do Sistema de Seleção Unificada.

    Na próxima quarta-feira, 13 de maio, pró-reitores de graduação e comissões de vestibular das universidades participarão de uma reunião no MEC, quando será apresentada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) a matriz de referência da prova do Novo Enem. Na ocasião, os dirigentes das instituições federais de ensino superior (Ifes) também conhecerão o Sistema de Seleção Unificada, que será utilizado para o gerenciamento das informações do processo.

    O Comitê de Governança do Novo Enem definiu o prazo de três anos para a consolidação do processo de seleção unificada. Nesse período, as instituições poderão compatibilizar o novo formato de seleção com as políticas afirmativas já adotadas pelas universidades e com outras modalidades de seleção, admitindo que parte das vagas seja destinada a programas de avaliação seriada e também casos em que seja necessária a aplicação de provas específicas.

    O Comitê também definiu que, durante o período de implementação do sistema, um grupo de pesquisa constituído pelo Inep monitorará a migração das Ifes para o novo processo seletivo. A proposta é avaliar as mudanças ocasionadas pelo novo método de ingresso dos alunos e, nos casos em que for necessário, propor adequações ao sistema.

    Assessoria de Comunicação Social

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